Por Thaís Lopes
Psicóloga · CRP 06/190956
Publicado em 25/08/2026 · Atualizado em 26/08/2026
Se você chegou aqui perguntando o que um psicólogo faz — ou, no nosso caso, o que uma psicóloga faz, porque a equipe do Psicólogo e Terapia é formada só por mulheres —, a resposta curta é: ela escuta com método, avalia o que está acontecendo com você, monta um plano junto com você e usa técnicas com base científica para que você passe a lidar melhor com aquilo que te trouxe até ela.
A resposta longa é o que esta página faz: mostrar, na prática, o que acontece na primeira consulta, o que a psicóloga faz ao longo das sessões, o que ela não faz, como ela pode ajudar no seu caso e como isso funciona aqui no consultório.
- O que a psicóloga faz, em resumo
- O que acontece na primeira consulta
- O que a psicóloga faz ao longo das sessões
- O que a psicóloga não faz
- Psicóloga, psiquiatra ou terapeuta: qual a diferença?
- Como a psicóloga pode ajudar no seu caso
- Quando procurar uma psicóloga
- Como funciona no Psicólogo e Terapia
- Perguntas frequentes
O que a psicóloga faz, em resumo
A psicóloga é a profissional formada em Psicologia e registrada no Conselho Regional de Psicologia (CRP) que trabalha com o comportamento, as emoções e os pensamentos das pessoas. A lei que regulamenta a profissão no Brasil, a Lei 4.119/1962, reserva a ela, entre outras funções, o diagnóstico psicológico e a “solução de problemas de ajustamento” — que é o nome jurídico para o que você provavelmente está procurando: ajuda para lidar com algo que está difícil.
No consultório, isso se traduz em seis coisas:
- Escutar com método. Não é uma conversa comum: ela observa o que você diz, como diz e o que evita dizer.
- Avaliar. Entender o que está acontecendo, há quanto tempo, o que piora e o que alivia — e se há sinais que pedem outro profissional junto.
- Construir um plano com você. O que vocês vão trabalhar, em que ordem e como vão saber que está funcionando.
- Aplicar técnicas. Cada abordagem tem as suas — a terapia cognitivo-comportamental (TCC) trabalha de um jeito, a psicanálise de outro.
- Acompanhar a evolução e ajustar o caminho quando algo não está rendendo.
- Encaminhar quando precisa — para psiquiatra, para outra médica ou para outro profissional, sem abandonar o acompanhamento.

Nada disso depende de você chegar “sabendo o que tem”. Chegar sem saber é o normal — descobrir é parte do trabalho dela.
O que acontece na primeira consulta
A primeira consulta é uma conversa de avaliação. Aqui no consultório ela dura de 50 minutos a 1 hora e tem três objetivos: entender o que te trouxe, conhecer um pouco da sua história e decidir, junto com você, como seguir.
O que a psicóloga pergunta
- O que te trouxe — e por que agora, e não há seis meses.
- Desde quando isso acontece e o que já tentou para resolver.
- Como estão o sono, o apetite, a energia e a concentração.
- Como estão o trabalho, os relacionamentos e a rotina.
- Se já fez terapia antes, como foi e por que parou.
- Se toma alguma medicação e se há histórico de questões emocionais na família.
As perguntas servem para localizar o problema, não para te julgar. E se algo for difícil demais para falar na primeira vez, você diz isso — a psicóloga não força. O ritmo é seu.
O que você não precisa fazer
- Não precisa preparar um discurso nem “contar tudo em ordem”.
- Não precisa ter um diagnóstico, um nome para o que sente ou um laudo.
- Não precisa “ter um problema grave” — cansaço, uma decisão travada ou a sensação de que algo está fora do lugar já bastam.
- Não precisa se sentir à vontade de cara. O vínculo se constrói ao longo das sessões.
Se quiser, anote antes três coisas: o que está te incomodando, desde quando e o que você espera da terapia. Ajuda a aproveitar melhor a hora — mas não é obrigatório.
O que sai da primeira consulta
No fim, a psicóloga costuma devolver uma primeira leitura do que ouviu, dizer como pretende trabalhar e combinar com você a frequência — normalmente uma sessão por semana. Se ela perceber sinais que pedem avaliação médica (uma insônia grave, por exemplo), pode sugerir uma consulta com psiquiatra em paralelo. Você sai sabendo qual é o próximo passo.
Aqui, a primeira consulta é marcada pelo site, no horário que você escolhe: veja os horários disponíveis das psicólogas.
O que a psicóloga faz ao longo das sessões
Escuta e devolutiva
A maior parte de cada sessão é você falando e a psicóloga escutando de um jeito específico: ela liga o que você conta hoje ao que contou semanas atrás, aponta padrões que se repetem e faz perguntas que te levam a olhar por um ângulo que você ainda não tinha usado. Isso tem nome — devolutiva: ela devolve, organizado, o que você trouxe desorganizado.
Técnicas, conforme a abordagem
O que muda de uma psicóloga para outra é a abordagem — a base teórica que orienta as técnicas. Na TCC, por exemplo, é comum registrar situações e pensamentos durante a semana, testar interpretações e treinar formas novas de agir. Na psicanálise, o trabalho é mais de fala livre e de entender o que se repete sem você perceber. Na abordagem sistêmica, o foco vai para as relações em que você está inserido. Nenhuma é “a certa” para todo mundo; a psicóloga escolhe e combina o que funciona para o seu caso — e explica, se você perguntar.
Tarefas entre as sessões
Em várias abordagens, a psicóloga propõe algo para a semana: observar quando a ansiedade sobe, praticar uma resposta diferente numa conversa difícil, anotar como foi o sono. É onde a terapia sai da sala e entra na sua rotina — e é onde boa parte da mudança acontece.
Avaliar a evolução e ajustar
De tempos em tempos, vocês revisitam as metas combinadas no começo: o que melhorou, o que ainda incomoda, o que precisa de outro caminho. Se depois de algumas sessões você não sente movimento nenhum, isso é assunto para a própria sessão — a psicóloga pode ajustar a estratégia, e você tem todo o direito de dizer que não está funcionando.
Encaminhar quando precisa
Se ela identificar que o seu caso pede avaliação médica — sintomas intensos, risco, suspeita de uma condição que responde a medicação —, ela encaminha para uma psiquiatra e, com a sua autorização, troca informações com ela. Terapia e medicação muitas vezes andam juntas; o que não acontece é a psicóloga assumir o papel da médica.
O que a psicóloga não faz
Saber o que não faz parte do trabalho dela evita expectativas erradas — dos dois lados.
- Não receita nem ajusta medicação. No Brasil, prescrever remédio é ato médico. Se precisar, a psicóloga encaminha para psiquiatra.
- Não dá conselho pronto nem decide por você. O trabalho é te ajudar a enxergar com mais clareza para que a decisão seja sua — não te dizer o que fazer com o casamento ou com o emprego.
- Não julga. Você pode falar de qualquer coisa. Se algo te dá vergonha, isso é justamente material de trabalho, não motivo para esconder.
- Não conta para ninguém. O sigilo é dever previsto no Código de Ética Profissional do Psicólogo (art. 9º) — vale para parceiro(a), família e empresa. As exceções são raras e previstas em lei, como risco grave à vida, e a psicóloga te explica quando você perguntar.
- Não “cura” em uma sessão nem promete resultado. Terapia é processo. Quem promete resultado rápido está vendendo outra coisa.
- Não faz a terapia por você. Ela conduz; a mudança acontece com a sua participação — nas sessões e entre elas.
Psicóloga, psiquiatra ou terapeuta: qual a diferença?
Os três nomes aparecem juntos nas buscas, mas descrevem formações bem diferentes.
- Psicóloga: graduação em Psicologia (cinco anos) e registro no CRP. Faz psicoterapia e avaliação psicológica; não prescreve medicação. Só no estado de São Paulo há mais de 175 mil psicólogas e psicólogos registrados, segundo o Conselho Federal de Psicologia (dados de maio de 2026).
- Psiquiatra: médica, com residência em Psiquiatria. Diagnostica e trata com medicação. Pode fazer psicoterapia também, mas a maioria se concentra no acompanhamento medicamentoso — e trabalha em parceria com a psicóloga.
- Terapeuta: no Brasil, “terapeuta” sozinho não é título regulamentado — qualquer pessoa pode se chamar assim. Quando você procura psicoterapia, o que garante formação e um código de ética por trás é o CRP. Dá para conferir qualquer registro no Cadastro Nacional de Psicólogos, do CFP.
Aqui no consultório, todas as profissionais são psicólogas, e o número do CRP de cada uma está no perfil — conheça as psicólogas.
Como a psicóloga pode ajudar no seu caso
Ninguém procura psicóloga “em geral” — procura por causa de algo. Abaixo, o que ela faz nas demandas que mais chegam ao consultório.
Ansiedade
A psicóloga ajuda a identificar os gatilhos, a entender o ciclo pensamento–corpo–comportamento que mantém a ansiedade rodando e a treinar respostas que interrompem esse ciclo — em vez de só “tentar se acalmar”. Veja as psicólogas que atendem ansiedade.
Depressão
O trabalho começa por distinguir tristeza de depressão, retomar atividades aos poucos e trabalhar os pensamentos que alimentam o desânimo. A psicóloga também avalia se é caso de acompanhamento psiquiátrico em paralelo. Veja as psicólogas que atendem depressão.
Estresse e burnout
Aqui a psicóloga ajuda a mapear de onde vem a sobrecarga, o que dá para mudar na rotina e no trabalho, o que não dá — e como se proteger disso. Veja as psicólogas que atendem estresse.
Relacionamentos e terapia de casal
Na terapia individual, a psicóloga trabalha o seu lado da relação: padrões que você repete, limites, comunicação. Na terapia de casal, ela atende os dois juntos e faz o papel de mediadora — não de juíza. Veja também as psicólogas que atendem relacionamentos.
Separação, traição e luto
Perdas têm tempo próprio, e a psicóloga não acelera esse tempo — ela ajuda você a atravessá-lo sem ficar preso nele. Veja as psicólogas que atendem separação, traição e luto.
Autoestima, autoconhecimento e carreira
Nem toda demanda é um sintoma. Muita gente procura a psicóloga para entender por que se sabota, por que não consegue decidir ou por que se sente sempre “atrás”. Veja as psicólogas que atendem autoestima, autoconhecimento e carreira.
Conflitos familiares
Pais, filhos adultos, irmãos, sogros: a psicóloga ajuda a entender o papel que você ocupa nesse sistema e o que está ao seu alcance mudar. Veja as psicólogas que atendem conflitos familiares.
Se o seu motivo não está nessa lista, não é impedimento. Na página das psicólogas você vê a formação, a abordagem e as especialidades de cada uma.
Quando procurar uma psicóloga
Não existe “ainda não é grave o bastante”. Alguns sinais de que vale marcar:
- Algo te incomoda há semanas e não passa com esforço próprio nem com o apoio de quem te cerca.
- Sono, apetite ou concentração mudaram.
- Você está evitando situações, pessoas ou decisões.
- Irritação, choro ou uma espécie de “anestesia” fora do seu normal.
- Uma perda, separação ou mudança grande que você não está conseguindo digerir.
- Álcool, comida ou o celular viraram o jeito de aguentar o dia.
- Ou, simplesmente, vontade de se entender melhor — também é motivo.
Se houver pensamento de se machucar ou de morrer, procure ajuda imediata: o CVV atende pelo 188, 24 horas, gratuitamente. A terapia entra depois do momento de crise — e entra.
Como funciona no Psicólogo e Terapia
O Psicólogo e Terapia é um consultório de psicologia em São Paulo, desde 2014, com uma equipe formada só por psicólogas — todas registradas no CRP, com o número no perfil de cada uma — e mais de 600 avaliações de pacientes no Google. Metade da equipe está conosco há mais de 5 anos.
- Presencial ou online. O consultório fica no Brooklin, ao lado da Berrini (psicólogas presenciais). O atendimento online é por vídeo, com as psicólogas da equipe.
- Horários. Sessões de segunda a sexta, das 7h às 22h30 — a primeira às 7h e a última começando às 21h30, com horários que começam a cada 15 minutos. É o que permite encaixar a terapia antes ou depois do trabalho.
- Duração. Cada sessão dura de 50 minutos a 1 hora.
- Valor. R$ 275 por sessão (R$ 150 a primeira consulta), tanto individual quanto de casal. Detalhes na página de valor da consulta.
- Convênio. Não atendemos por convênio, mas você pode pedir reembolso ao seu plano de saúde com o recibo da sessão.
- Quem atendemos. Adultos e adolescentes a partir de 14 anos. Não atendemos crianças.
- Agendamento. Pelo site, escolhendo a psicóloga e o horário: horários disponíveis. Dúvida antes de marcar? Fale com a nossa secretaria, de segunda a sexta das 7h às 21h, pelos canais da página de contato.
Perguntas frequentes sobre o que a psicóloga faz
O que a psicóloga faz na primeira consulta?
Escuta o que te trouxe, faz perguntas sobre a sua história, a rotina, o sono e as relações, devolve uma primeira leitura e combina com você como seguir. É uma avaliação, não um tratamento fechado — e você não precisa preparar nada.
Quanto tempo dura uma sessão com a psicóloga?
Aqui no consultório, de 50 minutos a 1 hora, normalmente uma vez por semana. A frequência pode ser ajustada com a psicóloga ao longo do processo.
Psicóloga receita remédio?
Não. No Brasil, prescrever medicação é ato médico. Quando a psicóloga percebe que o caso pede avaliação medicamentosa, ela encaminha para psiquiatra — e as duas costumam trabalhar em conjunto.
O que eu falo para a psicóloga? Preciso ter um “problema grave”?
Fala do que está te incomodando, do jeito que sair. Não precisa ser grave: cansaço, uma decisão travada, um relacionamento que não anda, a sensação de estar sempre no limite — tudo isso é motivo. Se não souber por onde começar, diga exatamente isso; começar por aí é comum.
A psicóloga conta para alguém o que eu falo?
Não. O sigilo é dever ético e vale para parceiro(a), família e empresa. As únicas exceções são as previstas em lei, como risco grave à vida — e, sempre que possível, a psicóloga conversa com você antes.
Psicólogo e psicóloga fazem a mesma coisa?
Sim. A formação, o registro no CRP e o código de ética são os mesmos. A escolha por uma psicóloga é uma questão de preferência — muita gente se sente mais à vontade para falar de certos assuntos com uma mulher, e isso é um critério legítimo. Aqui a equipe é formada só por psicólogas.
Quanto custa a consulta com a psicóloga?
R$ 275 por sessão (R$ 150 a primeira consulta). Não atendemos por convênio, mas o recibo serve para pedir reembolso ao plano. Veja a página de valor da consulta.
Terapia online com psicóloga funciona igual?
Funciona da mesma forma: mesma psicóloga, mesma duração, mesmo sigilo — por vídeo. O atendimento online é regulamentado pelo Conselho Federal de Psicologia (Resolução CFP nº 11/2018). Veja como é o atendimento online aqui.
Como sei se a psicóloga tem CRP?
Peça o número — toda psicóloga tem um, no formato “CRP 06/xxxxxx” em São Paulo — e confira no Cadastro Nacional de Psicólogos, do CFP. Aqui, o CRP está publicado no perfil de cada psicóloga.
Quanto tempo leva para melhorar?
Depende do que te trouxe, de há quanto tempo isso existe e de como você se engaja no processo — ninguém sério dá prazo na primeira consulta. O que dá para prometer é o método: metas combinadas, revisão periódica e ajuste de rota quando algo não está rendendo.
Se ainda ficou alguma dúvida, conheça o consultório ou veja os horários disponíveis e marque a sua primeira consulta.
Referências: Lei nº 4.119/1962 (regulamenta a profissão de psicólogo) · Código de Ética Profissional do Psicólogo (Resolução CFP nº 010/2005) · CFP — profissionais por regional (atualizado em 28/05/2026).
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Julia MaschioCRP 06/195216
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Autor: Psicóloga Thaís do Lago Lopes - CRP 06/190956Formação: Psicóloga pós-graduanda em Sexualidade Humana pelo CBI of Miami e membro do CRESEX – Centro de Referência. Atua com adultos e casais em questões de relacionamentos, carreira e saúde mental, com abordagem baseada em evidências científicas e Análise do Comportamento.












