Por Marcela Paes
Psicóloga · CRP 06/124880
Publicado em 28/11/2017 · Atualizado em 15/07/2026
Conheça algumas dicas para lidar com a depressão em um relacionamento e saiba como ajudar seu(sua) companheiro(a)
Lidar com a depressão em um relacionamento, é desafiador. Entender o que se passa com o outro é necessário, pois a depressão afeta diretamente a qualidade de vida entre os parceiros.
Psicólogos alertam que os conflitos nos relacionamentos aumentam conforme a depressão se agrava. É muito importante reconhecer o problema para garantir a felicidade mútua, reduzindo a incidência de transtornos mentais ainda mais graves.
A depressão em um relacionamento irá comprometer a relação afetiva, convivência e harmonia no lar, não se limitando a quem apresenta os sintomas, mas também ao núcleo familiar.

A depressão está relacionada com fatores emocionais, físicos e psicológicos que afetam toda a qualidade de vida e relacionamentos de quem convive com esse transtorno.
Entender as manifestações do transtorno favorece o tratamento e ajuda a compreender melhor o outro.
Variações brutas no humor, desânimo para lidar com tarefas domésticas e atividades externas, tristeza excessiva, necessidade de atenção e agressividade excessiva são comuns em casos de depressão e podem ser facilmente percebidos.
Se você ou seu(sua) cônjuge está passando por um quadro de depressão, é indicado o acompanhamento do psicólogo, que poderá ajudar na resolução de conflitos e se necessário fazer uso de medicamento para amenizar o sofrimento de quem estiver apresentando um quadro de depressão.
Confira algumas dicas que ajudar a lidar com a depressão em um relacionamento e podem contribuir favoravelmente na relação.
1) Conheça a depressão e evite julgamentos
Se você ou seu(sua) parceiro(a) está com sintomas relativos à depressão, o primeiro passo é conhecer esse transtorno. A depressão é muito estigmatizada na sociedade e muitos sintomas podem ser vistos como frescura ou má vontade.
O certo é que lidar com a depressão em um relacionamento, irá envolver o casal, e se houver, os filhos também, o que facilita o tratamento. Evitar julgamentos é fundamental e além de ser uma prova de apoio.
>>>> Leia também: O que é a depressão?
2) A afetividade ajuda a lidar com a depressão em um relacionamento
Irritabilidade, agressividade, desânimo e falta de interesse são comuns, ainda que leves. Tratar com afetividade quem está passando por uma crise ou convive com um transtorno depressivo, ajuda a minimizar as dores do outro.
Ser amoroso sensibiliza os envolvidos e torna mais leve o enfrentamento dos sintomas.
3) Realize atividades em conjunto
A falta de motivação está presente em diversos estágios da depressão. Realizar atividades junto, ajudar com tarefas domésticas, acompanhar o(a) parceiro(a) nas sessões de terapia é um apoio que pode fazer a diferença, evitando a resistência ao tratamento.
Atividades físicas podem amenizar os sintomas e atividades de lazer, quando possíveis, estimulam a relação e o ânimo de todos.
4) Participe do tratamento
Ajude seu(sua) parceiro(a) a manter o tratamento. Acompanhe ao psicólogo e psiquiatra e estimule a tomar os medicamentos caso tenham sido receitados.
Problemas relacionados com a autoestima são comuns, por isso o apoio do(a) parceiro(a) é fundamental para o sucesso da intervenção médica.
5) Perda de libido na depressão em um relacionamento
A compreensão do(a) parceiro(o) quando se convive com a depressão em um relacionamento é necessário para lidar com diversas situações e limitações, tais como a falta de interesse sexual.
É muito comum a queda da libido e com paciência e carinho é possível estimular e recuperar o interesse do(a) parceiro(a).
Por isso é fundamental contar com apoio psicológico e incentivar o(a) parceiro(a) a buscar e manter o tratamento.
O psicólogo ou psiquiatra poderão aconselhar sobre o caso e indicar a terapia mais indicada para cada situação.
A terapia em família também pode auxiliar a lidar com a depressão. Essa doença é uma das principais causas de suicídio e o apoio no relacionamento é fundamental para reduzir os sintomas presentes nesse transtorno.
Esse artigo foi útil? Pode ser que você se interesse por esse aqui também: Terapia em Família
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Autor: Psicóloga Marcela Heil de Moraes Paes - CRP 06/124880Formação: A psicóloga Marcela Paes possui curso em TCC – Terapia Cognitiva Comportamental e é certificada em Thetahealing pelo ThetaHealing Institute of Knowledge, auxiliando os seus pacientes a reprogramarem suas crenças limitantes e padrões de comportamento, com foco em desenvolver suas potencialidades.
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