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Como a culpa afeta a saúde mental?

Como a culpa afeta a saúde mental?

Todo mundo já sentiu culpa em algum momento da vida.

Talvez por ter se comportado mal em um momento específico, ou ter falado algo que não devia. Há quem também se sente culpado por não corresponder às expectativas de familiares ou por ter relacionamentos difíceis com parentes, algo considerado “errado” em nossa sociedade.

A culpa é um sentimento que pode ser muito benéfico quando administrado corretamente. Se ela não existisse, nunca saberíamos quando um erro foi cometido ou aprenderíamos a vencer o orgulho e pedir perdão quando necessário.

Por outro lado, também pode causar muito sofrimento quando reforçado por emoções e pensamentos negativos. Psicólogos afirmam que o excesso de culpa não é saudável e pode incentivar o aparecimento de condições psicológicas graves.

De onde vem a culpa?

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A culpa surge nas seguintes ocasiões: quando nos arrependemos de ter tomado uma determinada atitude e quando assumimos a responsabilidade por algo que não temos controle.

A primeira ocasião é benéfica quando não nos deixamos levar pela culpa. Esse sentimento aparece para nos mostrar que cometemos um erro e precisamos reavaliar a nossa conduta. Ele também nos incentiva a pedir perdão por nossos atos e reatar relacionamentos.

No caso da segunda situação, um exemplo bastante comum é de indivíduos que se salvam de acidentes trágicos. Eles tendem a sentir culpa por estarem vivos e não terem ajudado os demais a se salvarem. Mas, dificilmente poderiam ter feito algo para mudar o resultado da situação.

Há, ainda, uma terceira origem para a culpa. Pessoas com condições psicológicas, como ansiedade e depressão, tendem a sentir mais culpa que outros. A ansiedade patológica, em especial, faz com que as pessoas se agarrem a justificativas irreais de que são culpadas por determinado evento ou emoção.

O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é uma das condições que merecem destaque, pois a pessoa com TOC adota muitos comportamentos de culpa. Ela assume a responsabilidade pela segurança e a felicidade dos outros, por acontecimentos tráficos e outros elementos que não pode controlar.

Como a culpa afeta a saúde mental?

A culpa possui uma característica dominante. Ela assume o controle da vida do culpado, relembrando-o constantemente da razão pela qual deve se sentir assim.

Ele pode desenvolver hábitos inapropriados por conta disso, como evitar determinadas situações e pessoas, não conseguir raciocinar os erros cometidos, e agir impulsivamente na tentativa de se sentir melhor. 

A culpa excessiva também afeta a capacidade de tomar decisões do culpado. Por acreditar merecer somente coisas ruins em virtude do que fez, ele faz escolhas que prejudicam a sua carreira, relacionamento e vida pessoal.

O culpado incentiva, ainda, a superprodução do cortisol, hormônio do estresse, sem querer. O excesso de estresse no corpo, por sua vez, causa uma série de complicações para a saúde mental e física. Algumas delas são:

  • Insônia;
  • Sensação de tristeza;
  • Perda ou aumento de apetite;
  • Cansaço inexplicável;
  • Baixa autoestima;
  • Alergias de pele;
  • Excesso de sensibilidade;
  • Apatia;
  • Alterações drásticas no peso;
  • Enxaqueca;
  • Problemas gastrointestinais;
  • Pensamentos turbulentos;
  • Sentimento de inferioridade; e
  • Queda de cabelo.

A culpa também compartilha muitos sintomas com a depressão, como pensamentos autodepreciativos, desesperança e falta de perspectiva para o futuro. Logo, quem se culpa demasiadamente tem mais probabilidade de desenvolver essa patologia.

A ansiedade é outra condição que possui uma ligação forte com a culpa. O ansioso ajuda a culpa a crescer, praticamente transformando-a em um monstro. Ele remói o passado, tem vergonha de seus erros e sofre por antecedência enquanto espera as possíveis consequências de seus atos.

Por essa razão, é muito importante que pessoas que possuem dificuldade para digerir o sentimento de culpa busquem ajuda profissional.

Identificando a culpa patológica

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A culpa atinge proporções patológicas quando o culpado passa a alimentar pensamentos irracionais sobre o que lhe causa esse sentimento.

Por exemplo, ele sente culpa por ter falado algo inapropriado para alguém querido. Em vez de conversar com sinceridade com essa pessoa, ele se fere emocionalmente por ter cometido o erro. Pensamentos como “eu sou uma pessoa horrível” ou “eu mereço sofrer” são constantes, embora sejam ilógicos.

Por temer a reação da pessoa devido aos cenários fantasiados por ele, o culpado permanece paralisado pelo excesso do sentimento de culpa.

Esse cenário é completamente diferente do proporcionado pela culpa saudável. A medida certa desse sentimento encoraja a pessoa culpada a pedir perdão e fazer emendas, além de refletir sobre como pode ser melhor no futuro. Assim, ela não consegue permanecer inerte.

Como lidar com a culpa?

A culpa, como se pode perceber, está atrelada a sentimentos e pensamentos pouco lógicos. O culpado deve se desprender da irracionalidade para, então, conseguir raciocinar com clareza. Para isso, deve se dedicar à um trabalho emocional extenso.

Dois elementos muito importantes ajudam a combater a culpa: o reconhecimento e a reflexão. Primeiro, o culpado deve reconhecer a origem do sentimento. Foi uma atitude ou fala imprópria de sua autoria, ou foi algo que não teve nada a ver com ele?

Em seguida, deve reconhecer se a intensidade da culpa que está sentindo faz sentido ou não. Além dos sentimentos acerca do ocorrido, esse passo depende muito das crenças cultivadas pelo culpado. Ele acredita que pessoas culpadas merecem perdão, ou somente mediante o pagamento de seus erros?

Enfim, o culpado deve exercer a reflexão. Como a culpa está afetando a vida dele? Esse sentimento o ajudou a reverter ou melhorar a situação equivocada? O que ele pode fazer para se livrar da culpa?

Não vale a pena passar dias, semanas ou anos se culpando por algo do passado, especialmente se isso acontece em silêncio. Essa postura não ajuda a tornar a vida do culpado ou dos envolvidos no ocorrido melhor, certo? A maneira mais adequada de transformar a culpa patológica em um sentimento positivo é tomando uma atitude.

Outras formas de lidar com a culpa são:

1.     Pratique o pensamento positivo

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Modifique o discurso interno que o leva a se sentir mal por ter errado. Em vez de ter devaneios como “Eu deveria ter feito x coisa…” ou “Se eu pudesse…”, pense no que você pode fazer hoje para fazer emendas ou modificar as consequências de seus atos.

Como os pensamentos negativos costumam dominar as pessoas culpadas, procure se afastar deles, combatendo cada ponderação ruim com uma boa. Por exemplo, substitua o “Se eu pudesse…” pelo “Eu posso”. Aos poucos, a sua maneira de ver a situação se modificará e você conseguirá tomar decisões mais produtivas.

2.     Faça exercícios de externalização da culpa

Escreva uma carta para a pessoa que é a causa do seu sentimento de culpa. Detalhe como você se sente e como gostaria de modificar a situação. Faça promessas para si mesmo de como você modificará o seu comportamento dali para frente.

Essa carta deve ser mantida em segredo ou, de preferência, destruída logo em seguida. Esse exercício proporciona uma oportunidade para desabafar todos os sentimentos ruins que você tem sentido. Você pode repeti-lo quantas vezes quiser para que o sentimento de culpa se torne menos intenso.

3.     Peça perdão

Quanto mais cedo você pedir perdão a quem magoou, mais fácil será lidar com a situação. As pessoas tendem a deixar alguns dias ou semanas passarem antes de tomarem essa atitude. Esse período pode ser necessário para a digestão de emoções após uma briga, principalmente para quem não gosta de conflitos.

O ideal é que esse momento de reflexão seja seguido por um pedido de desculpas. Pedir perdão é como tirar um peso das costas. Você se sentirá mais leve a respeito do ocorrido e, ainda, ficará orgulhoso de si mesmo.

4.     Aceite os seus erros

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Ninguém é perfeito. Todos nós cometemos erros, sejam graves ou pequenos. Todos nós temos defeitos, medos, inseguranças e neuras. Você é do mesmo jeito. Como não tem todo conhecimento do mundo, tem todo o direito de falhar e recomeçar quantas vezes forem necessárias até encontrar o equilíbrio emocional.

Não há necessidade de você se ver com tanta amargura ou se punir para sempre por ter se equivocado. Aceite os seus erros e os comportamentos considerados negativos e siga em frente. Caso queira, você pode modificar traços de personalidade, hábitos ou crenças que considera prejudiciais.

5.     Seja realista 

Como dito, a culpa ocasiona pensamentos e emoções ilógicas. Para fugir dessa armadilha, analise a fonte do sentimento de culpa com racionalidade. Se precisar, peça opinião de pessoas de confiança para receber uma visão imparcial, ou converse com um psicólogo para distinguir o real do que foi criado em sua mente.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Thaiana Brotto

Thaiana Brotto é psicólogo e CEO do consultório Psicólogo e Terapia. Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC. Registrada no Conselho Regional de Psicologia pelo número CRP 106524/06.

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