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Psicoterapia para Adolescentes

Terapia para Adolescentes

A adolescência é uma fase cheia de descobertas, novos aprendizados e muitos conflitos. Os adolescentes costumam viver em um mundo diferente e que, muitas vezes, entra em rota de colisão com os pais.

Mas não precisa ser sempre assim: neste artigo vamos mostrar que é possível estabelecer um bom relacionamento entre adolescentes e pais nessa época tão importante da vida. No entanto, quando a relação se torna muito difícil ou transtornos emocionais ficam evidentes no convívio, vale procurar a ajuda de um psicólogo.

Sumário

  1. Pais e filhos adolescentes: como cuidar desta relação tão delicada?
  2. Psicoterapia para Adolescentes
  3. Fase de questionamentos
  4. Adolescentes são crianças e adultos, ao mesmo tempo
  5. Fortalecendo o relacionamento entre adolescentes e pais
  6. Principais motivos de procura por Terapia para Adolescentes
  7. A importância do apoio de um psicólogo nesta fase

A adolescência é uma fase difícil. Difícil para todo mundo: para os pais, que não entendem muitas coisas e, consequentemente, não sabem como lidar com as situações do dia-a-dia.

Valor Consulta Psicóloga Bárbara






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Para os parentes, que também não compreendem os porquês de tais comportamentos. E principalmente para o próprio adolescente, que passa por uma transformação na vida que nem sempre acontece tranquilamente – também não entendendo exatamente o que está acontecendo.

No consultório, a maior procura por atendimento psicológico para adolescentes é feita pelos pais/responsáveis por ele.

O que é compreensível por serem, talvez, as pessoas mais próximas no convívio e quem, consequentemente, também precisa de orientação para saber lidar com esta fase do (a) filho (a).

1. Pais e filhos adolescentes: como cuidar desta relação tão delicada?

A chegada de um bebê na casa de um casal é um dos momentos mais alegres da vida. Ter crianças em casa dá trabalho, mas também é muito divertido. Mas e quando elas crescem?

A convivência entre pais e filhos adolescentes é, no mínimo, complexa. É preciso paciência, uma boa dose de sabedoria e muita sensibilidade para vivenciar esta experiência sem traumas e com a certeza de que logo estarão adultos e, de preferência, emocionalmente saudáveis.

Nesta jornada, a ajuda de um psicólogo pode fazer toda a diferença. Entenda, no texto a seguir, como tudo isso funciona.

A adolescência é, sobretudo, um período de autoafirmação e aceitação das mudanças radicais que ocorrem no organismo e nos sentimentos.

É o momento de vivenciar maior ansiedade e até revolta em alguns casos, de ir em busca de equilíbrio e de tomadas de decisões – que até então eram um privilégio dos pais.

Tudo isso chega na vida do adolescente gerando muito incômodo e insegurança.

2. Psicoterapia para Adolescentes

A psicoterapia para adolescente parte do princípio de que o paciente está inserido em um mundo, ao qual passou a pertencer e deseja ter seu espaço, e, então, busca-se compreender as relações que foram estabelecidas ao longo de sua vida até chegar à fase da adolescência.

A relação terapeuta-adolescente começa a ser estabelecida desde a primeira sessão, quando é esclarecido o contrato e, principalmente, assegurada ao paciente a questão do sigilo absoluto sobre o que for discutido nos atendimentos.

A partir do momento em que o adolescente se sente seguro e passa a confiar no terapeuta, o processo psicoterapêutico passa a acontecer fluidamente.

A participação dos pais/responsáveis é de grande importância para a melhora e/ou mudanças do adolescente, inclusive, os encontros com o terapeuta têm o objetivo de orientá-los em relação ao paciente.

Relacionamento entre Adolescentes e Pais

3. Fase de questionamentos

Os questionamentos levantados pelos mais jovens normalmente geram conflitos familiares. Os adolescentes precisam de afirmação e querem comprovar que os valores aprendidos até agora fazem realmente sentido para a vida deles. Com isso, muitas vezes, entram em choque com os pais.

Outro motivo para desentendimentos é a questão da autoridade. Quem tem mais autoridade nesta relação? Quem deve se submeter a ela e por quais razões? Submissão é uma palavra difícil no vocabulário adolescente e gera questionamentos e embates o tempo todo.

O importante é não culpar nenhum dos lados pelas transformações pertinentes a esta fase da vida. As diferenças devem ser tratadas com amor, paciência e muito diálogo. Não tem outro jeito.

4. Adolescentes são crianças e adultos, ao mesmo tempo

Para os pais, restam os conflitos – sim, “meu filho cresceu e não precisa mais tanto de mim”! – e a dúvida sobre o quanto colocar de limites e de como quebrar a barreira invisível que teima em impedir uma convivência mais próxima.

O grande desafio é conseguir – e aqui a presença de um psicólogo pode facilitar muito – equilibrar o tratamento dados aos filhos nesta fase da vida, enfrentando-os como adultos em que eles estão se transformando, mesmo sem ter ainda a maturidade desejada, e cuidando deles como crianças que ainda são, principalmente no aspecto emocional.

Não há uma receita pronta para usar em 100% dos casos. Afinal, tudo vai depender muito das personalidades, tanto dos pais quanto dos filhos e da qualidade da relação que se estabeleceu entre as partes desde o nascimento da criança.

Porém, a Psicologia acredita que há alguns ingredientes que funcionam para todos. São eles: o diálogo permanente, o afeto mútuo, a determinação em acertar, o amor, a paciência e, principalmente, a certeza de que esta fase passa. Pode demorar um pouco, mas passa!

A percepção do pais é que, no período da adolescência, os filhos vivem num mundo diferente, isolado e distante do deles. E isto em parte é verdade. Desta forma, os responsáveis (pais, avós e irmãos mais velhos) precisam acessar esse mundo e a chave para isto é a comunicação.

Cara a cara, por bilhetes, mensagens nas redes sociais ou sinal de fumaça, não importa. Todos os canais de comunicação com os adolescentes são válidos e surtem efeitos positivos se usados com base na compreensão, resiliência, empatia e persistência.

5. Fortalecendo o relacionamento entre adolescentes e pais

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Diálogo é a melhor maneira de entendimento entre pais e filhos. De nada adianta ficar dizendo que já passou pelas mesmas situações ou que na “minha época era assim ou assado”. Essa comparação só revolta ainda mais o adolescente que, certamente, vai dizer que os tempos eram outros.

O diálogo entre pais e adolescentes deve levar os filhos a refletir sobre a vida, ajudá-los e orientá-los para que façam as próprias escolhas.

Aceitar as situações novas que surgem neste período também contribui para um relacionamento mais saudável. Os pais precisam estar preparados e conscientes de que seus filhos começam a alçar voo. Sempre lembrando que educar é dar asas para eles voarem e também raízes para que, se precisarem, terem para onde voltar.

O fato de começar a namorar, por exemplo, não significa que deixaram de amar os pais e é só uma consequência natural da adolescência. Colocar impedimentos e implicar com o relacionamento os afastará ainda mais.

Proteção, sim. Obstáculos, não!

Os pais devem participar desse momento, conhecer e se relacionar com a namorada (o) e com os amigos de seus filhos, colocando limites que sirvam para proteção e não obstáculos. E, ainda, orientar de maneira amorosa a respeito dos cuidados que se deve ter em um namoro adolescente e ficar atentos aos lugares que frequentam.

A imagem de herói que seu filho tinha de você quando criança começa a se desfazer na adolescência. Ele passa a perceber que você também tem falhas, fraquezas e limitações. Seja autêntico, aja com naturalidade, assuma as suas limitações e demonstre as suas emoções. Isso despertará a confiança dele em você. Converse bastante com seu filho sobre como ele se sente e procure conduzir as emoções de forma construtiva.

Mais uma dica importante: a palavra de um pai deve ser reforçada pela atitude. Portanto, aja de acordo com o que você fala. Isso lhe dará credibilidade e seu filho seguirá o seu exemplo.

6. Principais motivos de procura por Terapia para Adolescentes

Os Psicólogos

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A EQUIPE DE PSICÓLOGOS

Os problemas mais comuns relatados em consultório (ainda que seja necessário analisar caso a caso e não ser taxativo):

  • Uso de drogas: muitas regras sociais e culturais estão envolvidas nesse caso, inclusive o próprio aprendizado através de modelos em casa, como quando um parente sofre de algum tipo de dependência, e, também, das próprias sensações fisiológicas causadas por determinada substância;
  • Sexualidade: problemas de ordem sexual geralmente englobam uma gravidez que não foi planejada ou a ocorrência de uma relação homossexual, por exemplo;
  • Falta de orientação vocacional: a formação no ensino médio se aproxima e a dificuldade para descobrir a vocação no mercado de trabalho, aumentando também a pressão para que uma escolha seja feita;
  • Dificuldade para ter independência dos pais: até esta fase da vida (infância), fazia parte ter os pais sempre por perto para resolver os problemas e lhe assegurar que tudo seria solucionado, mas agora (adolescência), o que muda?

Espera-se que a partir da terapia, o adolescente aprenda alguns comportamentos que lhe ajudem a lidar com as situações que até então não tinham sido vividas ainda, como por exemplo, o terapeuta poderá ensiná-lo a olhar o que acontece com ele e à sua volta por uma ótica “diferente” da sua.

A partir das conversas e análises dos episódios em sessão, estima-se que o paciente pratique as atitudes discutidas fora do consultório e tenha mais controle sobre seus comportamentos (atitudes, sentimentos, pensamentos, dentre outros), chegando à vida adulta de maneira mais tranquila e sem tantas inseguranças e crenças que, geralmente, a adolescência acarreta.

7. A importância do apoio de um psicólogo nesta fase

Existem casos em que os pais não sabem como agir diante de um filho adolescente. Nesta situação, a orientação de um psicólogo pode ajudar estes pais a atravessar melhor essa fase do seu filho e construir um relacionamento saudável, baseado no amor e na confiança.

Há, inclusive, a possibilidade de o adolescente, os pais ou ambas as partes passarem por uma terapia com psicólogo. Isso ocorre quando ele se torna muito rebelde, por exemplo, e não consegue lidar com as emoções. Ou pior, quando se envolve em casos de violência ou consumo de drogas.

Como Escolher seu Psicólogo

Nesse guia completo você vai conhecer tudo sobre psicólogos e psicoterapia. A escolha do psicólogo certo para você envolve diversos fatores. Descubra aqui.

COMO ESCOLHER O SEU PSICÓLOGO

É importante que os pais estejam atentos e percebam quando o seu filho está passando por alterações nocivas e precisa de ajuda. Quanto antes receber o apoio de um psicólogo, mas fácil será resgatá-lo de um problema maior e duradouro.

Vale lembrar que nas discussões mais calorosas e com exaltação de ânimos – preparem-se: serão muitas! -, tornam-se necessárias doses extras de equilíbrio, bom senso, tolerância e respirações profundas. Os pais devem ser firmes, mas sem agressões. A recíproca é verdadeira.

E para alcançar esta serenidade e qualidade no relacionamento, é ingenuidade acreditar que é agora o momento de construção de uma relação próxima e segura com os filhos. Como já dissemos, se o trabalho for bem feito na infância, a adolescência será enfrentada mais facilmente.

Se a sensação de impotência persistir, a ajuda de um psicólogo será fundamental. Ele vai orientar sobre como melhorar a comunicação, como aceitar as mudanças que ocorrem nesta fase da vida e como estabelecer o que os pais podem e devem esperar dos filhos e vice-versa.

Enfim, ele é o profissional capacitado para funcionar como um intermediário, um moderador nas negociações que precisam ser realizadas. Lembrando que a terapia pode ser feita diretamente com o adolescente ou em formato híbrido com atendimento simultâneo aos pais.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Psicóloga Thaiana F. Brotto

CEO do consultório Psicologo e Terapia. Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC

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