Psicólogas para o processo bariátrico
A parte da cirurgia que não aparece no exame — acompanhamento pré e pós, com CRP ativo.
Sobre o acompanhamento psicológico na bariátrica
No pré-operatório, o trabalho psicológico prepara o que a cirurgia vai exigir: expectativas realistas (a bariátrica opera o estômago, não a história emocional com a comida), o mapeamento do papel que o comer ocupa na sua regulação — ansiedade, recompensa, companhia — e a construção de alternativas para quando essa válvula estreitar. A avaliação psicológica, aliás, costuma integrar o protocolo das equipes bariátricas justamente por isso: o resultado de longo prazo depende do que acontece da cabeça para cima.
No pós, vêm as travessias menos faladas: a autoimagem correndo atrás do corpo novo (o espelho demora a atualizar); o entorno que reage de formas surpreendentes — nem todo mundo lida bem com a sua mudança; o luto da comida como fonte de prazer e consolo; e o risco documentado de transferência — quando a função emocional do comer, não tratada, migra para outro canal (compras, álcool, trabalho). Acompanhar esse período protege o resultado e, principalmente, protege você. Tudo em articulação com cirurgião, nutricionista e demais frentes do seu caso.
O que é a transferência de compulsão?
É o risco documentado que ninguém conta na consulta rápida: a cirurgia estreita o canal da comida, mas não trata a necessidade emocional que o usava — e necessidade sem tratamento procura outro canal. Compras, álcool, jogo, trabalho sem freio: quando um deles cresce no pós-operatório, não é fraqueza nem falha da cirurgia — é a função emocional do comer migrando de endereço. É prevenível (tratando a função no pré) e tratável (reconhecendo cedo no pós) — e é um dos motivos centrais de o acompanhamento psicológico existir nesse processo.
O laudo psicológico: o que ele é — e o que não é
O laudo pré-operatório é o documento da avaliação psicológica que integra o protocolo das equipes bariátricas: relata, com seriedade técnica, o que foi avaliado nas sessões — compreensão do procedimento, expectativas, estado emocional, suportes. O que ele não é: um carimbo de conveniência nem a decisão sobre a cirurgia — a indicação é da equipe médica. Feito assim, ele protege você: a avaliação honesta é parte do que constrói resultados que se sustentam.
O estômago opera em horas; a identidade, em meses
O descompasso mais subestimado do processo: o corpo muda em ritmo de meses, a identidade em ritmo próprio — e entre os dois abre-se um vale onde moram experiências confusas: se ver gorda no espelho magro; não reconhecer o próprio corpo em fotos; receber elogios que ofendem (“você era tão…”); descobrir que problemas atribuídos ao peso continuam lá, agora sem o peso para explicá-los. Nada disso significa que a cirurgia falhou — significa que a parte psicológica dela está acontecendo.
O trabalho terapêutico acompanha essa atualização: integrar a nova imagem, renegociar relações que se reorganizam (inclusive as que preferiam você como era), e separar o que a cirurgia resolveu do que sempre foi de outra ordem — e agora, visível, pode finalmente ser tratado. A bariátrica bem-sucedida é a que emagrece e amadurece junto.
Como o acompanhamento se distribui no antes e no depois
No pré-operatório, o trabalho tem prazo dado pelo calendário da cirurgia: as sessões preparam o que vem, alinham expectativas e, quando a sua equipe solicita alguma etapa específica, isso é combinado logo no primeiro encontro.
No pós, o acompanhamento muda de ritmo e segue as fases do corpo: mais próximo nos primeiros meses, quando tudo muda depressa, e revisto depois conforme a necessidade. As sessões acompanham o que estiver acontecendo — a mesa em família, o espelho, a reação das pessoas — e o progresso se lê na integração: reconhecer-se no corpo atual e ter outros recursos disponíveis quando a emoção aperta. Tudo em diálogo com a equipe médica.
Psicólogas para Cirurgia Bariátrica: terapia presencial e online por vídeo
Temas que acompanham a cirurgia
Perguntas frequentes — cirurgia bariátrica
Minha equipe pediu laudo psicológico para a bariátrica. Vocês emitem?
Sim. A avaliação psicológica pré-operatória e o laudo para a sua equipe médica são feitos aqui, por psicóloga com CRP ativo. O documento relata o que foi avaliado nas sessões — ele não decide nem antecipa a indicação cirúrgica, que é da equipe. Traga a solicitação do seu protocolo na primeira conversa: formato e prazo variam de hospital para hospital.
Operei há meses e voltei a descontar emoções na comida (ou em compras). É normal?
É um padrão conhecido: a cirurgia estreita a válvula, não a necessidade — e a função emocional do comer, sem tratamento, procura outro canal ou força o antigo. Não é fracasso seu: é o sinal clássico de que a frente psicológica precisa entrar. Tratável.
Emagreci muito e não me reconheço. Isso passa sozinho?
A atualização da autoimagem é lenta e nem sempre espontânea — o espelho interno pode ficar anos atrasado. O trabalho terapêutico acelera e organiza essa integração, especialmente quando o estranhamento incomoda ou afeta relações e intimidade.
Ainda estou decidindo se opero. A terapia pode ajudar na decisão?
Pode — organizando expectativas, medos e alternativas com honestidade, sem militar por nenhum desfecho: a indicação cirúrgica é da equipe médica; a decisão é sua. Chegar ao centro cirúrgico decidida de verdade muda a experiência inteira.
Quanto custa o acompanhamento para bariátrica?
R$ 275 por sessão (R$ 150 a primeira consulta) — no Brooklin ou por vídeo, de segunda a sexta até as 22h30.
Como agendar a sua consulta
Antes ou depois da cirurgia, a conversa cabe
O acompanhamento psicológico vale nos dois tempos: no preparo, quando a avaliação costuma ser pedida pela própria equipe médica, e no pós, quando a relação com a comida e com o corpo muda de verdade. Para saber horários, formato e como escolher a psicóloga, fale com a nossa equipe pelos contatos abaixo — atendimento de segunda a sexta, no consultório do Brooklin ou por vídeo.