A maioria das pessoas com certeza já escutou a palavra “empatia” por aí, não é verdade? No entanto, poucas sabem o seu verdadeiro significado e a importância de vivenciá-la nas diferentes relações – pessoais, sociais, amorosas e profissionais.
Por isso, preparamos este artigo para explicar, de fato, o que é empatia e te dar dicas importantes de como desenvolvê-la para aprimorar suas relações, mas também a sua saúde mental e a sua qualidade de vida. Confira!
O que é empatia?
Empatia é a capacidade de compreender as emoções e os sentimentos do outro sem julgamentos. Há um tempo atrás, ela era definida como a habilidade de se colocar no lugar de uma pessoa terceira. Acontece que isso é humanamente impossível!
Por isso, o conceito mais usual que se tem adotado para compreendê-la é de que a empatia é a capacidade de se colocar ao lado do outro, entender o que ele está vivenciando, se conectar emocionalmente com ele e oferecer apoio.

Assim, pessoas empáticas, dentre outras características:
- Ouvem os outros de forma atenta;
- Têm sensibilidade diante de eventos negativos ou trágicos;
- Consideram a opinião de terceiros antes de tomar decisões que podem impactá-los;
- São capazes de identificar quando os outros estão chateados;
- Oferecem apoio sempre que percebem a necessidade alheia.
Por que é importante desenvolver essa habilidade social nas relações?
O desenvolvimento da empatia é benéfico por diversos motivos, como:
- Melhora os relacionamentos interpessoais: pessoas empáticas tendem a ter vínculos mais sólidos e estruturados.
- Melhora o bem-estar e a qualidade de vida: uma pessoa empática tende a se sentir mais feliz e realizada em razão da solidariedade.
- Contribui para a vida profissional: dentre as diversas soft skills exigidas no mercado de trabalho na atualidade, a empatia é uma delas.
Como é possível perceber, a empatia nunca será desperdiçada, sendo valiosa tanto para quem a recebe quanto para quem a detém.
Vale dizer que empatia não se desenvolve só olhando para o outro; passa por reconhecer as próprias reações, e é aí que muita gente trava. Conversar com uma psicóloga sobre autodesenvolvimento ajuda a perceber o que atrapalha a escuta, como o julgamento rápido, a impaciência ou o preconceito, antes de partir para as dicas.
7 dicas para desenvolver empatia

Ciente da importância de desenvolver a empatia nas suas relações interpessoais, é hora de aprender como praticá-la no dia a dia e fortalecer essa habilidade tão valiosa:
1. Pratique a escuta ativa
Uma das grandes virtudes de uma pessoa empática é justamente saber ouvir o outro de forma consistente e sem julgamentos. Sim, oferecer a sua escuta é uma maneira de possibilitar que o outro desabafe e sinta-se acolhido.
Aqui é muito importante saber ouvir com atenção, sem interrupções e sem juízo de valor. Só assim a pessoa se sentirá verdadeiramente confortável e acolhida para se expressar.
2. Tente entender o outro mesmo que você não concorde
Quando discordamos de alguém, tendemos a recusar-se a ouvi-lo ou, então, a entrar em um conflito de ideias, não é mesmo? No entanto, essa prática é reativa e impulsiva, estando longe da empatia.
Nesse caso, o ideal é buscar compreender o que leva alguém a discordar de você. Tente analisar a criação e as vivências que ela teve, os traumas que talvez tenha passado…
Esse é um exercício importante para compreender o que pode influenciar tal conduta ou pensamento e, assim, não se deixar levar pelas emoções à flor da pele diante de uma oposição de ideias.
3. Comece a analisar a linguagem corporal
Você já deve saber que a nossa comunicação não se restringe a apenas palavras. O corpo e as expressões faciais também dizem muito das nossas emoções e pensamentos.
Sendo assim, comece a analisar a linguagem corporal dos outros para que você consiga identificar quando uma pessoa não está bem, mesmo sem ela falar.
Isso não significa se tornar um profissional da psicologia, por exemplo, que consegue fazer a leitura das expressões corporais. A questão aqui é te possibilitar identificar quando uma pessoa precisa de acolhimento, mas, por algum motivo, não deseja verbalizar.
Convém mencionar que essa prática é especialmente benéfica para o ambiente corporativo e para quem almeja crescimento profissional, como a ocupação de cargos de liderança.
4. Faça perguntas
Já se você estiver em um diálogo com outra pessoa que esteja desabafando, é importante se demonstrar interessado em saber sobre a vida dela, seus anseios e desejos.
Para isso, faça perguntas sobre a história alheia, sem, contudo, parecer invasivo demais ou entrar em detalhes que podem deixar o outro constrangido.
A ideia aqui é demonstrar a empatia por meio diálogo, mas sempre respeitando o espaço e as intimidades do outro.
5. Imagine-se no lugar da pessoa
Como dissemos, ainda que plenamente você não consiga se colocar exatamente no lugar do outro – mas sim ao seu lado, é importante tentar se imaginar na situação em que ele está ou esteve. Pense em como você agiria em determinado contexto se tivesse levado a vida que ele levou.
Esse é um exercício que te possibilitará conhecer diferentes realidades, se tornar uma pessoa mais aberta e receptiva e, principalmente, mais empática.
Sendo assim, se você tem um colega de trabalho extremamente mal-humorado, procure se colocar no seu lugar imaginando se você agiria da mesma forma (ou não) caso recebesse o mesmo salário, desempenhasse as mesmas funções, tivesse os mesmos problemas, etc.
Essa é uma forma de reduzir conflitos e julgamentos e saber como e quando oferecer apoio sempre que necessário.
6. Tenha consciência de seus preconceitos
Você tem consciência de seus preconceitos? Sabe quais são os estereótipos que te fazem enxergar o outro de uma forma distorcida?
Essa é uma questão que nem sempre está clara para nós, uma vez que pode estar incutida nos nossos valores e crenças, mas que é importante tentar acessar para adotar uma mentalidade mais aberta e empática.
Um bom caminho para isso é desenvolver o autoconhecimento – sozinho ou com a ajuda de um psicólogo – para conseguir quebrar preconceitos que te impedem de ser uma pessoa mais solidária e menos egoísta.
7. Pratique o autocuidado
Não, você não leu errado! Apesar de a empatia dizer respeito sobre a sua relação com o próximo, uma importante forma de desenvolvê-la é por meio da prática do autocuidado, especialmente o mental e emocional.
Afinal, de nada adianta tentar se colocar ao lado do outro e compreender suas mazelas, se você não está equilibrado e bem consigo mesmo.
Por isso, uma forma de alcançar essa estabilidade emocional é se autocuidando por meio de práticas como:
- Psicoterapia;
- Meditação e mindfulness;
- Exercício físico;
- Massagens relaxantes;
- Técnicas de respiração, etc.
Ao cuidar de si mesmo, você conseguirá gerenciar melhor as suas emoções para, assim, saber lidar também com as emoções alheias. Lembre-se de que acolher-se é o primeiro passo para poder acolher o outro!
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Autor: Psicólogo e Terapia
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