O evento ficou para trás; o alarme, não. No estresse pós-traumático, o sistema de defesa segue operando como se o perigo continuasse: a cena volta em flashes e pesadelos, certos lugares e assuntos viram zona proibida, o corpo salta com barulhos comuns e relaxar parece imprudência. Não é “coisa da sua cabeça” nem falta de força — é um quadro conhecido, com tratamento estruturado.
Aqui ele é tratado com o cuidado que exige: estabilizar primeiro, elaborar depois, sempre no seu ritmo. Sessões no Brooklin ou por vídeo, por R$ 275 (R$ 150 a primeira).
Psicólogas que atendem estresse pós-traumático
Segurança primeiro, elaboração depois — tratamento estruturado com CRP ativo, presencial ou por vídeo.
Sobre o estresse pós-traumático
O TEPT costuma se expressar em quatro frentes que se reforçam: a revivência (memórias intrusivas, pesadelos, flashbacks em que a cena parece atual); a evitação (de lugares, pessoas, assuntos e até pensamentos ligados ao ocorrido); a hipervigilância (sobressalto fácil, sono leve, tensão constante, sensação de perigo iminente); e as mudanças de humor e crença — culpa, vergonha, entorpecimento, “o mundo é perigoso”, “a culpa foi minha”. Reconhecer o conjunto ajuda a entender que não são “manias”: é um quadro único operando.
Em sessão, o tratamento segue a ordem que protege: primeiro recursos de estabilização — manejo das crises, sono, chão no presente —, depois a elaboração gradual da memória traumática, para que ela seja arquivada como passado. Em quadros intensos, o trabalho conjunto com psiquiatra é comum e bem-vindo.
TEPT: quando o cuidado não pode esperar a "superação"
Muita gente adia o tratamento esperando que o tempo resolva — e o TEPT costuma fazer o caminho inverso: as evitações se expandem (primeiro o local do ocorrido, depois o bairro, depois sair de casa), o sono se degrada e o quadro convida ansiedade, depressão e irritabilidade para dentro. Quanto mais cedo o cuidado começa, menos território a vida perde.
Vale dizer com clareza: buscar ajuda não exige estar pronta para falar do que aconteceu. O início do trabalho é justamente construir as condições — segurança, recursos, confiança — para que, mais adiante e no seu ritmo, a memória possa ser processada sem retraumatizar. Você controla a profundidade em cada etapa.
Uma sessão de tratamento do TEPT, por dentro
Uma sessão não é o relato do ocorrido do começo ao fim. Ela costuma abrir pelo presente — sono, crises da semana, o que foi evitado —, trabalhar um trecho combinado com antecedência e reservar o final para retomar o chão antes de você seguir com o dia.
Entre um encontro e outro, o que se combina tem tamanho sustentável, e o que não deu certo volta como assunto, nunca como falha. Os sinais de avanço costumam aparecer primeiro no corpo e na rotina: dormir mais horas seguidas, atravessar um gatilho sem que ele domine o dia, voltar a um lugar que estava fora do mapa. A duração varia caso a caso e é revista ao longo do percurso.
Psicólogas para Estresse pós-traumático no Brooklin e terapia online por vídeo
Temas próximos do pós-trauma
Perguntas frequentes — estresse pós-traumático
Qual a diferença entre ter vivido um trauma e ter TEPT?
Nem toda experiência traumática gera o quadro: muitas pessoas elaboram com o próprio repertório e a rede de apoio. O TEPT é quando os sintomas — revivência, evitação, hipervigilância — se instalam e persistem, atrapalhando a vida. A avaliação distingue.
O evento foi há muitos anos. Ainda dá para tratar?
Dá — o quadro não expira, e não é raro ele se manifestar ou se intensificar anos depois, às vezes disparado por um evento novo. A elaboração funciona independentemente do tempo passado.
Vou precisar reviver tudo na terapia?
Não do jeito que o medo imagina: nada de mergulho forçado. A elaboração é gradual, com preparo, contorno e você no controle da profundidade — e só começa depois da fase de estabilização. Processar não é reviver por reviver.
TEPT se trata com terapia ou com remédio?
A psicoterapia é tratamento central para TEPT; a medicação pode entrar como suporte, por decisão do psiquiatra — a psicóloga não prescreve. As duas frentes frequentemente trabalham juntas, cada uma no seu papel.
Tenho crises quando algo me lembra o ocorrido. O que faço até a consulta?
As crises de revivência são parte do quadro e têm manejo — técnicas de ancoragem no presente que você aprende já nas primeiras sessões. Se houver risco imediato à sua segurança, procure ajuda médica de urgência.
Quanto custa e como funciona o início?
R$ 275 por sessão (R$ 150 a primeira consulta). O começo é uma avaliação cuidadosa do quadro e a construção de estabilidade — no Brooklin ou por vídeo, de segunda a sexta.
Como agendar a sua consulta
Quer começar por você?
Para agendar não é preciso estar em condições de falar do que aconteceu: isso se constrói dentro do processo. Se quiser perguntar sobre horários, formato ou como escolher a psicóloga antes de marcar, fale com a nossa equipe pelos contatos abaixo.
Atendemos de segunda a sexta, no consultório do Brooklin, em São Paulo, e por vídeo, das 7h às 22h30, por R$ 275 a sessão, com a primeira consulta a R$ 150. Em emergência, a rede pública atende pelo SAMU 192, e o CVV 188 recebe ligações a qualquer hora.