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Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)

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O transtorno de estresse pós-traumático consiste num adoecimento da mente, quando pensamentos negativos como de morte, depressão, tristeza excessiva, etc.; se tornam consistentemente repetitivos.

Geralmente o transtorno está associado a uma situação traumatizante que ocorreu na vida do indivíduo onde ele pode ter se sentido envergonhado ou humilhado, ou que tenha presenciado cenas de grande violência e de ameaça à sua vida.

Muitos brasileiros sofrem com esse transtorno, em parte devido ao grande índice de violência em nosso país.

É muito comum pacientes que procuram por psicólogos com o objetivo de aliviar esses conflitos internos.

A pessoa que tem o transtorno do estresse pós-traumático sofre muito, tem mal-estar constante, se isola de lugares ou horários nos quais tenha medo devido à situação previamente sofrida, deixando de andar sozinho ou mesmo dirigir.

ÍNDICE

  1. TEPT, irritabilidade e raiva
  2. Consequências do Transtorno de Estresse Pós-Traumático
  3. Sintomas do Transtorno de Estresse Pós-Traumático
  4. Comportamentos que podem estar associados ao Transtorno de Estresse Pós-Traumático
  5. 5 sinais de que você não superou uma experiência traumática
  6. Tratamento para o Transtorno de Estresse Pós-Traumático
  7. O papel do psicólogo no tratamento do TEPT
TEPT, Irritabilidade e Raiva

TEPT, irritabilidade e raiva

A raiva e a irritabilidade são sintomas recorrentes em pacientes que apresentam quadros do Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT).

O acompanhamento psicológico é recomendado para tratamento e redução de danos que podem ser causados por quadros severos desse distúrbio.

Esses sintomas podem se manifestar com tanta intensidade a ponto de prejudicar as relações pessoais, e até mesmo causar danos físicos a quem sofre com TEPT.

Uma pessoa com quadro de Transtorno do Estresse Pós-Traumático pode se tornar agressiva tanto com outras pessoas, quanto se machucar devido à raiva e irritabilidade.

O Transtorno do Estresse Pós-Traumático é um distúrbio relacionado a ansiedade, no qual diversos sintomas psicológicos, físicos e emocionais se manifestam, mediante a recordação de eventos violentos.

Nesses casos, a vítima pode ter sido exposta a situações extremas, onde sofreu ameaça ou risco de vida, podendo ter sido testemunha de algum evento relacionado a terceiros.

Reviver a situação traumática é um medo tão real que o paciente sofre alterações neurofisiológicas e mentais, manifestando uma série de sintomas.

Algumas pessoas levam bastante tempo para procurar ajuda para tratar esse problema, o que pode agravar o quadro.

Nem todos os pacientes irão apresentar quadros de raiva e irritabilidade, pois, esse não é um critério para o diagnóstico do TEPT, mas frequentemente são sintomas associados a esse distúrbio psicológico.

Pacientes que manifestam raiva e irritabilidade, sentem como se isso os sufocassem, manifestando comportamentos violentos e/ou autodestrutivo.

Para identificar comportamentos motivados pela raiva e irritabilidade, associados ao TEPT, reunimos, ao longo desse artigo, uma série de situações que podem ocorrer e como lidar com esses quadros.

Ao identificar esses comportamentos, recomenda-se que o paciente busque um psicólogo que possa ajudá-lo a lidar com esses traumas.

Assim, terá o auxílio necessário para reduzir a incidência dos sintomas relacionados com o Transtorno do Estresse Pós-Traumático.

Consequências do Transtorno de Estresse Pós-Traumático

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Como consequência do TEPT, comumente a pessoa passa a ter pensamentos e sentimentos negativos sobre a situação presenciada relacionada a si mesmo.

Esses pensamentos repetitivos fazem com que a pessoa portadora do transtorno se sinta incapacitada de seguir adiante.

Em alguns casos, ao não buscar ajuda de um profissional, a pessoa se afunda em um mar de angústias, de pensamentos e ações negativas. Levando a atitudes extremas como, até mesmo, o suicídio.

Todas essas situações mexem racional e emocionalmente com a pessoa de forma profunda e, em muitos casos, são de difícil recuperação.

Essa é a origem do Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT), quadro que, quando não acompanhado por um psicólogo, tende a se agravar e dificultar o dia a dia do paciente.

Sintomas do Transtorno de Estresse Pós-Traumático

Ser submetido à uma situação de grande impacto como um assalto ou um acidente não é sinal garantido de que se desenvolverá o Transtorno de Estresse Pós-Traumático.

Há pessoas que passam por casos como esses e conseguem se recuperar com mais rapidez e de forma menos traumática que outras.

Há também quem vá sofrer deste transtorno muito tempo após o fato em si e que, inclusive, nem relacione o mal-estar com aquele estresse passado. Por isso, é importante ficar atento aos sintomas do TEPT.

  • Ansiedade: não se trata de querer antecipar problemas e discussões ou ficar pensando neles com preocupação. Nos casos de Transtorno de Estresse Pós-Traumático, a ansiedade é intensa e pode se tornar constante;
  • Medo: seja dos locais, ações ou pessoas que remetam, direta ou indiretamente, à situação vivida;
  • Insônia: a dificuldade para dormir pode aparecer e se agravar pelos dois fatores anteriores: ansiedade e medo;
  • Afastamento: se o fato que gerou o transtorno aconteceu no trabalho, por exemplo, é comum que a pessoa não queira retornar à função e ao local;
  • Dormência e tremores: além dos sintomas emocionais é possível ter sintomas físicos bastante incômodos, como a dormência dos membros ou tremores;
  • Pesadelos e flashbacks: seja no estado inconsciente, quando se está dormindo, ou mesmo durante o dia a dia, é possível que a situação seja reavivada pela mente e aumente os outros sintomas.

Uma experiência traumática pode acarretar problemas por uma vida inteira. Para a psicologia clínica, a experiência traumática, se não tratada, tende a se perpetuar de forma gradativa. Ela pode se originar de diversas situações, tais como:

Os efeitos da experiência traumática costumam ser sentidos por, praticamente, toda a vida.

O diagnóstico e o tratamento são muito importantes para reduzir os impactos na vida da pessoa.

Comportamentos que podem estar associados ao Transtorno de Estresse Pós-Traumático

A hiperatividade e o TEPT

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Raiva e irritabilidade são sintomas de hiperatividade. São sintomas relacionados com o TEPT, pois, frequentemente quem sofre com esse distúrbio tenta lutar ou fugir não apenas das lembranças com das sensações relacionadas com o trauma.

Isso gera ansiedade e prejudica o sono, causa irritabilidade e hipervigilância, fazendo com que o paciente nunca relaxe.

A pessoa sente-se ameaçada pela revivência, algo não racional, mas totalmente real e recorrente.

A raiva construtiva e destrutiva

Precisamos considerar que existe a raiva construtiva e destrutiva. Embora a raiva seja uma emoção associada a reações nocivas e frequentemente leve a comportamentos nocivos, a raiva por si só, não é um sentimento ruim.

Por isso cabe considerar que a raiva construtiva pode motivar a cura, a superação, o movimento e desejo de contornar situações difíceis, enquanto a raiva destrutiva pode levar a abusos e a violência.

Vale a pena considerar esses aspectos para lidar com a raiva e irritabilidade de modo assertivo.

Comportamentos agressivos nos relacionamentos

Muitas vezes pessoas com quadros de Transtorno do Estresse Pós-Traumático podem reproduzir comportamentos violentos em seus relacionamentos.

Isso está longe de ser uma regra, mas estima-se de cerca de 20% dos pacientes com TEPT podem ser agressivos com seus parceiros.

Se isso ocorre com você ou com alguém que você conhece, é importante buscar ajuda para reconhecer que esse pode ser um comportamento associado a quadros severos de TEPT, onde a irritabilidade e raiva extrapolam limites e trazem prejuízos reais para o paciente e quem se relaciona com ele.

Comportamentos autodestrutivos

Outro viés possível, resultante da raiva e irritabilidade, são os comportamentos autodestrutivos, autopunitivos, que podem inclusive colocar em risco a vida do próprio paciente com quadro de TEPT.

Voltar-se contra si mesmo, é uma forma de sufocar a raiva. E frequentemente isso ocorre, pois, o paciente não encontra formas saudáveis de lidar com a dor.

Assim o estresse, a raiva e a ansiedade alcançam níveis incontroláveis, sendo falsamente amenizadas por comportamentos autodestrutivos.

Por isso o abuso de substâncias, comportamentos de risco, atitudes catastróficas e inconsequentes, podem ser uma forma de canalizar a raiva.

Encontrar formas de lidar com a raiva e a ansiedade é fundamental para lidar com sintomas associados ao TEPT.

Não é fácil lidar com esses sentimentos quando perdemos o controle sobre eles.

Mas algumas atividades leves, meditação, prática de artes e até conversar com alguém da sua confiança pode ajudar muito a reduzir a tensão causada pelo Transtorno do Estresse Pós-Traumático.

Não é simples, mas reconhecer o problema e buscar lidar com ele, é um passo importante em direção a cura.

Qual é o seu nível de:

ANSIEDADE
ESTRESSE
DEPRESSÃO
FAZER O TESTE

5 sinais de que você não superou uma experiência traumática

  • Crises de ansiedade

A ansiedade nem sempre pode ser a causa de algum problema. Inclusive, o transtorno pode ser um sinal de um trauma não superado.

A síndrome de pânico, fobia, medo extremo podem ser resultado de uma experiência traumática. É comum, inclusive, que a pessoa tenha esses problemas sem saber o porquê.

  • Conformismo e apatia

Os traumas podem limitar as nossas ações e restringir emoções, criando verdadeiras barreiras emocionais. Estes bloqueios interferem drasticamente na memória de nossas feridas e cicatrizes psicológicas não curadas, fazendo com que a pessoa não queira sair de sua zona de conforto.

Por esta razão, tanto a apatia quanto o conformismo são duas reações que a mente cria de forma a evitar mais dor e sofrimento.

  • Toda forma de risco é um medo

Com o tempo, o trauma irá causar na pessoa uma espécie de administração inconsciente do medo. Isto é, o medo passa a assumir o controle da nossa vida. Todas as decisões tomadas e passos traçados serão realizados mediante o nível de segurança e medo que possuímos. Isso reflete uma falsa segurança.

  • Isolamento

Quanto mais a pessoa tenta evitar o trauma a todo custo, mais ela fortalecerá o medo. Isso a faz querer se afastar das pessoas e do mundo exterior, deixando-a isolada.

  • Sentimentos de ira e depressão

Os Psicólogos

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A EQUIPE DE PSICÓLOGOS

A experiência traumática não tratada desenvolverá outro sintoma: as atitudes agressivas. A fim de evitar a todo custo entrar na “zona de perigo” de seu trauma, o indivíduo tende a resistir às opiniões de outras pessoas, se defende de forma agressiva, estabelece um padrão de limites entre o que acredita e o que pensa ser o correto.

Estes são alguns dos mecanismos que a mente trabalha no sentido de evitar ao máximo as emoções para não obter mais dor e sofrimento.

Assim, como mecanismo de defesa, a agressividade parece ser algo consciente, já que “tudo e todos estão contra você”, mas se trata de uma reação permanente a uma experiência traumática.

As emoções reprimidas e o ocultamento delas geram um conjunto de sentimentos de amargura, ansiedade, depressão e a pessoa passa a culpabilizar os outros pelo seu sofrimento, quando não a si mesma.

Também pode ocorrer do próprio corpo físico começar a “desligar-se” sinalizando tensões cada vez mais frequentes e sérias pela experiência traumática, reconhecendo emoções que causaram dor.

Tratamento para o Transtorno de Estresse Pós-Traumático

Não é nada fácil tratar uma experiência traumática, principalmente quando ela está profundamente enraizada em nós. A dor e os problemas vivenciados muitas vezes estão enraizados no inconsciente.

Pessoas com traumas sérios possuem maior chance de adquirirem problemas de saúde mental e física. A função da psicoterapia é fazer perceber, junto à pessoa, que existem caminhos para redescobrir a vontade de viver e de superar qualquer trauma.

O afastamento, um dos sintomas citados acima, tende a dificultar o tratamento do Transtorno de Estresse Pós-Traumático.

Muitas pessoas, ao passarem por situações que levem a esse quadro, tendem a acreditar que o melhor a ser feito é evitar o assunto e assim retomar a vida normalmente. Porém, subestimar o TEPT pode ser uma forma de torná-lo ainda mais grave.

Por mais difícil que seja é importante falar sobre o assunto e racionalizar sobre ele primeiro para só então conseguir internalizá-lo sem sofrimento.

Em alguns casos, além da terapia com psicólogo é importante que seja feita uma prescrição médica para remédios que possam contribuir com o tratamento.

A terapia também pode ser aplicada a um casal, como na perda de um filho, ou até mesmo, individualmente, para membros da mesma família. Tudo irá depender da situação que originou o Transtorno de Estresse Pós-Traumático.

O papel do psicólogo no tratamento do TEPT

O papel do psicólogo é ajudar o paciente a superar o que ele viveu, para que a partir daí ele possa retomar tudo o que ele parou de fazer ou praticar devido ao trauma ocorrido.

Durante a terapia o indivíduo portador do transtorno aprenderá a interferir nos pensamentos negativos, nas atitudes que são influências dos pensamentos repetitivos para anular todo pessimismo causado pelo trauma.

O tempo é um fator importante no quadro de estresse pós-traumático: quanto mais tempo o paciente se encontra nessa situação é mais difícil inseri-lo novamente nas atividades que ele parou de fazer.

Dependendo do grau do transtorno a pessoa pode até ter abandonado emprego, família e amigos, então recoloca-lo à sua rotina de antes do transtorno fica mais difícil e leva mais tempo.

Todavia, apesar do tempo, a psicologia tem alcançado muito êxito na melhoria do quadro de pessoas com estresse pós-traumático, lembrando que, no tratamento, algumas vezes, é acrescentado também o uso de medicamentos prescritos por um médico.

Poder contar com um profissional ou um grupo de apoio ajuda o paciente a lidar com suas frustrações, medos e dores. Por isso é fundamental obter apoio e realizar algumas sessões de terapia para lidar com o TEPT.

Esse processo auxilia a lidar não apenas com a raiva, irritabilidade e ansiedade, como compreender o que acontece com você e seu corpo durante as crises de revivência, tornando tudo mais consciente e controlável.

O psicólogo tem papel fundamental no tratamento, podendo recomendar as melhores práticas para lidar com sintomas, até a superação do trauma, assim como, quando necessário, encaminhar o paciente a um psiquiatra, para tratamento medicamentoso.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Thaiana Brotto

Thaiana Brotto é psicólogo e CEO do consultório Psicólogo e Terapia. Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC. Registrada no Conselho Regional de Psicologia pelo número CRP 106524/06.

2 comentários em “Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)

  1. Acima de tudo isso temos que colocar Deus em primeiro lugar em nossa vida e depois procurar ajuda dos profissionais que Ele deu sabedoria ❤️

    • Olá, a fé inclusive é um aspecto importante no processo de cura dos pacientes juntamente com a ajuda de um profissional especializado. Abraços,

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