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Síndrome do Pânico: o que é, causas e tratamento

Síndrome do Pânico: o que é, causas e tratamento

Você já sentiu um pânico súbito seguido de uma sensação de desespero, como se alguma coisa ruim estivesse prestes a acontecer? Esse sentimento desagradável se prolongou por vários minutos, despertando também desconforto físico?

Esses são os sintomas da síndrome do pânico.

O DSM V estima que 0,1 a 0,8% da população de países latino-americanos sofra dessa condição. Embora os números pareçam ser pouco significantes, o aumento considerável de casos de depressão e ansiedade no Brasil demonstram uma queda geral do bem-estar psicológico. E o pânico anda em conjunto com essas duas condições.

A recorrência de ataques de pânico pode fazer com que as pessoas alterem as suas vidas diárias para evitarem experimentar os sintomas, especialmente em público, quando se sentem mais vulneráveis. Por essa razão, psicólogos aconselham buscar ajuda psicológica assim que os primeiros ataques acontecerem.

O que é síndrome do pânico?

Essa síndrome é caracterizada por ataques de pânico frequentes e quase sempre inesperados. O termo ‘inexplicáveis’ também pode ser utilizado para descrevê-los visto que é difícil determinar uma razão para a sua ocorrência.

Esses ataques também costumam ser chamados de “crises de ansiedade de maior intensidade” por terem sintomas semelhantes. Ainda assim, existem algumas características distintas entre o pânico e ansiedade, as quais serão explicadas mais à frente.

A pessoa em pânico é acometida por um medo e desespero intensos, bem como sintomas físicos que despertam ainda mais temor. Como ela não sabe o que está acontecendo, a tendência é ficar assustada e desencadear mais sintomas ou torná-los mais intensos.

O ataque de pânico atinge o seu ápice em aproximadamente 10 minutos. Nesse período, é comum o indivíduo pensar que algo ruim irá acontecer mesmo que não haja nenhuma ameaça à sua vida por perto. Ao se acalmar, ele consegue perceber o que aconteceu.

Como identificar a síndrome do pânico?

Os ataques de pânico acontecem com recorrência, podendo se manifestar várias vezes no dia, semana ou mês.

Os ataques também podem tanto ter um gatilho quanto acontecer subitamente. Uma pessoa pode pensar numa situação desconfortável ou se lembrar de um momento ruim de sua vida e subitamente ter um ataque. Da mesma forma, pode ficar inexplicavelmente ansiosa enquanto faz compras no mercado do bairro.

Essa imprevisibilidade é um dos motivos que levam as pessoas a evitarem certos ambientes e pessoas, colaborando para o isolamento social. Elas temem ter uma crise em um local onde não podem pedir ajuda.

Entre os outros sintomas da síndrome do pânico:

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  • Medo de morrer;
  • Medo de perder o controle do corpo ou da mente;
  • Sensação de estar vivendo um sonho;
  • Dificuldade para diferenciar a realidade da fantasia;
  • Palpitações;
  • Sensação de falta de ar;
  • Suor excessivo;
  • Náusea;
  • Tontura;
  • Desconforto estomacal;
  • Calafrios ou ondas de calor;
  • Adormecimento dos membros;
  • Tremores pelo corpo; e
  • Sensação de sufocamento.

Durante o ataque de pânico, a pessoa de fato perde momentaneamente o controle, possibilitando que os sintomas físicos e psicológicos se manifestem. Porém, assim que eles desaparecem, ela volta a ficar calma. Um desconforto emocional, como estresse, desânimo ou frustração, pode permanecer pelo resto do dia.

Quando uma pessoa tem um ataque de pânico diante de uma situação marcante ou inesperadamente e a crise não se repete, não caracteriza um diagnóstico para a síndrome do pânico. É mais provável que ela tenha ansiedade ou tenha passado por um choque forte.

Considerações sobre os sintomas

Os sintomas da síndrome do pânico podem ser confundidos com sinais de infarto, causando mais ansiedade e preocupação ao indivíduo. Por essa razão, é recomendado visitar um médico para descartar a possibilidade de diagnóstico de doença cardíaca.

Condições associadas à ansiedade, hipertireoidismo, epilepsia e hipoglicemia também são patologias cujos sintomas têm semelhança com os da síndrome. Também vale consultar um médico para investigar se essas condições estão presentes.

Quem pode ter síndrome do pânico?

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Qualquer pessoa pode desenvolver essa síndrome em algum momento da vida.

Ainda não foram esclarecidas com exatidão as causas dessa condição. No entanto, após eventos estressantes, como acidentes de trânsito, traumas, desastres naturais e violência, é possível desenvolver essa condição.

Experiências desagradáveis na infância, como crescer em um ambiente opressor, presenciar o divórcio turbulento dos pais ou sofrer negligência, também podem provocar a síndrome na vida adulta.

Outra possível causa é o uso abusivo de álcool e certos medicamentos. Muitos indivíduos com síndrome de pânico, inclusive, buscam alívio emocional nas bebidas por não conseguirem administrar a condição. Embora cause uma sensação boa momentaneamente, essa atitude acaba agravando os sintomas.

Quem tem depressão, ansiedade, deficit de atenção e transtorno de personalidade é mais suscetível a ter episódios de pânico. Se eles se repetirem com frequência, podem acabar desenvolvendo a síndrome também. Nesses casos, cada condição é tratada individualmente.

Síndrome do pânico tem cura?

Uma vez feito o diagnóstico por um profissional, sendo esse um psicólogo ou psiquiatra, a pessoa com síndrome de pânico é encaminhada para um tratamento. Ele pode ser feito das seguintes formas:

Terapia para síndrome do pânico

Os Psicólogos

Conheça a equipe de psicólogos do nosso consultório. Confira o perfil e área de atuação de cada profissional.

A EQUIPE DE PSICÓLOGOS

A abordagem psicológica mais indicada para tratar essa síndrome é a terapia cognitivo-comportamental (TCC). Ela ajuda o paciente a substituir padrões de comportamento e pensamento negativos, os quais provocam emoções igualmente negativas, por saudáveis e funcionais.

O paciente aprende que pensamento, comportamento e emoção estão interligados, por isso, deve cuidar desses três fatores para alcançar o bem-estar.

Outra técnica utilizada pelo profissional especialista nessa abordagem é a terapia de exposição. O paciente é exposto de maneira gradual, controlada e progressiva aos elementos que lhe causam pânico.

O processo pode ser incômodo e requerer múltiplas sessões, mas tem como objetivo ajudar o paciente a ter atitudes e reações mais saudáveis ao agente estressor. Assim, ele aprende a controlar a ansiedade à medida que se acostuma a interagir com o desencadeador do pânico.

A quantidade de consultas necessárias varia de paciente para paciente. É preciso avaliar como cada um responde ao tratamento, além de considerar a sua história, personalidade e crenças. Mas normalmente o tratamento dura entre seis meses a um ano.

Tratamento medicamentoso

O tratamento medicamentoso envolve a ingestão de fármacos prescritos pelo psiquiatra. O objetivo é minimizar sintomas, possibilitando que o paciente aprenda a controlar a ansiedade e tratar a condição na psicoterapia. Evite a automedicação.

Como conviver com a síndrome do pânico?

Essa condição de saúde mental pode prejudicar a vida de quem convive com seus sintomas. Como mencionado, as pessoas escolhem evitar determinados locais e pessoas para não terem outros ataques de pânico. Elas podem até modificar seus hábitos diários para esse propósito.

Entretanto, essa não é uma forma eficaz de lidar com essa síndrome. É essencial procurar a terapia para aprender a controlar a ansiedade e gerir os sintomas de modo que deixem de interferir nas vivências do cotidiano.

Concomitantemente ao tratamento psicológico, pessoas com síndrome de pânico podem tomar algumas atitudes para melhorar a sua qualidade de vida. Como normalmente leva tempo para a condição ser curada, é ideal aprenderem a conviver com os sintomas e evitarem frustrações.

Nesse sentido, quem tem ataques de pânico frequentes pode:

No dia a dia

Como Escolher seu Psicólogo

Nesse guia completo você vai conhecer tudo sobre psicólogos e psicoterapia. A escolha do psicólogo certo para você envolve diversos fatores. Descubra aqui.

COMO ESCOLHER O SEU PSICÓLOGO

Praticar exercícios físicos libera hormônios no cérebro que promovem felicidade e bem-estar. O esforço físico também traz sensações semelhantes as sentidas durante um ataque de pânico, mas em um contexto saudável e agradável. Deste modo, você consegue diminuir a identificação negativa dessas sensações com as crises intensas.

Praticar exercícios de respiração profunda, mentalização e meditação com regularidade também podem auxiliá-lo a reduzir a ansiedade e estresse.

Você adentra e preserva um estado emocional mais tranquilo e agradável quando efetua alguma dessas atividades, garantindo uma semana com maior estabilidade emocional. Desenvolver uma rotina noturna relaxante para garantir uma boa noite de sono traz benefícios semelhantes.

Durante um ataque de pânico

Controlar a respiração é fundamental durante uma crise. Por isso, profissionais recomendam praticar exercícios de respiração no dia a dia. Quando você precisar se acalmar através da respiração, conseguirá obter os benefícios mais rapidamente.

Se possível, vá para um ambiente mais calmo, como uma cabine de banheiro ou um cômodo com menor movimentação, quando sentir a ansiedade crescer.

Modifique o foco da sua atenção para um objeto no cômodo, um aplicativo relaxando no celular (você pode ter áudios ou vídeos tranquilizadores baixados no aparelho especialmente para momentos como esse) ou até mesmo para nuvens no céu. Se precisar, feche os olhos e se concentre na sua respiração.

Essas dicas nem sempre são capazes de conter um ataque de pânico, mas são úteis para reduzir a ansiedade e preocupação.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Thaiana Brotto

Thaiana Brotto é psicólogo e CEO do consultório Psicólogo e Terapia. Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC. Registrada no Conselho Regional de Psicologia pelo número CRP 106524/06.

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