Por Priscilla Mendes
Psicóloga · CRP 06/93223
Publicado em 27/05/2016 · Atualizado em 14/10/2026
Muitas mulheres ao engravidar se preocupam com o sexo do bebê, o enxoval, as mudanças na vida depois da chegada do pequeno, decoração do quarto e até sobre como perder peso após o parto.
Mas, às vezes, deixam de se atentar para um aspecto muito importante: a amamentação.
Apesar de se tratar de um processo natural, o ato de amamentar é cercado de mitos e verdades, que se não forem bem avaliados e colocados em prática, podem trazer problemas, aconselham os psicólogos.
Veja neste post, algumas sugestões para encarar essa fase pós-parto sem estresse e pressão.
Se precisar, procure um psicólogo

Muitos fatores podem dificultar e até impedir a amamentação, sejam eles físicos ou emocionais. Não hesite em procurar a ajuda de um psicólogo porque ansiedade, depressão, culpa, baixa autoestima ou simplesmente uma tristeza sem razão podem levar à dificuldade de amamentar.
Às vezes, algumas sessões de terapia já ajudam o aleitamento materno por seis meses ou mais.
Amamentar é mais do que alimentar. É uma conexão entre dois seres, uma troca de amor, calor, energia. É apenas o início de uma relação que vai durar para a vida toda. Vale a pena investir nela.
Culpa, cansaço e tristeza sem motivo aparente fazem parte do pós-parto de muitas mulheres e não são falha de quem amamenta. Se esse lado emocional está pesando, uma psicóloga para maternidade acolhe isso em atendimento por vídeo, sem que você precise sair de casa com o bebê, em paralelo ao cuidado médico.
Dicas para uma boa amamentação
- Procure um lugar tranquilo. O ideal é um lugar arejado, calmo e sem interrupções. Relaxe e procure não pensar em preocupações. Se você estiver estressada, o bebê percebe a tensão e isso atrapalha o aleitamento.
- Tenha uma jarra de água ao seu lado porque você terá muita sede e precisa repor todo o líquido que perde amamentando.
- O bebê deve abocanhar toda a aréola do seio. O melhor jeito é ficar com barriga e a cabeça dele apoiada na parte interna do braço, na altura do cotovelo da mãe. Se o bebê não conseguir abocanhar toda a aréola, experimente esvaziar um pouco a mama, porque se ele morder somente o bico, vai acabar ferindo o seio causando ferimentos que sangram.
- Antes do bebê alcançar seu seio, tente acalmá-lo, caso ele esteja chorando muito. Embale, cante, abrace com carinho, olhe nos olhos e ele ficará mais tranquilo e pegará o seio com mais facilidade do que se estiver agitado por causa da fome. Você também tem que descansar o máximo entre as diversas mamadas. A amamentação cansa e, se você estiver exausta física ou emocionalmente, isto afetará a produção de leite. Peça ajuda. Marido, mãe, sogra, vizinhas, amigas e outros familiares gostam de ajudar!
- Se o bebê está sendo amamentado no peito, ele não precisa tomar água, chá ou qualquer outro líquido. O leite materno contém gordura, nutrientes e água na medida certa para seu filho crescer e se desenvolver.
- Se quando ele estiver mamando, você ouvir barulhos esquisitos na boca do bebê é porque o ar está atrapalhando a sucção. Estalos da língua ou um som que parece um beijo podem indicar mau posicionamento. Pare, tire o bebê do peito e recomece ajeitando a posição de ambos.
- Você fez tudo certinho e, mesmo assim, houve ferimento no seio? Passe seu próprio leite nos mamilos, várias vezes ao dia. Isso ajuda a cicatrização. Fique o maior tempo possível sem sutiã ou protetores para manter o local seco. Tome banhos de sol por 15 minutos ao dia e passe chá de camomila frio nos bicos. O efeito é calmante e cicatrizante. Use, se for necessário, as pomadas específicas receitadas pelo seu médico.
- O melhor é primeiro o nenê mamar e depois trocar a fralda. Porém, há pequenos que dormem muito e nem acordam para mamar. Nestes casos, você pode acordá-lo trocando a fralda antes de amamentar. Isso não altera em nada a amamentação ou o conforto dele.
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Autor: Psicóloga Priscilla Mendes - CRP 06/93223Formação: Atua com TCC - Terapia Cognitivo Comportamental e é Neuropsicóloga com uma sólida trajetória de mais de 20 anos na psicologia e a marca expressiva de mais de 20.000 atendimentos realizados. Combina experiência clínica e visão estratégica para promover saúde mental e desenvolvimento humano...
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