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Ciúme: Quando o Ciúme Deixa de ser Saudável e Quando Procurar Ajuda?

Ciúme: quando procurar ajuda

O senso comum diz que o ciúme moderado é benéfico para os relacionamentos, pois faz com que o alvo deste sentimento se sinta valorizado. E por ser algo tão comum nas relações humanas, é fácil afirmar que todos já o sentimos ou que já fomos o motivo de sua manifestação.

O ciúme geralmente é visto como um aspecto negativo em qualquer tipo de relacionamento. Seja o ciúme em uma relação amorosa, seja no convívio entre amigos ou mesmo entre pais e filhos, esse sentimento costuma aparecer sempre em algum momento da vida, mas, às vezes, ele não é ruim.

Existem determinadas situações em que o ciúme pode ser saudável e serve até para reforçar a relação. Porém, é preciso ter cuidado para que ele não se transforme em algo que cause perturbações ou até mesmo distúrbios.

Se isso acontecer, será necessário frequentar um psicólogo capacitado e identificar meios de normalizar a situação.

Existe ciúme saudável?

A resposta é direta: existe.

O ciúme saudável se confunde com uma certa dose de preocupação e talvez com um excesso de zelo, de carinho. É um sentimento que faz com que, em uma relação monogâmica, por exemplo, o outro se sinta valorizado e importante no relacionamento.

Valor Consulta Psicóloga Marcela






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Este sentimento aparece principalmente em momentos em que a relação, por algum motivo, se mostra ameaçada, e então o ciúme moderado pode ser interpretado como uma forma de mostrar que o relacionamento é importante e que existe o medo de comprometê-lo.

Além disso, o ciúme dito como saudável, em alguns casos, pode ser simplesmente um reflexo de problemas de autoestima, de autoconfiança e de insuficiência. Quando alguém não se sente seguro tanto consigo mesmo quanto com a relação, é normal se sentir ameaçado em alguma situação que propicie o ciúme.

Ciúme normal ou patológico?

Mesmo que a presença do ciúme seja tão comum nos relacionamentos entre casais, irmãos, amigos, familiares, etc., há uma linha tênue entre o comportamento de estima em relação ao outro e a patologia que causa diversos problemas. É preciso, então, estar atento para identificar se é necessário procurar ajuda.

Para saber quando este sentimento passou dos limites considerados sadios, deve-se observar se a rotina do ciumento tem sido prejudicada por sua tentativa de averiguar o que o outro está fazendo constantemente.

A obsessão que surge na mente como uma desconfiança que precisa ser confirmada ou descartada, pode atrapalhar o desempenho profissional, a saúde e até mesmo a relação com outras pessoas.

Perder o sono por ficar pensando no que o ser amado está fazendo, passar horas como se fosse um detetive atrás dos passos de sua vítima, ligar a todo o momento para saber onde a pessoa está, desejar controlar todos os sentimentos e comportamentos do outro, são alguns dos sinais de que é hora de buscar o apoio de um profissional.

Quando o ciúme gera problemas

Quando o ciúme passa do ponto aceitável e se torna uma obsessão constante que gera brigas, desconfiança e incômodos frequentes, ele pode se tornar (muito) problemático.

Quando assume um caráter obsessivo, o ciúme pode acarretar em paranoia e sentimento de possessão, que só fazem mal para quem o sente e que podem colocar a relação em risco, além de prejudicar a saúde individual de quem desenvolve estes sentimentos.

Em alguns casos, a pessoa pode não ter motivos reais para sentir ciúme, mas ainda assim inventa evidências para apoiar sua ideia de que a relação está em jogo. Nestes casos, o ciúme pode se tornar tão irracional a ponto de tudo virar um motivo para brigas, desentendimentos e discussões.

A principal diferença entre os dois graus de ciúme se resume à forma como lidamos com a situação em que surgem.

Como lidar com o ciúme

O primeiro passo para aprender a lidar com o ciúme é entender de onde vem este sentimento. Ele pode ter origem nas nossas próprias inseguranças e, em alguns casos, não ter nenhuma relação com fatores externos.

Nestes casos, é importante aprender a confiar – tanto em si mesmo quanto no outro. Trabalhar a autoestima também é essencial para nos tornarmos menos críticos de nós mesmos e para que sejamos capazes de aprender a “confiar no nosso taco”.

Porém, é importante saber identificar também quando o ciúme ultrapassa a barreira do tolerável e se torna obsessivo. Crises de ciúme frequentes e acusações infundadas atrapalham a dinâmica saudável de qualquer relação e tornam qualquer pessoa psicologicamente vulnerável a desenvolver algum tipo de distúrbio, que pode afetar a vida em suas mais diferentes áreas.

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O ciúme causado pela falta de confiança em si mesmo e pela baixa autoestima pode até aparecer, de início, em um relacionamento amoroso. Mas é possível que o problema se agrave a ponto de afetar a vida no trabalho, na família e com os amigos.

Nestes casos, é essencial procurar ajuda de um psicólogo que ajude a entender as raízes do ciúme, a identificar o que gera o problema e que saiba apresentar novas formas de ver a situação, tratando a questão da maneira mais adequada.

Como a psicologia pode ajudar uma pessoa ciumenta?

Roland Barthes em seu livro Fragmentos de um discurso amoroso, diz que “…como ciumento, sofro quatro vezes: porque sou ciumento, porque me reprovo por sê-lo, porque temo que o meu ciúme magoe o outro e porque me deixo dominar por uma banalidade. Sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco e por ser comum”.

Este contexto explica bem o sentimento presente na vida da pessoa que sofre deste mal. Angústia, falta de concentração, dificuldade em distinguir o que acontece de fato daquilo que é imaginação, culpa, reprovação, insegurança, medo, dentre outros, podem ser sentimentos vivenciados pelo desdobramento do ciúme.

E em casos como os citados, deve-se buscar o apoio de um psicólogo. Este terapeuta irá, juntamente com o paciente, racionalizar o ciúme e verificar o quanto este sentimento tem limitado a vida de quem o sente.

Irá também investigar todo o quadro do analisado para identificar se este comportamento não é um sintoma de outras patologias como o transtorno obsessivo compulsivo (TOC), o delírio, etc.

Vale ressaltar que, assim que identificados problemas advindos deste sentimento, deve-se procurar um terapeuta. Esperar que a dimensão deste comportamento se torne maior para procurar ajuda, pode trazer muitas consequências negativas para o indivíduo.

E ao iniciar as sessões de terapia, a psicologia irá ajudar com que ele se perceba dentro do contexto no qual está vivendo, a se colocar no lugar do outro e a tentar agir de uma maneira que não seja prejudicial a ambos, o que, consequentemente, irá diminuir o impacto destrutivo do ciúme na vida da pessoa.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Psicóloga Thaiana F. Brotto

CRP 106524/06. CEO do consultório Psicologo e Terapia. Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC

4 comentários em “Ciúme: Quando o Ciúme Deixa de ser Saudável e Quando Procurar Ajuda?

  1. Oi, Doutora! Considero o meu ciúme moderado. Mas acredito que o ciumento, muitas vezes leva a culpa sozinho – pois meus ciúmes são despertados por causa de certas atitudes da pessoa que está comigo. Por exemplo: eu tenho que tolerar a amizade muito carinhosa (com direito a presentes, cafés e abraços, mesmo que sejam umas duas vezes ao ano, porque ele é italiano) entre a minha namorada e o ex namorado dela? Sem falar que ele trata ela nas redes sociais como se ainda fossem namorados. Ela confirmou que ele ainda tem interesse nela, mas ela disse que da parte dela, não tem nenhum interesse. Já eu, procuro fazer minha parte e não dou nenhum motivo. Ela já se mostrou chateada e disse que isso não é motivo para ciúmes. Ainda estamos nos conhecendo, eu me identifico muito com ela e estou gostando também, porém, já estou sentindo que não vai dar certo – eu sou mais tradicionalista e ela é psicodélica, diz que não é uma mulher comum e que gosta de ser livre, entende? Doutora, eu sou tão ciumento assim? Por favor, me ajude! Desde já, agradeço. Um forte abraço!

    • Olá, Paulo!

      Primeiro gostaria de agradecer pelo seu comentário e por compartilhar um pouco de sua história. Infelizmente não consigo responder se é questão de você ser “muito ciumento” ou não. Precisaria entender todo o contexto do relacionamento. No entanto, o que posso dizer é que relacionamento é parceria. Por isso, se não está sendo bom para você, o diálogo é fundamental. Buscar também por uma Terapia de Casal pode ser muito importante para que vocês possam alinhar melhor todos esses significados entre vocês.

      Grande abraço.

  2. Olá, vom dizer umas coisas.
    Eu não tenho controle de mim mesmo, tenho muito ciúmes que acho que eu vou ficar maluca e com várias paranoias.
    Por ter esse ciúme q eu mesmo não consigo controlar eu estou afundando meu relacionamento junto comigo e eu não sei o que fazer com isso. As vezes pra não tentar estragar o dia do meu companheiro por paranoias q eu mesmo criei eu apenas guardo pra mim e isso me deixa ainda mais louca, eu estou afundando nesse meu mundo e e fazendo meu companheiro vir junto comigo …
    Eu preciso urgentemente de uma ajuda eu não aguento mais ser assim tão doente, eu cheguei em um limete q acho q não dá pra ultrapassar eu tenho ciúmes de primas dele.. Nunca foi desconfiança e algo do tipo e sim meus ciúmes doentios.
    Eu tenho crises de ciúmes todos os dias e ainda não sei como controlar e eu tenho os papeis q me mandaram pra um psicólogo “só q eu sempre digo a min mesmo q eu consigo” só que eu estou cada vez pior.
    Eu não sei mais oq fazer, isso me deixa tão mal todos os dias…

    • Olá, Katrina!

      Primeiramente, obrigada por compartilhar o seu comentário.
      Compreendo o quanto esse misto de sentimentos e acúmulo de pensamentos possam estar ferindo você, e a minha principal sugestão neste momento é que você busque conversar com um psicólogo. Agenda uma consulta, fale sobre a maneira que você sente. O processo terapêutico tem por objetivo fortalecer o emocional de cada pessoa, compreender a raiz de seus sentimentos e possibilitar ferramentas emocionais para lidar com cada tipo de situação. Pense nisso!

      Abraços,
      Psicóloga Thaiana

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