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Amor Patológico

Categoria dos serviços do psicólogo: terapia de casal, relacionamentos, casamento
Amor Patológico

O amor patológico, ou AP, caracteriza-se principalmente por ser um amor conturbado por muito ciúme, por isso torna-se importante diferenciarmos os tipos de ciúme.

Geralmente em relacionamentos amorosos, o sentimento de amor é acompanhado de carinho e zelo para com a pessoa amada. Existem pessoas que acreditam que o ciúme é necessário para um relacionamento amoroso, pois representa este cuidado.

Porém é interessante entendermos que tipo de cuidado é este, ou seja, seria o ciúme uma forma de zelo ou estaria este sentimento mais ligado a perspectiva de perda ou abandono pelo ser amado?

Normalmente o ciúme está relacionado à autoestima, crenças de abandono e menos valia. A forma como o ciúme é vivenciado pode ser mais ou menos saudável, e a forma menos saudável possivelmente pode se configurar em um caso de AP.

É natural em momentos em que a pessoa é excluída ou sente-se ameaçada de exclusão na relação com o outro, sentir-se enciumada.

Quando existe um comprometimento emocional maior, ou seja, a pessoa não está 100% bem emocionalmente, então ela pode apresentar-se como ciumenta. Neste caso há uma permanente sensação de angústia e instabilidade, que permeia a relação com o outro.

A pessoa então passa a viver sob estado constante de tensão, imaginando estar na iminência de ser traído ou abandonado pelo parceiro.

Um terceiro caso, mais grave sob o ponto de vista de comprometimento emocional, ocorre em situações delirantes, em que a desconfiança cede lugar à certeza, mesmo infundada, de que o parceiro está traindo ou abandonando a pessoa.

Neste caso, a angústia torna-se insuportável, se estabelece um nível de tensão imensa e incessável. Nesta situação, então, podemos cogitar a hipótese de um quadro de Amor Patológico.

Características Clínicas do Amor Patológico

A pessoa que sofre de AP tem atitudes bem peculiares em relação ao parceiro. Normalmente seus interesses pessoais ou o que antes tinha valor para si, são deixados de lado em prol de atitudes de cuidado e benefício extremo ao outro.

Valor Consulta Psicóloga Marcela






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Tais atitudes fogem do controle e muitas vezes invadem a liberdade do parceiro, não raro, trazendo desentendimentos entre ambos. Porém é importante fazer um alerta, já que tais atitudes também podem estar presentes em outros quadros psiquiátricos.

Para melhor compreensão do que é o Amor Patológico, é importante ter ciência de que a essência desta patologia não é o amor, mas sim o MEDO – de ser abandonado, de não merecer o amor do parceiro ou de ser traído.

As atitudes de espionagem e desconfiança por quem sofre de AP, apesar de trazer grande desconforto ao relacionamento, propicia alívio destes temores.

Característica familiar, cultural e gênero

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São de fundamental importância durante a infância, o cuidado e afeto dos pais, para que a criança tenha bases sólidas para desenvolver padrões de relacionamentos seguros e satisfatórios.

Em lares desajustados, em que há falta de afeto, compreensão e segurança, a criança torna-se carente desse suporte afetivo e nutre o medo de ser abandonada e não amada pelos pais.

Normalmente com o intuito de ser aceita e amada, passa a desempenhar papéis de cuidado extremo com seus irmãos, quando tem, ou até mesmo para com os pais.

Na fase adulta, a pessoa tende a repetir o padrão de relacionamento aprendido na infância. Geralmente se atraem por pessoas pouco afetivas e inseguras, que por tanto, necessitam de grande cuidado e atenção.

Homens e mulheres podem ser acometidos pelo Amor Patológico, apesar de ser mais comum em mulheres, também devido a fatores socioculturais.

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A EQUIPE DE PSICÓLOGOS

Para saber se a pessoa é portadora de Amor patológico, é primordial realizar uma criteriosa avaliação clínica que implica na ação conjunta de psiquiatra e psicólogo.

Feita uma boa avaliação é importante manter o acompanhamento de um psicólogo, pois ele oferecerá suporte para o controle de atitudes e pensamentos destrutivos ao relacionamento e ao próprio indivíduo, por meio da psicoterapia.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Autor: Thaiana F. Brotto

CRP 06/106524 – São Paulo

FORMAÇÃO

Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC