Terapia para autistas envolve crianças e familiares

Autismo

Com a evolução da tecnologia e a troca mais rápida de informações, principalmente por meio das redes sociais, algumas doenças acabam sendo um pouco melhor esclarecidas. No caso do autismo, cuja incidência no Brasil pode chegar a dois milhões de pessoas – temos mais informações, porém ainda sobram muitas dúvidas. Uma coisa é certa: como tratamento, a terapia para autista, realizada em consultório de um psicólogo, deve envolver as crianças e também os seus familiares.

Um fator que chama a atenção dos especialistas no assunto é que grande parte dos casos pode estar ainda sem um diagnóstico preciso, o que impede o tratamento adequado e a melhora da qualidade de vida do paciente e de seus familiares.

Quais os sinais de alerta?

Alguns sinais ajudam os médicos, psicólogos, pais e professores a detectarem o autismo nas crianças. Parte das características da doença aparece já nos primeiros anos de vida do indivíduo. São elas:

  • Hiperatividade: a criança corre ou anda em círculos pelo espaço, dando pequenas voltas em torno de si mesma;
  • Uso da terceira pessoa, mesmo quando o paciente está se referindo a si próprio;
  • Hipersensibilidade de alguns sentidos. Luzes, sons e cheiros, que para uma pessoa normal vão e vem sem grandes incômodos, causam irritabilidade;
  • Resistência a mudanças;
  • Repetição de movimentos, gestos, comportamentos e de palavras e/ou frases: a criança autista gosta de encostar e desencostar repetidamente numa cadeira, por exemplo;
  • Agressividade perante os familiares, amigos e professores;
  • Riso e/ou choro inapropriados e que não cessam;
  • Isolamento;
  • Apego desmedido por certos objetos;
  • Atraso no desenvolvimento cognitivo;
  • Dificuldades para desenvolver a linguagem.

É importante salientar que esses comportamentos, de forma isolada, não se configuram necessariamente como autismo. Os pais devem observar o modo de agir dos filhos e relatá-lo ao médico e ao psicólogo. Somente pessoas capacitadas podem confirmar ou não o diagnóstico, que é feito pela exclusão de outras possibilidades. Não existem exames que possam comprovar a presença do autismo, ou seja, o diagnóstico é feito com base nos comportamentos observados no dia a dia da criança.

Mas, afinal: o que é o autismo?

O autismo é um distúrbio neurológico que compromete a interação social da criança com o meio em que vive e com as pessoas com as quais se relaciona. Ele é percebido na comunicação verbal e não verbal e pelo comportamento restrito e repetitivo, como já dissemos. Os sinais, geralmente vão aparecendo gradualmente.

O autismo pode ser hereditário e afeta o processamento de informações no cérebro, alterando a forma como as células nervosas e suas sinapses se conectam e se organizam. A palavra “autismo” vem da expressão auto (que significa próprio). De acordo com o DSM V – Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais, o autismo ocorre nas seguintes graduações: alto, médio e baixo, sendo que em sua forma mais suave, o autismo é relacionado à Síndrome de Asperger.

Como o psicólogo pode ajudar?

Como algumas características do autismo podem ser notadas entre o primeiro e o terceiro anos de vida da criança, os pais podem relatá-las ao pediatra. Este, dependendo de sua experiência e avaliação, deve indicar a consulta com psiquiatra, que poderá começar a trabalhar no diagnóstico. Como se trata de um problema mental, o autismo pode ser tratado de forma conjunta pelo médico e pelo psicólogo.

Caso o diagnóstico seja mesmo confirmado, a terapia realizada em consultório de psicologia envolve, além da criança, seus familiares. Este profissional está capacitado para interagir com o paciente, estimulando-o a se integrar melhor com o meio ambiente e com as pessoas. Ele orienta, ainda, as pessoas que convivem com o autista sobre como agir e também ajudar na melhora da qualidade vida e do desenvolvimento da criança. Atendimentos com fonoaudiólogo e fisioterapeuta complementam o tratamento.

Autora: Thaiana Psicóloga CRP 06/106524

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