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Relacionamento Abusivo: como um psicólogo pode ajudar

Sinais de que você está em um relacionamento abusivo

Nesse post eu vou falar sobre como reconhecer um relacionamento abusivo e como um psicólogo pode ajudar.

O relacionamento abusivo está muito presente em nossa sociedade. Você pode estar envolvido em um, ou ainda ter amigos e parentes nesta situação. Mas afinal, o que é e como ajudar uma vítima de relacionamento abusivo?

E como um psicólogo ou a terapia de casal pode ajudar nesta situação?

  1. Reconhecendo um relacionamento abusivo
  2. Consequências do relacionamento abusivo
  3. Como uma vítima de relacionamento abusivo se enxerga na relação?
  4. Formas de pensar e sentir de uma vítima de relacionamento abusivo
  5. De que forma reconhecer um relacionamento abusivo?
  6. Confira 6 sinais de que uma pessoa pode estar vivenciando um relacionamento abusivo
  7. Resultados de um relacionamento abusivo
  8. Como um psicólogo pode ajudar nessa situação?

Este tipo de ligação é definido por relações de poder. Basicamente, as pessoas que se vinculam a esse tipo de relação convivem e mantém uma suposta afinidade. Ao mesmo tempo, vivem uma condição de poder e submissão perante a outra.

Entendem, desta forma, que seus cônjuges detêm o direito de controle e dominação sobre si mesmas. Segundo psicólogos, há casos em que o abusador insistirá que tal comportamento é “normal”. Com isso, o abusador naturaliza a ideia de que subjugar outra pessoa será para o seu próprio “bem”.

O convencimento desta naturalização não é apenas por parte do abusador, algumas vezes acontece pela própria vítima e, muitas vezes, também das pessoas que a cercam. Neste artigo veremos como um relacionamento abusivo pode ser percebido, quais são suas consequências, como auxiliar a vítima e como um psicólogo pode ajudar.

1. Reconhecendo um relacionamento abusivo

Não é nada fácil estabelecer parâmetros para definir um relacionamento abusivo. A violência física não é a única forma de agressão. Para a psicologia, existem muitas formas de abuso que se repetem em praticamente todas as relações abusivas.

Ser vítima de um relacionamento abusivo torna a pessoa isolada, assustada, deprimida e com síndromes de medo e fobia. Um abuso não necessariamente está ligado ou se limita a um gênero, que tanto pode ser praticado por homem ou mulher. Mas, em razão das estatísticas e do machismo que existe nas estruturas sociais, a vítima é, geralmente, do sexo feminino.

No sentido mais restrito, o relacionamento abusivo se configura quando uma das partes fica impedida de responder em condições de igualdade frente a agressões e intimidações. Assim se caracteriza o abuso no momento em que uma pessoa se vale da sua posição de poder para controlar a outra.

O abuso ocorre quando essa pessoa se aproveita da fragilidade e vulnerabilidade financeira, física e emocional de outra pessoa. No entanto, o abuso não é tão evidente assim, pois, como é algo, às vezes, subjetivo, não necessariamente se sustenta em socos ou gritos. Muitas vezes, simplesmente é colocado em movimento um sistemático processo de desqualificação, manipulação e chantagem.

Desta forma, a vítima de relacionamento abusivo se converte em alguém incapaz de atuar, reagir ou decidir por ela mesma. Leia também Como manter o seu relacionamento saudável.

2. Consequências do relacionamento abusivo

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Em praticamente todos os casos, o abuso deixa marcas profundas na pessoa. Um dos piores aspectos do relacionamento abusivo é que ele vai minando os recursos e as formas de reação, tornando a pessoa refém do medo.

E, muitas vezes, a vítima perde a noção da realidade, se achando culpada pela situação. Com isso, ela pode não se perceber nessa situação. Por esta razão, você deve estar atento aos sinais que mostram se você se encontra em um relacionamento abusivo.

3. Como uma vítima de relacionamento abusivo se enxerga na relação?

Provavelmente você conhece ou já conheceu alguém que passou por uma relação abusiva. Relações de poder são inerentes às estruturas sociais baseadas na dominação e violência de gênero. Qualquer pessoa poderá ser violenta ou abusada independente da sua orientação sexual, cor ou classe social.

A vítima de relacionamento abusivo é o ponto mais sensível para interromper tais relacionamentos. Isso porque ela é isolada e culpabilizada pela situação, seja por amigos e familiares, seja por si mesma. Acabar com a culpa que a pessoa sente é essencial para que ela se liberte desta ligação nociva.

Por isso, para ajudar (e se ajudar), é preciso entender como uma vítima de relacionamento abusivo se enxerga. Compreendendo as situações em que ela se encontra, a forma como ela pensa e reage, poderemos de fato ajudá-la.

4. Formas de pensar e sentir de uma vítima de relacionamento abusivo

  • Medo e Desconfiança

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Esses sentimentos se estabelecem quando a pessoa percebe a relação de abuso. Ela passa a desconfiar de si mesma e da sua própria sanidade, manifestando medo. A incerteza e a preocupação de que ela não será levada a sério por outras pessoas, até mesmo próximas a ela, é outra razão para a desconfiança.

Se for ameaçada pelo cônjuge, ou por amigos e familiares, a vítima de relacionamento abusivo dificilmente buscará ajuda, ou ainda tentará sair desta situação, dificultando seu empoderamento.

  • Naturalização

O fator cultural exerce influência considerável em ambos. Seguindo códigos sociais estabelecidos, o abuso passa a ser visto como normal, já que o ambiente externo reproduz constantemente essas situações. Essa naturalização ocorre devido a romantização de comportamentos negativos, como ciúme excessivo e disputa de poder dentro do relacionamento.

  • Vergonha e Medo da exposição

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COMO ESCOLHER O SEU PSICÓLOGO

É muito difícil revelar o que acontece na vida privada principalmente por medo de julgamentos externos. E a situação piora quando a vítima de relacionamento abusivo é do mesmo sexo que o cônjuge, devido ao preconceito social. A exposição gera um enorme desconforto psicológico em autorreconhecer e admitir que se está em um relacionamento abusivo.

Às vezes, esse sentimento reforça a culpa que a vítima de relacionamento abusivo sente, aumentando ainda mais a dependência e a ligação com o relacionamento abusivo.

  • Dependência

As relações abusivas também são baseadas na questão econômica, dependência emocional (ausência de família ou gravidez), por razões de doença ou incapacidade. A vítima é tomada por um sentimento de impotência que tende a aumentar se não houver uma intervenção.

  • Baixa Autoestima

Culpar-se ou ser culpada durante um relacionamento abusivo não apenas é comum, como também é uma das maiores causas por manter a vítima cada vez mais ligada ao abusador (a).

A permanência na relação se dá pela esperança de que um dia possa terminar o abuso mediante uma mudança de seu próprio comportamento. Isso é resultado da destruição da autoestima de quem sofre o abuso. A pessoa se sente responsável pela violência que sofre por ter uma autoestima muito baixa, tornando-a vulnerável.

5. De que forma reconhecer um relacionamento abusivo?

A maioria das pessoas, normalmente quando tomam conhecimento de algum caso de violência de casal, tem como primeira atitude julgar com preconceito a situação, e em muitos casos responsabilizar a vítima.

Além disso, muitas romantizações de atitudes nocivas (ciúmes em excesso, não dividir tarefas domésticas, o controle sobre a forma que o outro se veste etc.), acabam prejudicando o reconhecimento do relacionamento abusivo.

Outra grande dificuldade é que a sociedade apenas admite uma relação de violência quando esta se evidencia por meios de conflitos físicos. A violência psicológica é tão grave quanto a física. No entanto, ela é ignorada e muitas vezes vista como sinal de “fraqueza” da vítima de relacionamento abusivo, dificultando o reconhecimento.

Os sinais mais comuns para reconhecer o comportamento de uma pessoa agressora são: reações violentas de ciúme, chantagens emocionais, manipulação psicológica, amarras, possessividade e controle, comportamento agressivo, violência sexual, desvalorização, desrespeito com outras pessoas, jogos de poder e, evidentemente, casos de agressões físicas.

Sinais de que você está em um relacionamento abusivo

6. Confira 6 sinais de que uma pessoa pode estar vivenciando um relacionamento abusivo

  1. Medo

O medo é um sinal fácil de se identificar em um relacionamento abusivo. Ele pode parecer evidente quando a pessoa demonstra estar muito tensa na presença do companheiro/companheira. Mas, em outros casos, o medo também é bastante sutil e pode se manifestar de forma a “satisfazer” os excessos em agradar o outro.

  • Controle

Controle excessivo sobre tudo o que a vítima faz, obrigando-a a dar satisfações constantes. Em alguns casos, esse controle pode se estender a outras áreas pessoais como as finanças, estilo de vida, roupas etc.

  • Culpa

O processo abusivo faz um grande cerco de culpa ao redor da vítima. Ela é, inclusive, um dos elementos mais poderosos que faz com que a vítima permaneça no relacionamento e que o abusador tenha controle sobre ela.

Nos relacionamentos abusivos, o sentimento de culpa é quase permanente e constante. A pessoa se sente incapaz de defender as coisas que pensa e diz, em razão das críticas que recebe constantemente. Na verdade, é como se a outra pessoa tivesse a razão, sendo seu o critério que vai sancionar aquilo que é certo ou errado, levando A vítima a se sentir sempre equivocada.

  • Ameaças

A ameaça e a coação se mostram sempre presentes em um relacionamento abusivo. Nessa relação, o abusador vai obrigar o outro a fazer aquilo que não quer ou não faria. A ameaça pode ocorrer pela via da agressão física direta, ou por ameaças verbais e sutis.

  • Poder

Os Psicólogos

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A EQUIPE DE PSICÓLOGOS

O agressor tem muito claro quem é detentor do poder sobre a outra pessoa. Se é a dependência econômica, as suas ameaças serão focadas nesse ponto. Se for o medo, as agressões físicas serão o foco, e assim por diante. O poder pode humilhar, avergonhar frente às demais pessoas de forma regular.

  • Indiferença

Existe, por parte do agressor, uma indiferença em relação à sua individualidade. Costuma não dar importância a seus comentários ou necessidades.

Estes 6 sinais são para quem vivencia situações de abuso, que possam identificá-los, tratando de tomar os cuidados necessários antes que esse ciclo destrutivo seja mais doloroso.

Na verdade, cedo ou tarde, a situação se tornará insuportável, mesmo que algumas pessoas acreditem que poderão se acostumar com o passar do tempo, mas a realidade e a vivência nos consultórios de psicologia mostram que não.

7. Resultados de um relacionamento abusivo

Qual é o seu nível de:

ANSIEDADE
ESTRESSE
DEPRESSÃO
FAZER O TESTE

O contínuo abuso emocional e psicológico de uma relação baseada no controle e submissão gera traumas sérios. A vítima pode desenvolver problemas de autoestima, depressão, isolamento, fobia, problemas de saúde graves, entre outros.

Além disso, a violência doméstica pode gerar problemas físicos graves, com sequelas e até mesmo morte. Os filhos também são impactados, podendo trazer consequências para o resto da vida deles. Eles também podem sofrer violência física e psicológica por parte do abusador.

Entre as consequências mais comuns de um relacionamento abusivo estão a ansiedade e depressão. Em alguns sentidos, o abuso emocional pode ser mais prejudicial do que o abuso físico, já que termina por desintegrar de forma lenta a própria individualidade e valor pessoal, criando cicatrizes psicológicas por toda a vida.

É muito complexo realizar intervenção em um relacionamento abusivo. Isso porque é muito difícil que a vítima consiga se reconhecer em um. A culpa e o medo são os principais motivos para essa percepção distorcida da realidade. E se o reconhecimento da relação tóxica é difícil, a libertação dela torna-se quase impossível.

É muito importante o profissional ter acesso aos detalhes para ajudar as vítimas e assim poder atuar conforme for necessário. Em um relacionamento abusivo, a vítima será assistida para restabelecer o caminho para consertar a sua autoestima.

Romper a sequência do processo fará com que a vítima possa libertar-se das amarras condicionantes de seu estado emocional, podendo reconstruir novamente seus laços sociais e retomar o curso natural. Como um quadro altamente delicado, a ajuda de um psicólogo é essencial para a superação deste trauma.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Thaiana Brotto

Thaiana Brotto é psicólogo e CEO do consultório Psicólogo e Terapia. Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC. Registrada no Conselho Regional de Psicologia pelo número CRP 106524/06.

30 comentários em “Relacionamento Abusivo: como um psicólogo pode ajudar

  1. Olá Boa tarde me chamo Belmiro e minha esposa disse que sou uma pessoa assim quero deixar de ser uma pessoa assim… desde já agradeço obrigado

    • Olá,

      Sugiro que avalie a ideia de dar início a um processo terapêutico, para trabalhar com mais profundidade essas questões.

      Abraços,
      Psicóloga Thaiana

      • Acho muito legal vc admitir e procurar ajuda! Já é um grande começo pq aqui em casa, se eu falar que ele é assim,ele fala que sou doente, louca e que é por isso que ninguém gosta de mim.
        Se eu apenas me calar..ele me ignora tmbm, passa semanas sem olhar na minha cara.
        Se eu chorar, ele grita: de novo isso? Estou sozinha, triste e num lugar escuro.

        • Olá, é verdade, poucos são os que reconhecem e buscam ajuda. Existem terapias para pessoas que se relacionam com pessoas assim e buscam ferreamente de como lidar.Abraços,

      • Estou a 7 anos em um relacionamento, começamos a viver juntos porque eles estava grávida, e depois nos casamos. Desde o começo ela me trata como descrito acima, sempre sou culpado de tudo, nunca posso discordar dela, sempre que tento falar de algo que me incomoda ela inicia uma discussão e começa a puxar assuntos aleatórios onde eu tenta feito algo errado para colocar a culpa em mim, sempre que ela está fazendo algum serviço doméstico começa a bater forte as coisas e fica de cara fechada, ontem no trabalho eu senti um pavor, quando a senhora da limpeza começou a fazer barulho organizando um armário, tiver um sentimento de Pânico e culpa, como sinto em casa. Quando começamos a discutir eu penso muito em tirar minha vida, só não fiz ainda por causa da minha filha.

        • Olá, busque ajuda especializada. Na terapia você terá um tempo dedicado para entender esses sentimentos e emoções e ajudar a tomar decisões a respeito desse relacionamento. Abraços

  2. Boa tarde,

    Me chamo Mell ( codinome), fui casada por quase 24 anos e desde então venho sofrendo por abusos psicológicos, na verdade nem sabia que isso existia, até que um dia minha filha veio conversar comigo a respeito, faz uns 40 dias que tomei a decisão de mandar meu marido embora de casa, muito difícil isso pra mim e de aceitar, acho que todo a culpa é minha de tudo que aconteceu em meu casamento, as pessoas não irão acreditar em mim, não consigo dizer pra ninguém além da minha filha, quem sofre esse tipo de abuso, sempre vai dizer que a culpa é dela mesma, e nunca do abusador, não consigo enxergar q ele tenha feito isso comigo, as únicas coisas que me pergunto todos os dias, por que??? Onde errei? O que poderia ter feito pra melhorar? Aceitei traições, cheguei a ao ponto de falar com a amante, em todas as conversar nunca fala, diz que as coisas são da minha cabeça, me ignora, diz que nunca tem dinheiro, me deixou muito, muito endividada, me isolei de tudo, de todos, nem fotos minhas tem no facebook dele, perdi minha identidade, não sei mais quem sou, o que quero pra mim, nem sei mais por onde começar, td isso é minha culpa, quando a gente namorava ele me moldava, e eu não percebia, achava que estava fazendo aquilo por amor, me sinto tão perdida, tão isolada e desconsolada, a ao mesmo tempo eu quero seguir muito meu caminho, essa vida nova que estou tendo oportunidade, sinto raiva, mas amor ao mesmo tempo, ele nem se quer mais falou com a filha, aliás, nem estava mais falando com ela, sinto que ele tbm culpa nossa filha, ele sempre me xingava, e como tenho um pequeno problema de audição, muitas as vezes eu escutava e outras não, sempre minha filha que ouvia isso, que triste, não era o que sonhei pra mim, passei por muitas coisas ruins na minha vida, mas sempre tentei erguer com ou sem forças, mas sempre achando que a culpa de td sempre foi minha. Me desculpa, acho que nem poderia ter escrito td isso, me sinto envergonhada, pois sou muito discreta e pra chegar a escrever isso, acho que estou mesmo precisando de ajuda, gostaria apenas de conversar, e ver o que posso fazer, se errei, onde posso melhorar…me sinto mais leve, depois que escrevo. Abraços…muito obrigada!

    • Olá,
      Eu compreendo perfeitamente o que você sente. Essa “perda de identidade” é muito comum nestes casos e você não está sozinha.
      Sugiro fortemente que você comece a se aprofundar mais no seu autoconhecimento. Um psicólogo certamente é o profissional indicado para te auxiliar nessa busca. Pense nisso!
      Abraços,
      Psicóloga Thaiana

  3. Estou em um relacionamento a 9 anos. Ficamos 2 anos separados e agora voltámos, faz 1 ano que estamos morando juntos. Percebo que estou com dependência emocional, e por vez deixo o comportamento dele afetar a forma em que sinto. Tenho percebido que estou passando em certos pontos a devolver também a violência que recebi. Ando me sentindo desconfiada, com medo de praticamente tudo, principalmente das pessoas. Na rua ele e totalmente comunicativo, em casa nem tanto. Hora gentil hora não. Já tivemos muitas idas e vindas. Ele é do perfil que tem comportamentos que se eu contar os outros não vão acreditar, ou vão achar que a culpa é minha ou que estou mentindo. Parte da minha família não é muito ligada a regras, neném muito e eu já não gosto de bebida. Me sinto sempre como a chata, controladora. Ele frequentemente me chama de chata. Sinto que minha família gosta mais dele do que de mim, porque perto dos outros ele cria o personagem de pessoa alegre perfeita que dá atenção pra todos, mas pra mim nem tanto. Sinto só mesmo estando na presença dele. Sinto que gostamos um do outro mas não temos uma boa comunicação, não sabemos lidar bem um com o outro. O pior de tudo e a parte de não poder falar pra quase ninguém, uns acreditam e outros já tem o mesmo comportamento que ele então acham normal. Fico pensando diariamente se o problema sou eu, se devo me afastar de todos por achar que alguns preferem ele do que eu.

    • Olá!
      Compreendo que seja uma situação delicada. Sugiro que você pense na possibilidade de dar início a um processo terapêutico. Um psicólogo é o profissional capacitado para ajudar você a trabalhar estas questões profundas, além de fortalecer o seu emocional de maneira que contribua para a sua tomada de decisões, sejam elas quais forem.
      Abraços,
      Psicóloga Thaiana

  4. Estive um ano em um relacionamento abusivo que foi finalizado ontem. Era um relacionamento baseado em muitas brigas humilhações e chantagens emocionais eu tinha que está sempre agradando a ele sempre abrindo mão de tudo para cumprir suas vontades e exigências tais como mudança de estilos eu só podia usar as roupas que ele escolhia tive que me afastar de todas minhas amizades não podia visitar minha família pq segundo ele poderia ter homem no local que daria de cima de mim começou a implicar com meu trabalho por ter homens, alegando até mesmo que eu estava sendo assediada que eu teria que denunciar comecei a me sentir um lixo de pessoa totalmente desvalorizada e ele fazia questão de ressaltar isso que ninguém me daria valor ou me levaria a sério pq meu passado era horrível e que eu nunca ia conseguir um relacionamento sério detalhe não houve nada de errado em meu passado ele apenas descobriu que eu na época estando solteira tinha alguns contatos nas redes sociais comportamento esse que ele julgava ser pior de que uma vagabunda dizia ele sempre me lembrando disso. Tenho uma filha de nove anos de outro relacionamento ele começou a implicar com ela eu gostava de passear com ela ter um lazer saudável ele me proibiu disse que eu não sairia como mãe solteira a procura de homem que tinha que ser só na companhia dele. Me tirou da igreja dizendo ser um ambiente de coisas erradas enfim eu perdi completamente a minha indentidade e me tornei totalmente dependente emocionalmente dele eu não me imaginava viver sem ele foram um ano de contato e comunicação constante todos os dias através de encontros e ligações que ele fazia todos os dias várias vezes ao dia nesse um ano sem falhar um dia. Consequência disso tudo é que ele me impôs que eu deveria arranjar outro emprego pq segundo ele eu era muito assediada e que ele exigia que eu fizesse uma denuncia então como eu me neguei a fazer a vontade dele ele terminou tudo friamente entregou minhas coisas na vizinha me bloqueou depois de várias ofensas e agora estou aqui em pedaços!

    • Olá!
      Sugiro fortemente que neste momento você pense na possibilidade de iniciar um processo terapêutico para se fortalecer emocionalmente e ressignificar tudo isso! Será muito importante! Você não está sozinha e ficará tudo bem!
      Abraços,
      Psicóloga Thaiana

    • Passei pela mesma coisa que você, parece até a minha história sendo contada, a diferença é que eu não tinha mais celular e nem trabalhava, passei a viver exclusivamente pra ele. Começou a implicar com o telefone da minha filha pois dizia que eu falava com homens por lá. Apanhei grávida de 7 meses. Ele me tirou tudo que eu tinha, minha família meus amigos, minha vida. Tenho depressão, ansiedade, choro por tudo. Vou começar meu tratamento .

      • Olá, sinto muito por tudo o que passou, saiba que é possível ter uma vida após sofrer em um relacionamento abusivo. Numa consulta com um psicólogo, você será assistida para restabelecer o caminho para consertar a sua autoestima podendo reconstruir novamente seus laços sociais e retomar o curso natural. Abraços

  5. Sofro com um relacionamento abusivo, mas no meu caso com a minha mãe, não tenho como pedir ajuda pra família, minha mãe se mostra ser uma pessoa querida e doce, mas em casa ela me critica, me ridiculariza. Queria fazer terapia porque sou muito dependente emocionalmente dela, também acho que estou com depressão, me sinto esgotada mentalmente e fisicamente, porém se eu buscar ajuda de um profissional ela vai zombar de mim, e perguntar se eu tenho algum problema, não teria como fazer terapia por vídeo-chamada ou telefone, porque ela escutaria e faria um inferno. Sou dependente financeiramente dela, não sei o que fazer.

    • Olá!
      A minha sugestão é que você se aprofunde em trabalhar o seu autoconhecimento através de vídeos e artigos de Psicologia. Através do autoconhecimento você obtém respostas emocionais importantes sobre como lidar com as relações interpessoais.
      Abraços,
      Psicóloga Thaiana

  6. Boa tarde, alguns meses atrás eu acho que tava em um relacionamento abusivo, eu encontrei o termo Gaslighting na Internet, não sei se está correto, a pessoa me fazia pensar que eu tava ficando louco, que todas as minhas atitudes estavam erradas, e com isso eu comecei a pedir desculpas por cosias que eu sei hoje que não são culpas minhas, toda vez que eu pedia desculpas por algo que ele não gosto, ele fazia eu pensar que eu tava ficando louco ou que eu tava querendo voltar em um assunto que já tinha acabado, mas isso só fazia eu ter mais culpa, eu tentava colocar o que eu tava sentindo pra fora, mas era com se eu não tivesse o direito de fala, como se eu falasse e ele não tivesse interesse em escutar ou não me entendesse, na época eu tinha acabado de perde algumas pessoas da minha família, e já não estava bem, e tudo isso acabava me deixando pior.

    • Olá, Sonia!
      Infelizmente, relacionamentos abusivos e a convivência com pessoas manipuladoras são mais comuns do que podemos imaginar. Entendo que neste caso você conseguiu sair dessa relação, né? Cuide de você e da sua saúde emocional. Uma terapia pode ser muito significativa para você nesse momento.
      Abraços,
      Psicóloga Thaiana

  7. Conheci um cara que terminou um relacionamento há 07 meses, e acabei descobrindo que o motivo do fim foi o comportamento abusivo dele. Queria saber se esse tipo de comportamento tende a se repetir. E o que fazer nesse caso, dizer a ele o que sei? Tentar uma solução ou pular fora antes que aconteça o mesmo comigo?

    • Olá, estudos comprovam que caso a pessoa abusiva não busque ajuda, esses comportamentos tendem a aumentar, por isso, o mais recomendado é que ele busque ajuda de um profissional especializado, caso deseje melhorar e ter uma relação mais saudável. Abraços,

  8. Eu sou um abusador não narcisista, depois de tantas perdas e de tanto magoar pessoas em relacionamentos cansei. Lendo os relatos das vítimas fico triste, chateado e culpado; quanto mal eu fiz as minhas parceiras de relacionamento. A última namorada com quem tive um relacionamento de quase seis anos tentou abrir meus olhos, o relacionamento acabou, não tem volta, estou muito arrependido, envergonhado, pelo mal que fiz a ela. Pedi perdão, ela com razão não aceitou, está magoada, ferida, abalada psicologicamente. Comecei a terapia individual e coletiva, não quero mais reproduzir o trauma de uma infância marcada por um pai alcoólatra e abusivo psicologicamente e fisicamente. Ando cansado e com determinação e tempo vou me curar, para ter uma vida afetiva mais saudável e futuros relacionamentos baseados no amor, afeto, sempre marcados pelo diálogo. Espero um dia ter o perdão dessa ex namorada que tanto feri.

    • Olá, fico imensamente feliz que tenha buscado ajuda, certamente você conseguirá lidar com esse sentimento e terá uma vida mais feliz. Abraços,

  9. Olá boa noite! Existem perfis de abusador? Um perverso e outro que reproduz um padrão aprendido? Como indentificar?

  10. Ola,,,eu vivi em.um relacionamento abusivo,,,e tive várias sequelas,,perdi minha identidade e até hj tento me encontrar,,,fiquei com hábito de alimentação compulsiva,,,,e outra coisa q percebo q fiquei fria tbm,,,coração endureceu,,não gosto de carinho abraço até dos meus filhos fico incomodada,,, é normal ter essas sequelas,,,como faço mudar isso em mim? Uma vez procurei um psicologo ele me colocou p fazer terapia em grupo p.eu parar de reclamar da vida,,,fiquei decepcionada,,foi tão difícil p mim falar TD q aconteceu comigo,,,eu sofri abuso psicologo físico,,,qze morri várias vezes…

    • Olá, a única forma de tentar sanar as sequelas deixadas por tantos traumas é buscando ajuda especializada para tratar delas. Busque um profissional especializado em diversos tipos de abusos e traumas e que tenha indicação de outros pacientes. Abraços,

  11. Eu sai de uma relação doentia já há 13 anos, mas vivi 9 anos de relação doente com abusos verbais, físicos, de deixar de lidar com tudo e todos porque ele pedia, de fazer tudo para o agradar e perder a minha identidade, mas graças a Deus consegui sair viva porque até com uma arma fui apontada…
    Acredito já ter superado, mas gostava de saber se existe alguma chance de ter sido ele a vitima, de algo que eu tenha feito (não consigo identificar) que o tenha tornado doente. Tenho muito medo de haver algo em mim que na altura transformou essa pessoa e que eu possa voltar a fazer e/ou a cometer o mesmo erro com a pessoa que estou hoje. Estou feliz, alias muito feliz, não quero perder isso por nada e talvez por não ter feito terapia na altura, me leve a pensar e a ter medo de repetir. A nova relação é saudável a meu ver.
    Pode ajudar-me a saber o que fazer por favor?

    • Olá, indico que busque um psicólogo especializado em relacionamento abusivos, ele irá estudar o seu caso e poder te indicar a causa principal do comportamento de seu ex companheiro e também se há em você algum tipo de gatilho referente aos abusos sofrido. Abraço

  12. Boa noite ..estou tentando me desligar um relacionamento de 14 anos no qual tive 2 filhos um relacionamento cheio de brigas ofensas agressões por muito tempo a cada final de briga eu pensava na próxima vez q acontecer eu me separo mas isso durou anos eu tinha medo vergonha …Na verdade ele me fazia sentir assim ao final das brigas vinha pedidos de desculpa msg bonita e promessa de q n iria mais acontecer eu ficava pensando q ele poderia mudar eu sonhava com a família feliz ..Até q um dia meu filho de 11 anos pediu pelo amor de Deus que fossemos embora naquele dia tomei a decisão de sair da casa e começar uma vida nova meus filhos n merecia aquela vida
    Isso já faz 3 meses q me separei …Mas ele continua a insistir em voltar aliás n aceita q chegou ao fim
    Que me controlar me monitorar saber da minha vida e me fazer sentir errada …me faz de coitado sempre dizendo q n merecia isso que sempre foi um bom marido as vezes me sinto realmente culpada acho q poderia ter dado mais uma chance …será q esse sentimento é normal?será q ele realmente n poderia mudar ?…Mas ele n admite que o comportamento é errado n admite que precisa de ajuda ..Na verdade algumas vezes chegou a admitir com promessas de ir fazer uma consulta mas passava dias e parecia que Nd tinha acontecido ..Eu me sinto Fraca triste dor o angustiada e acordo com uma sensação de eu posso ser a culpada de td …me digam se isso é normal se eu preciso procurar ajuda ou se isso faz parte desse processo?

    • Esses sentimentos nesse momento são absolutamente normais, afinal, é tudo muito recente e você está ainda tentando lidar com tudo isso. Mantenha a calma. Foque em cuidar de você, da sua saúde mental e do seu filho nesse momento. Se em algum momento você sentir necessidade de buscar ajuda, um psicólogo pode te ajudar.

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