Estamos nos comunicando?

Estamos nos comunicando?

É notório que vivemos em uma época em que encurtamos as fronteiras da comunicação, temos acesso a informações em tempo real em qualquer lugar do mundo, e este cenário tende a ficar ainda maior quando pensamos nas próximas gerações.

Na Era da Informação, das redes sociais, de aplicativos de mensagens instantâneas nos celulares, há muitos questionamentos sobre o distanciamento das relações mais pessoais e se realmente estamos nos comunicando adequadamente.

Partindo do pressuposto que comunicação é uma ação em que um indivíduo fala e outro(s) ouve(m) atentamente, respeitando cada um o seu momento, será que realmente estamos nos comunicando?

Levando tal demanda para um foro mais íntimo, muitos casais e famílias buscam a terapia, pois sentem dificuldades em entender e se fazer entendido pelo parceiro e/ou demais membros da família, questionando comportamentos inadequados destes e a inabilidade de dar a devida atenção ou até mesmo falta de empatia.

A comunicação como um ato complexo em que um deve estar falando e o outro ouvindo, sendo que ambos estão focados na resolução de uma situação ou apresentando uma informação, qual o motivo de haver tantas reclamações de casais e famílias quanto ao relacionamento íntimo dos envolvidos?

Como perceber quando há problemas na comunicação:

Os membros envolvidos reclamam que não são “ouvidos”

Uma das maiores queixas é que não está sendo ouvido, e agrava quando ambos os membros do casal ou a maioria dos membros da família levantam tal reclamação. Neste momento é bom atentar-se em alguns hábitos. Quando falam, você está dando atenção total para a pessoa, ou está elaborando mentalmente uma resposta?

Caso seja a segunda opção, pode ser que não esteja dando a devida atenção ao seu interlocutor, e assim estar perdendo várias informações que poderiam evitar desentendimentos.

Os membros envolvidos só querem falar.

Esta situação acontece quando os envolvidos “atropelam” um ao outro na fala, pois querem ser ouvidos, mas são incapazes de ouvir, ou seja, acaba que não ouvem, e sequer são ouvidos.

Responsabilizar o outro pelos problemas.

Todos tem seus papéis em seus relacionamentos e apenas apontar culpados sem a devida auto avaliação pode ser um indicativo que há algo de errado no relacionamento. É sempre importante entender qual a nossa responsabilidade no que há de bom e também de problemático em nossos relacionamentos.

Falta Empatia.

Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, sem necessidade de tecer julgamentos, analisando o que fez a pessoa a ter tal comportamento. Quando apontamos falta de empatia, estamos sendo empáticos?

Portanto…

A comunicação deve ser encarada como parte integrante do nosso cotidiano, e não uma ferramenta de troca de informações. Através desta prática, seremos capazes de ouvir de forma plena o que o outro quer nos transmitir, além de sermos capazes de apresentar informações que atingirá ao interlocutor, pois há o que podemos chamar de “ouvir e falar em essência”.

Praticar a comunicação traz maior clareza às relações.

Autora: Joao Eduardo (Psicólogo CRP 06/131536)

*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.