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A Busca do Corpo Perfeito e a Psicologia

Categoria dos serviços do psicólogo: terapia cognitivo comportamental, tcc
Corpo Perfeito e Psicologia

Atualmente, presenciamos um movimentoa de “emagrecer a todo custo”, que definiu de vez o padrão de beleza ocidental.

As Américas do Norte, Sul e Central possuem o maior índice de obesidade e transtornos alimentares do mundo.

Como tais continentes possuem uma expressiva quantidade de miscigenação e diversidade de origens, não há nenhuma razão genética que explique este aumento da vulnerabilidade a problemas de peso, imagem corporal e alimentação.

Para entender a questão é preciso olhar as mensagens que a sociedade transmite, e como nós enquanto indivíduos valorizamos a nossa própria essência.

Como o ideal de corpo perfeito surgiu?

Historicamente, o corpo feminino considerado ideal era forte e robusto, como observado em ícones como Marilyn Monroe.

No entanto, até mesmo em eras mais antigas como no século 19; quando espartilhos dolorosos e prejudiciais à saúde eram utilizados para acentuar seios, quadris e nádegas, esperava-se que as mulheres lutassem por ideal específico de beleza corporal.

No século 20, a sociedade ocidental tornou-se mais inclinada a admirar um padrão estético mais esguio e masculinizado, considerando o que antes era visto como ideal, agora é taxado como falta de cuidado com o corpo e excessos alimentares — uma tendência que cresceu exponencialmente no final do século até os dias de hoje.

Com o passar do tempo, as modelos da indústria fashion passaram de esbeltas para esqueléticas, tendência que tem sido acompanhada por um problema crescente de distúrbios alimentares e insatisfação com a imagem corporal.

Para se ter uma ideia, em 1975, as modelos de passarela pesavam cerca de 8% a menos do que a média das mulheres comuns; hoje elas pesam 23% a menos.

Valor Consulta Psicóloga Marcela






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Em comparação com os destaques da mídia televisiva e impressa e vencedoras de concursos de Miss da década de 50, pelo menos um quarto dos ícones atuais se encaixam no critério clínico para anorexia.

Enquanto isso, o peso da mulher comum vem aumentando gradativamente.

E muito engana-se quem pensa que este é um problema universalmente feminino.

As academias lotadas pouco tem a ver com a busca de uma vida saudável – pelo contrário – a obsessão masculina por músculos e volume corporal é um problema real que vem resultando em deformação física e agressão aos órgãos por conta da má administração de anabolizantes e outras substâncias proibidas.

Hoje, a mídia é uma influência muito mais poderosa do que antes, às vezes tendo prevalência sobre amigos, familiares ou outras mulheres reais.

Considerando que as mulheres costumavam olhar para modelos que possuíam o corpo dentro de uma média realista, as mulheres agora estão comparando-se com as imagens (algumas das quais são meramente ilusões de computação gráfica) que são irrealisticamente magras.

É papel do psicólogo ajudar, por isso identificamos a raiz do problema: Quanto mais um indivíduo for exposto à mídia, mais ele acreditará que esta é um reflexo do mundo real.

Mensagens culturais

A imagem corporal também resulta de mensagens culturais. Por exemplo, na cultura polinésia, o volume de gordura era proporcional à saúde e à força da mulher.

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Em um estudo de 1998 sobre as meninas de Fiji, os pesquisadores demonstraram como a introdução da televisão contribuiu para um aumento dramático em transtornos alimentares ao longo de um período de três anos.

Em uma cultura que uma vez valorizou o físico robusto e saudável, agora as meninas passaram a enxergar-se como gordas, gerando um impacto negativo no emocional e aumentando os índices de depressão por conta disto.

Após três anos, 74% das adolescentes de Fiji definiriam-se como gordas. Ainda, as que assistiam TV três ou mais noites por semana eram 30% mais susceptíveis a fazer dietas do que as meninas que assistiam menos televisão.

Em resumo, hoje em dia ser chamada de “magrela” passou de ser um insulto para ser um objetivo a se perseguir na vida.

Relacionamentos

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A EQUIPE DE PSICÓLOGOS

Durante as sessões de terapia, notamos que em todos os relacionamentos, seja um namorado, esposo, amigos, colega de trabalho, irmãos ou pais, as pessoas buscam por aceitação e validação.

Quando se tornam alvo de críticas ou rejeição, o risco de desenvolver problemas de saúde mental e transtornos alimentares é ainda maior.

Comportamentos preocupantes no meio social podem variar: desde o olhar torto de alguém quando você repete uma refeição ou até a simples brincadeira de seus amigos ao perceber que você é inseguro com relação à sua autoimagem.

Na opinião dos psicólogos, não importa o quão sutil seja a opinião dos outros, seu impacto é tão perigoso quanto duradouro na vida de quem recebe tais julgamentos.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Autor: Thaiana F. Brotto

CRP 06/106524 – São Paulo

FORMAÇÃO

Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC