Por Julia Maschio
Psicóloga · CRP 06/195216
Publicado em 29/11/2016 · Atualizado em 14/10/2026
Todos nós temos uma tendência a monitorar as dores físicas que sentimos quando algo não corre bem no nosso corpo.
Uma dor física é um indício de que precisamos tomar mais cuidado com a saúde ou que medidas imediatas precisam ser tomadas para curar algum problema. No entanto, quando sentimos dor psicológica nem sempre temos a mesma reação, explicam os psicólogos.
Também conhecida como dor emocional, este tipo de sofrimento é, muitas vezes, deixado de lado porque não sabemos que é preciso fazer um check up da nossa saúde psicológica.
É normal que, em algum ponto da vida, nos deparemos com sentimentos de tristeza, ansiedade, rejeição e depressão que se caracterizam como dores emocionais.
Dor que não se vê também merece check-up, e é isso que o texto propõe. Se a tristeza, a rejeição ou a ansiedade se arrastam mais do que o esperado, a terapia para saúde mental é o lugar de entender a origem dessa ferida e de aprender a lidar com ela antes que se aprofunde.
O que são dores emocionais

A dor emocional é um sentimento incômodo de origem psicológica que pode gerar tristezas, depressão e outras sensações negativas.
Em muitos casos, a dor emocional é incitada por experiências emocionais danosas, como uma rejeição ou uma grande perda.
No entanto, nem sempre é necessário que algo ruim aconteça com a pessoa para desenvolver estes sentimentos. A depressão, por exemplo, tem causas variadas e nem sempre é relacionada a acontecimentos negativos.
De forma geral, é possível identificar alguns dos casos que mais causam dor psicológica, o que facilita, também, a forma de tratamento de cada um:
- Rejeição:: seja de amigos, parceiros românticos ou até mesmo de familiares ou colegas de trabalho, quando nos sentimos rejeitados por alguém é normal que surjam sentimentos de rejeição, que resultam em questionamentos sobre o nosso próprio valor e importância. Esta autocrítica é, muitas vezes, infundada, mas pode causar fortes dores emocionais.
- Solidão:: pessoas que se relacionam pouco com os outros ou que perdem laços importantes ao longo da vida podem se sentir solitárias. E quanto mais uma pessoa se sente solitária, mais ela tende a se isolar e criar um “ambiente” emocional perfeito para o desenvolvimento de problemas maiores.
- Perdas e traumas:: quando perdemos alguém próximo ou passamos por experiências muito traumáticas, pode ser difícil deixar o que passou para trás. Lembrar constantemente da perda e rememorar os momentos ruins pode gerar feridas emocionais que são difíceis de curar.
- Baixa autoestima: ter a autoestima baixa pode ser uma ameaça constante para a saúde emocional. Quem não tem amor próprio e não acredita no seu potencial tende a se inferiorizar e se colocar para baixo por conta própria. Assim, logo há espaço para vulnerabilidade, autocrítica e outros sentimentos negativos.
Como cuidar da saúde emocional
Assim como cuidamos do nosso corpo todo dia ao escovar os dentes, tomar banho e cuidar da dieta, precisamos tomar medidas que garantam nosso bem-estar emocional e mental.
Uma ferida emocional é como uma física: em alguns casos, até pode curar por conta própria, mas na maioria das vezes precisa ser tratada com os métodos mais adequados para não se tornar um problema maior.
A melhor forma de tratar uma ferida psicológica é procurando alguém que entenda como descobrir as causas das dores e ajude a melhor maneira de lidar com elas.
Um psicólogo pode ajudar a entender o problema, trazer uma nova perspectiva para o assunto e evitar que ele comprometa a qualidade de vida, por meio da terapia.
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Autor: Psicóloga Julia Maschio - CRP 06/195216Formação: Júlia Maschio é psicóloga pós-graduada em Psicopatologia Fenomenológica pela Santa Casa de São Paulo. Atende adultos, casais e adolescentes em questões de ansiedade, autoestima, luto, estresse e relacionamentos, com escuta sensível e olhar humano...
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