Como conviver com o arrependimento

Categoria dos serviços do psicólogo: ajuda emocional

O remorso nos corrói por dentro, não é mesmo? Mas sabia que é possível usá-lo a seu favor. Aprenda a como conviver com o arrependimento.

Todos nós os temos arrependimentos em nossa vida. De pequenas ou grandes proporções, ele pode nos trazer grande sofrimento e uma dúvida: como conviver com o arrependimento? Viver plenamente é ter arrependimentos; são uma parte desagradável, embora inevitável, da condição humana, afirmam os psicólogos.

Você com certeza deve conhecer pessoas que afirmam não se arrependerem de nada, não é mesmo? Realmente, essa afirmação é verdadeira para poucas dessas pessoas. A maioria vive em negação, pois sentem que não deveriam se arrepender.

Não tem arrependimentos ou apenas está em negação?

Acreditar que não devemos sentir arrependimento nos coloca em risco. Nós os experimentamos e nos perguntamos o que há de errado conosco por tê-los. Se não temos arrependimentos, então não prestamos atenção ou estamos vivendo em negação. Parece mais fácil negar do que conviver com o arrependimento.

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>>> Veja também: Traí e me arrependo .

Podemos definir arrependimentos como carregar tristeza ou vergonha em relação a ações ou decisões passadas. Há muitas coisas das quais podemos nos arrepender. Talvez nos arrependamos de nossa escolha de nossos relacionamentos, decisões em torno de nossa saúde, finanças ou carreira etc.

Talvez nos arrependamos de não termos saboreado a nossa vida o suficiente ou corrido mais riscos. Talvez nos sintamos mal por ter machucado os outros e ficamos paralisados pela vergonha em reconhecer o dano que causamos pelo nosso narcisismo ou insensibilidade.

Um grande desafio atual do ser humano é se permitir e reconhecer que temos arrependimentos. A negação a longo prazo, pode gerar danos imensos em nossa saúde psicológica e nosso bem-estar.

Como conviver com o arrependimento?

A sabedoria raramente surge se não percebemos que em muitos momentos de nossa vida fomos egoístas, fracos, maus etc. As boas decisões surgem das nossas más decisões. Sabendo o que sabemos agora, e é muito fácil olhar para trás e desejar ter feito escolhas diferentes.

Uma das mais graves agressões que infligimos a nós mesmos é julgarmos as decisões que tomamos no passado baseadas no que sabemos agora. Nós só ganhamos esse conhecimento através de tentativa e erro. E por isso é mais importante aprender a conviver com o arrependimento do que negá-lo.

Aceitar e aprender a conviver com o arrependimento é um passo para suavizar o domínio do sobre nós. Afirmar que é natural ter arrependimentos pode aliviar um pouco da vergonha que nos mantém congelados.

>>> Veja também: Como lidar com dores emocionais .

Em um clima de auto-aceitação gentil, podemos voltar nossa atenção para o que podemos aprender com nossos erros. A redenção não está na tentativa de eliminar arrependimentos, mas em usá-los como um portal para aumentar nossa compreensão de nós mesmos, dos outros e da própria vida.

A função do remorso

Existem vários tipos de arrependimentos. Mas tem uma que é especial e realmente pode até mesmo nos destruir: quando prejudicamos e até ferimos uma pessoa. Principalmente quando fizemos isso intencionalmente.

Na maioria dos casos, acabamos prejudicando outras pessoas sem intencional. Mesmo quando parece. As vezes somos ignorantes, ou estamos sofrendo demais, e como um animal ferido, atacamos.

Podemos não estar plenamente conscientes da nossa motivação. Podemos querer que outro sinta a dor em que estamos – uma tentativa equivocada de dar um alerta de que estamos sofrendo muito. Nesse sentido, o remorso pode ser um alerta que nos move a ter mais autoconhecimento e também nos ajuda a estabelecer limites saudáveis.

Reconhecer que fizemos o melhor possível com a informação ou autoconhecimento que tínhamos na época poderia aliviar um fardo substancial de nossos arrependimentos. Mas também pode ser necessário que a cura emocional perceba e abrace o remorso por nossas ações.

O remorso refere-se a uma profunda angústia moral ou emocional por algo que fizemos que consideramos vergonhoso ou errado. É comparável à vergonha saudável, que chama nossa atenção e pode nos ajudar a orientar a vida e as pessoas de uma maneira mais sintonizada. Isso faz bem para nossas almas e também evita que esse remorso se torne graves transtornos psicológicos.

Conviver com o arrependimento e aprender com ele pode nos tornar uma pessoa mais forte e sábia. Ele também permite cultivar empatia mais profunda em relação aos outros. A redenção do auto perdão surge quando nos tornamos gentis conosco mesmo, com a nossa tristeza e nossos sentimentos. Esse é um passo importante para que possamos viver com maior integridade, honestidade e atenção plena. Podemos ter arrependimentos sem sermos prisioneiros deles.

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Autora: Thaiana Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

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