Terapia para Adolescentes

Terapia para Adolescentes

Ô fase difícil que é a adolescência! Difícil para todo mundo: para os pais, que não entendem muitas coisas e, consequentemente, não sabem como lidar com as situações do dia-a-dia, para os parentes, que também não compreendem os porquês de tais comportamentos, mas, principalmente, para o próprio adolescente, que passa por uma transformação na vida que nem sempre acontece tranquilamente – também não entendendo exatamente o que está acontecendo.

No consultório, a maior procura por atendimento psicológico para adolescentes é feita pelos pais/responsáveis por ele. O que é compreensível por serem, talvez, as pessoas mais próximas no convívio e quem, consequentemente, também precisa de orientação para saber lidar com esta fase do (a) filho (a).

Psicoterapia para Adolescentes

A psicoterapia para adolescente parte do princípio de que o paciente está inserido em um mundo, ao qual passou a pertencer e deseja ter seu espaço, e, então, busca-se compreender as relações que foram estabelecidas ao longo de sua vida até chegar à fase da adolescência.

A relação terapeuta-adolescente começa a ser estabelecida desde a primeira sessão, quando é esclarecido o contrato e, principalmente, assegurada ao paciente a questão do sigilo absoluto sobre o que for discutido nos atendimentos. A partir do momento em que o adolescente se sente seguro e passa a confiar no terapeuta, o processo psicoterapêutico passa a acontecer fluidamente.

A participação dos pais/responsáveis é de grande importância para a melhora e/ou mudanças do adolescente, inclusive, os encontros com o terapeuta têm o objetivo de orientá-los em relação ao paciente.

Principais motivos de procura por Terapia para Adolescentes

Os problemas mais comuns relatados em consultório (ainda que seja necessário analisar caso a caso e não ser taxativo):

  • Uso de drogas: muitas regras sociais e culturais estão envolvidas nesse caso, inclusive o próprio aprendizado através de modelos em casa, como quando um parente sofre de algum tipo de dependência, e, também, das próprias sensações fisiológicas causadas por determinada substância;
  • Sexualidade: problemas de ordem sexual geralmente englobam uma gravidez que não foi planejada ou a ocorrência de uma relação homossexual, por exemplo;
  • Falta de orientação vocacional: a formação no ensino médio se aproxima e a dificuldade para descobrir a vocação no mercado de trabalho, aumentando também a pressão para que uma escolha seja feita;
  • Dificuldade para ter independência dos pais: até esta fase da vida (infância), fazia parte ter os pais sempre por perto para resolver os problemas e lhe assegurar que tudo seria solucionado, mas agora (adolescência), o que muda?

Espera-se que a partir da terapia, o adolescente aprenda alguns comportamentos que lhe ajudem a lidar com as situações que até então não tinham sido vividas ainda, como por exemplo, o terapeuta poderá ensiná-lo a olhar o que acontece com ele e à sua volta por uma ótica “diferente” da sua. A partir das conversas e análises dos episódios em sessão, estima-se que o paciente pratique as atitudes discutidas fora do consultório e tenha mais controle sobre seus comportamentos (atitudes, sentimentos, pensamentos, dentre outros), chegando à vida adulta de maneira mais tranquila e sem tantas inseguranças e crenças que, geralmente, a adolescência acarreta.

*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.
Autora: Psicóloga Karina Santos CRP 06/114474