Estou frente a frente com o psicólogo! E agora?

Frente a frente com o psicólogo

Ainda existem muitos mitos sobre a busca pela ajuda de um psicólogo. Há quem pense que somente a pessoa que se encontra em depressão, passou por alguma experiência traumática ou possui algum transtorno, como a síndrome do pânico, é que deve procurar um tratamento psicológico. Na verdade, a terapia é uma forma de buscar o autoconhecimento, refletindo sobre as nossas escolhas, relacionamentos e comportamentos, indicada a todo tipo de pessoa, e não só a quem está doente.

Como escolher um psicólogo

É importante buscar referências sobre os serviços dos psicólogos, seja por meio de seu currículo, publicações ou até mesmo com pacientes que contem como são conduzidas as sessões e como foi sua experiência com o profissional em questão. Embora não haja um vínculo afetivo, é necessário que exista uma interação positiva e baseada na confiança, no respeito e, claro, na confidencialidade.

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Estou cara a cara com o psicólogo! E agora?

Se você já fez psicoterapia, então é provável que já esteja familiarizado com o que um psicólogo faz. Mas antes de qualquer outra coisa, esteja aberto à consulta. É importante que, desde o primeiro contato, você estabeleça uma relação de confiança com o psicólogo e sinta-se à vontade. Tem dúvidas? Pergunte! Peça para que ele explique como serão os encontros, qual a periodicidade necessária, qual a sua linha terapêutica, como costuma trabalhar.

Coloque também as suas expectativas, os motivos que o levaram a buscar o atendimento e quais os seus objetivos com a terapia. Por outro lado, responda também o que for perguntado sem omitir nada. Todas as perguntas feitas durante a sessão têm como propósito guiá-lo nesta jornada de descobertas e autodesenvolvimento.

Por vezes, algumas questões podem parecer muito superficiais, corriqueiras ou até mesmo banais, mas as suas respostas vão ajudar o psicólogo a lhe conhecer melhor e, com isso, propor reflexões sobre os problemas e questionamentos apresentados por você.

O que eu devo falar?

Os profissionais de psicologia são capacitados para conduzir a sessão. Então, não se preocupe com o que você deve ou não dizer. Não há assunto proibido e nem a obrigação de compartilhar todas as coisas. Mas é fundamental que tudo o que for exposto o seja feito de forma verdadeira, sem medo de julgamentos ou melindres.

Diferentemente de uma conversa com um amigo, por exemplo, não é preciso temer pelo o que o terapeuta vai pensar a seu respeito, pois a atribuição dele enquanto profissional não é julgá-lo ou dizer o que você deve fazer, mas orientá-lo e conduzi-lo para que você chegue às suas próprias conclusões, olhando sob uma nova perspectiva.

Gerencie suas expectativas

A terapia não é um analgésico ou um antibiótico que possuem efeitos quase que imediatos. Afinal, não é o tratamento de uma doença física, mas sim de comportamentos, sentimentos e relações. Por isso, não tenha pressa e se dedique às sessões.

Não existe um padrão de tempo para duração do tratamento ou prazos para que seja declarada uma “alta”. Ao longo do processo, você mesmo, enquanto paciente, perceberá seus avanços e necessidades, podendo compartilhar e discutir esses pensamentos com o psicólogo, que também terá condições de avaliar a sua evolução.

Não sabe ainda se vale ou não a pena fazer terapia? Então, procure um psicólogo e experimente uma sessão. Assim, você terá suas próprias impressões e chegará a uma conclusão.

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Autora: Thaiana Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.