Por Daniela Gilardi
Psicóloga · CRP 06/75614
Publicado em 20/07/2016 · Atualizado em 15/07/2026
Com certeza você já ouviu – ou, quem sabe, falou – frases como: “frio é psicológico”. Assim como o frio, outras sensações e até doenças são atribuídas à psique: dores, depressão e síndrome do pânico, por exemplo.
Serão estas características exclusivamente emocionais? Como diferenciar o psicológico do “real”? Respondemos a estas e outras perguntas neste post, confira:
O frio é mesmo psicológico?
Vamos começar esclarecendo o quão verdadeira é a famosa frase que diz que o frio é uma sensação psicológica. De acordo com a ciência, o frio pode ser explicado como uma reação do corpo às temperaturas externas mais baixas do que a corporal.
É uma reação de proteção do organismo, que tende a buscar equilíbrio com o clima externo. Se considerarmos apenas este ponto de vista, podemos afirmar que não, o frio não é psicológico.

Mas, se ele não é, como explicar os monges tibetanos que, por meio da meditação, conseguem controlar a temperatura corporal e não sentem frio mesmo quando expostos a temperaturas baixas?
Como explicar as pessoas que precisam de casacos quando, para você, o clima está agradável? Ou o contrário: pessoas que usam apenas camisetas em dias que você considera frios?
Para explicar estas diferentes maneiras de perceber o frio, temos que considerar que, mesmo existindo uma explicação física, a sensação de frio também é influenciada pela mente e por fatores subjetivos.
Há, por exemplo, o ponto de vista cultural: uma pessoa que nasceu e cresceu no sul do Brasil, geralmente, tem mais resistência a temperaturas baixas do que alguém do norte do país.
Portanto, o frio pode, sim, ser psicológico.
Mas, afinal, é tudo psicológico?
Algumas pessoas usam o termo psicológico para diminuir a importância de dores, sensações e doenças.
Para estas, uma alergia, por exemplo, que tenha fundo emocional não tem tanta importância quanto uma aquela causada por um fator externo. Afinal, “está tudo na mente da pessoa que sofre do problema”.
É preciso ter cuidado com o uso da frase “é psicológico” e estar atento ao fato de que a mente está interligada ao corpo.
Voltando ao nosso exemplo, a alergia nervosa pode ser desencadeada por fatores psicológicos, mas os sintomas causados por ela são bem reais: pele irritada, coceira e vermelhidão. Assim como qualquer outra alergia, esta também precisa ser tratada.
Podemos citar ainda doenças como a depressão, a síndrome do pânico e a bipolaridade como exemplos de problemas ligados ao emocional.
Estas são doenças com origem em fatores psicológicos, que trazem consequências reais à vida das pessoas. Devem ser, portanto, levadas a sério e tratadas com acompanhamento de um psicólogo.
Quando procurar ajuda de um psicólogo
Não diminua problemas que têm origem na psique. A depressão, por exemplo, influencia na forma como a pessoa se relaciona com amigos e familiares, na autoestima e no humor. Dores de cabeça, de barriga e dificuldades para dormir são mais exemplos e sintomas desta doença.
Em casos assim, é preciso perceber quando a doença ou problema está afetando a sua qualidade de vida e buscar ajuda de um psicólogo, através da terapia.
Este é um profissional qualificado para ajudar na busca pela raiz do problema – algo essencial para o tratamento de doenças de fundo emocional.
Psicólogos para Saúde Mental
Veja os psicólogos especializados em Saúde Mental por terapia online por videochamada e também consultas presenciais em São Paulo:
-
Julia MaschioCRP 06/195216
Consultas presenciais
Consultas por vídeoJúlia Maschio é psicóloga pós-graduada em Psicopatologia Fenomenológica pela Santa Casa de São Paulo. Atende adultos, casais e adolescentes em questões de ansiedade, autoestima, luto, estresse e relacionamentos, com escuta sensível e olhar humano...
Valor R$ 275(R$ 150 a 1ª consulta)
Posso ajudar comAdolescênciaAnsiedadeAutoaceitaçãoAutoconhecimentoAutoestimapróximo horário:
Consulte os horários -
Yasmin RamosCRP 06/163775
Consultas presenciais
Consultas por vídeoAtua com base na abordagem da Análise do Comportamento em conjunto com a Terapia Cognitivo Comportamental. Possui capacitação em Neurolinguística, Inteligência emocional, Instrumentos para avaliação psicológica e psicodiagnóstico. Realizou diversos cursos de extensão e aprimoramento...
Valor R$ 275(R$ 150 a 1ª consulta)
Posso ajudar comSeparaçãoTraiçãoAnsiedadeAutoconhecimentoAutoestimapróximo horário:
Consulte os horários

Autor: Psicóloga Daniela Gilardi Torres Marques - CRP 06/75614Formação: Daniela Gilardi é psicóloga há 22 anos e possui ampla experiência no atendimento a adultos e casais. Atua com Terapia Cognitivo Comportamental e Gestalt trabalhando queixas como ansiedade, relacionamentos, carreira, depressão, autoestima, estresse, autodesenvolvimento, autoconhecimento...
Outros artigos com Tags semelhantes:
- Mitomania: o que é, sintomas e como tratar
Você conhece uma pessoa que sente necessidade de mentir, mesmo em situações corriqueiras? Isso se chama mitomania, a mentira faz parte do espectro humano, mas quando ela se torna frequente [...]
- Dia Mundial da Saúde Mental: o que é e como cuidar
Você sabia que existe o Dia Mundial da Saúde Mental? Essa é uma data importante para refletirmos sobre o cuidado que realmente temos direcionado para a saúde da nossa mente [...]
- Depressão: 6 afirmações falsas
A depressão é considerada a “doença do século”. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 300 milhões de pessoas – um número alarmante – sofram dessa condição em todo [...]














