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Sentimento de culpa da mãe

Sentimento de culpa da mãe

Em nossa sociedade é comum vermos as mulheres sobrecarregadas com até triplas jornadas de trabalho. Aprenda a evitar o sentimento de culpa da mãe que trabalha.

Muitas mães acabam tendo uma rotina sobrecarregada e com isso vem várias consequências como estresse, fadiga e sentimentos de culpa.

Os psicólogos vão explicar como esse sentimento de culpa pode afetar a sua vida e como podemos tratá-lo através da terapia e outros métodos.

Aprendendo a lidar com a culpa da mãe que trabalha

Valor consulta atendimento online e presencial psicóloga Suliane






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A culpa da mãe que trabalha deve ser como um tipo de alerta de que ela precisa realizar uma mudança drástica em sua vida, de forma urgente.

Talvez ela mesma não confie em seu poder de transformação individual e de superação, mas o fato de conviver com a culpa, faz com que esse sentimento só cresça e se desenvolva sem controle.

A mãe inicia com a culpa de que ela trabalha demais, em duplas e triplas jornadas, e que não dá a atenção merecida a seus filhos.

Em grande parte, esse sentimento de culpa da mãe que trabalha se dá pelo fator cultural e social, do machismo estrutural de nossa sociedade (que se mantém no inconsciente de homens e mulheres e acaba afetando nossas ações e vida).

Com a culpa da mãe que trabalha, em seu emprego, muitas vezes, o chefe não respeita ou aceita a necessidade de harmonia entre as atividades laborais e a maternidade.

É papel do psicólogo ajudar, por isso separamos essas dicas!

1. Escreva razões do porquê da culpa da mãe que trabalha

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Escrever as diferentes razões pelas quais a mãe se sente culpada é um processo de limpeza mental e uma atividade terapêutica.

Cite suas intenções, objetivos, metas e necessidades de vida. Pode acrescentar coisas como: precisa ganhar dinheiro para manter os filhos, gosta muito de trabalhar, adoraria estar mais tempo em casa etc.

2. Faça uma lista das coisas que não deseja mais no trabalho

São as renúncias que farão a mãe ver se está no emprego certo. As renúncias podem ser as soluções ou os custos que a mãe deve colocar na balança.

Rever o que pode ser mudado e o que pode ser substituído é a forma mais conveniente de listar os passos e decisões a serem tomadas.

3. Afastar-se de pessoas negativas

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Muitas vezes, é normal se aproximar de pessoas que possuem o complexo de culpa e alimentam desse sentimento. A mãe deve observar se a culpa surge dela ou se provém de fatores externos.

Também há casos de homens que apontam o dedo para a mãe e ressaltam as vantagens de permanecer dentro de casa para que a mulher se ocupe apenas dos filhos. Aqui, a culpa da mãe que trabalha vem do lado masculino, por exemplo.

4. Reflexão sobre a luta das mulheres

É importante realizar este exercício de empatia com outras mulheres e mães na mesma situação. Os desafios de mães que possuem triplas jornadas são formas de pensar que há outras mulheres encarando os mesmos problemas.

Quando uma mulher apoia a outra, a mãe se sente menos sozinha. A mãe pode criar redes de contatos que a auxiliarão a amenizar o peso de forma solidária e educativa.

5. Ver a vida como cíclica

Nem tudo permanece como está. A mãe foi adolescente no passado, e uma decisão pode mudar todo o rumo de uma história. É importante considerar que a vida se altera e uma decisão no emprego por um cargo melhor, um salário adequado ou mudança de função pode ser a melhor saída.

A psicologia vem no auxílio de mostrar que as mulheres inseridas cada vez mais no mundo do trabalho estão conquistando e merecendo o seu devido espaço.

Com elas, abrem-se inúmeros passos para a diversificação dos modos de participação igualitária no mercado e em casa também. Isso significa um grande avanço na qualidade de vida de todas as pessoas.

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Porém, é evidente que com tais mudanças acabam implicando nas relações sociais e familiares, e que exigem uma mudança de comportamento frente a isso.

Uma maior valorização do trabalho feminino, no reconhecimento de suas múltiplas jornadas, a análise do impacto que é causado pelos vínculos entre os casais e com os filhos.

Os estudos mostram que esse impacto da inserção da mulher no trabalho tem sido favorável na sua saúde mental e até física.

No entanto, ao mesmo tempo que beneficia a sua vida como um todo, o ritmo acelerado vem se tornando cada vez mais complexificado: são maiores as suas exigências e responsabilidades, até mais do que os homens, dada a competição existente.

Devido as novas responsabilidades é importante que a mãe se atente para que seja da mesma forma acompanhada de uma reorganização restante das demais tarefas da vida doméstica.

Enquanto a cultura modifica lentamente as formas de entender os papéis de gênero de cada um, ainda há uma grande sobrecarga sobre os ombros das mulheres-mães.

Gostou deste texto sobre a culpa da mãe que trabalha? Então pode se interessar por esse também: Saúde mental na maternidade: tudo o que você precisa saber.

*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Thaiana Brotto

Thaiana Brotto é psicólogo e CEO do consultório Psicólogo e Terapia. Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC. Registrada no Conselho Regional de Psicologia pelo número CRP 106524/06.

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