Por Julia Maschio
Psicóloga · CRP 06/195216
Publicado em 29/11/2016 · Atualizado em 15/07/2026
O sonambulismo é um transtorno do sono que consiste, basicamente, em levantar-se da cama, andar ou praticar algum tipo de atividade enquanto ainda está dormindo, durante o primeiro terço da noite ou o sono profundo, destacam os psicólogos.
Ele é um distúrbio do sono em que as funções motoras da pessoa despertam, mas sua consciência permanece inativa. Um parecer médico é necessário para diagnosticar algumas doenças que podem estar desencadeando o problema.
Além disso, uma avaliação psicológica também pode ser indicada para determinar se uma das causas do sonambulismo não é o excesso de ansiedade ou outros problemas psicológicos.
Sintomas do sonambulismo
Conheça algumas características que podem ser apresentadas pelas pessoas no momento do sonambulismo, e que podem durar entre alguns segundos e cerca de meia hora.
- Levantar-se e andar pela casa;
- Fazer atividades, como ir ao banheiro, trocar de roupa ou tirar;
- Falar ou resmungar;
- Fazer movimentos repetitivos;
- Olhar vago e distante;
- Não se comunicar durante o episódio;
- Não se lembrar do período de sonambulismo;
- Dificuldade de acordar.
Causas do sonambulismo e a importância de um acompanhamento psicológico

Há uma série de fatores que podem estar diretamente ligados às causas do sonambulismo. Entre eles, podemos citar os de causas puramente orgânicas, como adenoide, rinite, sinusite ou obstruções do trato respiratório, má digestão, distúrbios visuais ou problemas neurológicos.
Avaliar as causas do sonambulismo é importante para saber se são orgânicas ou puramente psíquicas e desencadeadas por ansiedades, perdas, depressões, cobranças excessivas, etc. Se psíquicas, o melhor é pedir ajuda de um psicólogo para que ele avalie como tratar, por meio da terapia.
Após o diagnóstico e descartando-se a hipótese de causas orgânicas, o ideal é fazer um acompanhamento psicológico para aliviar os sintomas, elevar a autoestima – que muitas vezes fica comprometida -, e acolher as queixas do paciente.
A ajuda é importante, principalmente se a pessoa com esse transtorno está tendo problemas posteriores, como sono durante o dia, estresse ou baixo rendimento nos estudos ou trabalho.
Já o sonambulismo na infância e na adolescência, de modo geral, é inofensivo e tende a desaparecer lá pelos 15 anos de idade.
É mais comum nas crianças acima de cinco anos, e estudos revelam que cerca de 30% de crianças saudáveis já apresentaram, pelo menos, um episódio de sonambulismo.
A explicação para essa incidência infantil está no fato de as crianças terem sono mais profundo e mais capacidade de sincronização das ondas cerebrais.
Como prevenir acidentes durante o sonambulismo
Proteger quem sofre desse transtorno é o primeiro passo a ser dado até que se consiga descobrir as causas e começar o tratamento.
Quando o quadro de sonambulismo é muito frequente, trazendo incômodo para a pessoa ou para quem acompanha o episódio, recomendamos que algumas medidas sejam tomadas, como:
- Evite dormir em ambientes com objetos que possam causar algum tipo de ferimento;
- Tranque janelas e não deixe as chaves nas portas, evitando que a pessoa saia de casa;
- Durma em um bom colchão, se possível terapêutico;
- Evitar qualquer tipo de estímulo que possa ser prejudicial durante o sono, como barulho, iluminação excessiva, etc;
- Começar a manter uma rotina de sono adequada;
- Fazer exercícios e meditação.

Autor: Psicóloga Julia Maschio - CRP 06/195216Formação: Júlia Maschio é psicóloga pós-graduada em Psicopatologia Fenomenológica pela Santa Casa de São Paulo. Atende adultos, casais e adolescentes em questões de ansiedade, autoestima, luto, estresse e relacionamentos, com escuta sensível e olhar humano...
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