Pais e Filhos Adolescentes

Categoria dos serviços do psicólogo: terapia cognitivo comportamental, tcc
Pais e Filhos Adolescentes

Como cuidar desta relação tão delicada?

A chegada de um bebê na casa de um casal é um dos momentos mais alegres da vida. Ter crianças em casa dá trabalho, mas também é muito divertido. Mas e quando elas crescem?

A convivência entre pais e filhos adolescentes é, no mínimo, complexa. É preciso paciência, uma boa dose de sabedoria e muita sensibilidade para vivenciar esta experiência sem traumas e com a certeza de que logo estarão adultos e, de preferência, emocionalmente saudáveis. Nesta jornada, a ajuda de um psicólogo pode fazer toda a diferença. Entenda, no texto a seguir, como tudo isso funciona.

A adolescência é, sobretudo, um período de autoafirmação e aceitação das mudanças radicais que ocorrem no organismo e nos sentimentos. É o momento de vivenciar maior ansiedade e até revolta em alguns casos, de ir em busca de equilíbrio e de tomadas de decisões – que até então eram um privilégio dos pais.

Tudo isso chega na vida do adolescente gerando muito incômodo e insegurança.

Adultos e crianças ao mesmo tempo

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Para os pais, restam os conflitos – sim, “meu filho cresceu e não precisa mais tanto de mim”! – e a dúvida sobre o quanto colocar de limites e de como quebrar a barreira invisível que teima em impedir uma convivência mais próxima.

O grande desafio é conseguir – e aqui a presença de um psicólogo pode facilitar muito -, equilibrar o tratamento dados aos filhos nesta fase da vida, enfrentando-os como adultos em que eles estão se transformando, mesmo sem ter ainda a maturidade desejada, e cuidando deles como crianças que ainda são, principalmente no aspecto emocional.

Não há uma receita pronta para usar em 100% dos casos. Afinal, tudo vai depender muito das personalidades, tanto dos pais quanto dos filhos e da qualidade da relação que se estabeleceu entre as partes desde o nascimento da criança.

Porém, a Psicologia acredita que há alguns ingredientes que funcionam para todos. São eles: o diálogo permanente, o afeto mútuo, a determinação em acertar, o amor, a paciência e, principalmente, a certeza de que esta fase passa. Pode demorar um pouco, mas passa!

A percepção do pais é que, no período da adolescência, os filhos vivem num mundo diferente, isolado e distante do deles. E isto em parte é verdade. Desta forma, os responsáveis (pais, avós e irmãos mais velhos) precisam acessar esse mundo e a chave para isto é a comunicação.

Cara a cara, por bilhetes, mensagens nas redes sociais ou sinal de fumaça, não importa. Todos os canais de comunicação com os adolescentes são válidos e surtem efeitos positivos se usados com base na compreensão, resiliência, empatia e persistência.

O psicólogo atua como mediador

Vale lembrar que nas discussões mais calorosas e com exaltação de ânimos – preparem-se: serão muitas! -, tornam-se necessárias doses extras de equilíbrio, bom senso, tolerância e respirações profundas. Os pais devem ser firmes, mas sem agressões. A recíproca é verdadeira.

E para alcançar esta serenidade e qualidade no relacionamento, é ingenuidade acreditar que é agora o momento de construção de uma relação próxima e segura com os filhos. Como já dissemos, se o trabalho for bem feito na infância, a adolescência será enfrentada mais facilmente.

Se a sensação de impotência persistir, a ajuda de um psicólogo será fundamental. Ele vai orientar sobre como melhorar a comunicação, como aceitar as mudanças que ocorrem nesta fase da vida e como estabelecer o que os pais podem e devem esperar dos filhos e vice-versa.

Enfim, ele é o profissional capacitado para funcionar como um intermediário, um moderador nas negociações que precisam ser realizadas. Lembrando que a terapia pode ser feita diretamente com o adolescente ou em formato híbrido com atendimento simultâneo aos pais.

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Autora: Thaiana Psicóloga CRP 06/106524

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