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Ausência de Afeto

Ausência de afeto

Relações familiares conturbadas, que causam insatisfação, podem ser fruto da falta de afeto. Mães que se sentem solitárias, pais tristes e filhos que não se sentem reconhecidos e amados.

Esses problemas causam tanta angústia que podem acarretar em doenças psíquicas mais graves, como a depressão, afirmam os psicólogos.

O que é a ausência de afeto

Valor Consulta Psicóloga Cristiane






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O afeto é um sentimento de carinho por alguém, que se manifesta de várias maneiras, como amizades, namoros e relações familiares.

Para a psicologia, a afetividade é a capacidade do ser humano de experimentar tendências, emoções, paixões e sentimentos. É através do afeto que revelamos os nossos sentimentos e criamos laços de convivência.

São através de atitudes que o afeto se revela. Em uma relação ou interação humana, existem várias atitudes que precisam acontecer para que o relacionamento evolua e se mantenha.

Afeto no cotidiano e na família

Em todas as nossas relações sociais, sabemos que algum comportamento é esperado na nossa pessoa.

Isso acontece no trabalho, em grupos de convívio social e, mais ainda, dentro da família. Fomos ensinados a esperar determinadas atitudes de uma mãe, pai, marido, filho, etc.

E o comportamento esperado da família está dentro da relação de afeto. Culturalmente, e influenciados por filmes, livros e convívio com outras pessoas, esperamos da família o cuidado, preocupação, carinho (em forma de abraços, beijos) e atenção.

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O problema é que, por já saber o que é esperado da sociedade, algumas pessoas simplesmente desempenham o seu papel sem verdadeiramente sentir o significado daquela ação.

Existe um fingimento de carinho e preocupação, quando na verdade, ele de fato não existe. Assim, responde-se à expectativa social, mas, no entanto, não se atinge os verdadeiros resultados do afeto.

Outra situação é quando nem o fingimento existe mais. Filhos que abandonam seus pais, pais que não procuram os filhos, irmãos que não se falam. Não existe nem mais o afeto e nem a tentativa de exercer o papel social dentro da família.

Essa quebra nas relações familiares pode acontecer por diversos motivos. Pode ter sido uma situação pontual e grave, que a partir daí não foi mais possível manter o afeto e o convívio saudável.

Ou pode ser o acúmulo de diversos desagrados que, ao longo dos anos, desgastaram a relação familiar e o vínculo afetivo. Geralmente, em situações assim, percebe-se mágoa, decepções, traições, ofensas e desrespeitos.

A falta de afeto

Quando não há afeto na relação familiar, é possível que o indivíduo sinta-se solitário e abandonado.

E isso pode ser apenas uma breve sensação ou se estender a um problema mais grave, como a depressão, que é comum acometer os familiares que mais sofrem com a falta do afeto.

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Inclusive, quando acontecido na infância, a falta de afeto pode deixar marcas para o resto da vida. As alterações podem acontecer no sistema cognitivo atrapalhando o seu desenvolvimento.

Isso acontece, pois a criança que tem seu afeto negligenciado é obrigada a passar por situações de stress, e como ela ainda não está preparada para lidar com isso, seu desenvolvimento é alterado.

A psicoterapia é uma boa maneira para lidar com esse problema. Apesar de algumas consequências serem irreversíveis, existe a possibilidade de o indivíduo aprender a lidar melhor com isso.

Com o tratamento é possível identificar o que causa a falta de afeto para, se possível, o vínculo afetivo ser restabelecido. Ou então, o psicólogo irá ajudar o paciente a viver com essa falta de forma positiva, sem que isso continue a prejudicá-lo.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Autor: Thaiana F. Brotto

CRP 06/106524 – São Paulo

FORMAÇÃO

Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC