Por Katia Brito
Psicóloga · CRP 06/112126
Publicado em 15/02/2016 · Atualizado em 14/10/2026
Você já ouviu falar em amaxofobia? A palavra diz respeito ao medo extremo de conduzir um veículo e é uma condição real que afeta algumas pessoas, podendo causar problemas na rotina de quem sofre com ela.
É claro que nem sempre o medo de dirigir é considerado uma fobia. Às vezes, é um medo racional derivado da insegurança e da consciência de quanta responsabilidade há em dirigir, tanto para sua própria segurança quanto para a dos outros.
Mas em um mundo em que em muitos lugares dirigir é uma atividade importante do dia a dia, este medo e inseguranças podem se tornar um grande incômodo.
Nem todo caso é igual, e o texto ajuda a diferenciar logo abaixo. Se o volante já virou motivo para evitar compromissos, conversar com uma psicóloga sobre o medo de dirigir é um caminho mais curto do que insistir sozinho; o atendimento pode ser online, para começar sem sair de casa.
Mas como resolver essa angústia e superar esse problema?
Medo ou insegurança?

O primeiro passo é diferenciar o medo da insegurança: uma pessoa com medo costuma tentar evitar dirigir a qualquer custo, optar por transporte público ou carona, mesmo que inconveniente, e ter reações intensas caso se posicione no volante: suor, tremores e pulso acelerado.
Nestes casos, mesmo que a pessoa tenha habilitação, ela dificilmente vai conseguir tirar o carro da garagem. O medo é tanto que qualquer alternativa parece mais aceitável.
Uma das causas mais comuns para esta fobia é o trauma de um acidente. Se a pessoa perdeu alguém querido em um acidente de carro ou ela mesma vivenciou um, é possível que sofra de estresse pós-traumático, o que influencia diretamente no seu medo.
Nesse caso, a ajuda de um psicólogo é a melhor maneira de resolver o problema. Porém, mesmo que a pessoa não tenha passado por uma experiência traumática, a mera consciência de que esta é uma possibilidade real enquanto dirige pode bastar para o desenvolvimento de uma fobia.
O problema de quem sofre com insegurança é mais leve. Apesar de se sentir incapaz e ter a confiança muito abalada, a pessoa não deve apresentar emoções tão intensas quando precisar dirigir.
Muitas vezes, a insegurança bate logo após a habilitação ter sido obtida, nas primeiras vezes em que chega o momento de tirar o carro da garagem por conta própria.
A tendência, nesses casos, é que, se a pessoa tomar coragem para seguir em frente sozinha, ela seja muito mais cautelosa, respeite todos os seus limites e que, aos poucos, vá ganhando confiança.
Como perder o receio de dirigir
1 – Prática
Para quem sofre apenas de insegurança, ainda que seja intensa, a melhor forma de ganhar confiança é através da prática.
Começar a praticar acompanhado de alguém de confiança em um lugar calmo é o primeiro passo. Aos poucos, a intensidade pode aumentar conforme o ritmo do motorista for melhorando, até que o problema seja resolvido.
2 – Encare os fatos
Se você já tem a habilitação, é porque um profissional qualificado o julgou apto a dirigir. Aceite isso e comece a colocar tudo o que aprendeu em prática.
Caso ainda esteja tentando obter a permissão, lembre-se que este é um momento de aprender, em que os erros são permitidos, dúvidas podem ser tiradas e que há alguém sempre ao seu lado para ajudar quando precisar.
Faça quantas aulas puder até que se sinta preparado e mais confiante para seguir em frente.
3 – Procure ajuda profissional
Se mesmo com a prática regular os níveis de insegurança continuam altos, procurar a ajuda de um psicólogo pode ser uma boa forma de lidar com o problema, evitar que ele vire uma fobia ou que fique sem solução por tempo indeterminado.
Além disso, a ajuda de um psicólogo também é a melhor forma de superar traumas do passado por meio de sessões de terapia.
Em casos de estresse pós-traumático oriundos de acidentes, um profissional pode ajudar a superar não apenas o medo de dirigir, mas também dar fechamento e aceitação ao ocorrido, permitindo que a vida siga tranquilamente.
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Autor: Psicóloga Katia Cristina Brito - CRP 06/112126Formação: Psicóloga com mais de 15 anos de experiência, com atuação clínica voltada ao atendimento de adultos e adolescentes. Possui formação com enfoque psicanalítico e especialização em Neuropsicologia, com atualização constante em neurociências e saúde mental.
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