
Ouça ou leia. Espero que você goste desse artigo Conheça os psicólogos que atendem em São Paulo e os psicólogos online por videochamada. Autor: Daniela Gilardi Torres Marques - Psicólogo CRP 06/75614

Segundo o portal de notícias do Senado Federal, a ansiedade e depressão representam 60% dos casos de transtorno mental no mundo. Isso mostra como essas condições são comuns na população atual e que, muitas vezes, elas podem coexistir em um mesmo indivíduo.
Portanto, quando falamos de saúde mental, é impossível não falar delas e de suas características, sobretudo porque muitas pessoas as confundem. É fato que elas se relacionam, mas são condições diferentes e que demandam intervenções distintas.
Pensando nisso, preparamos este conteúdo para falar da relação entre ansiedade e depressão, bem como de suas diferenças e formas de tratamento. Boa leitura!
O que é ansiedade?
A ansiedade é uma emoção caracterizada pela insegurança, preocupação e medo em relação ao futuro. Assim, a pessoa ansiosa costuma ter incerteza sobre os fatos e sobre suas atitudes, bem como ser bombardeada de pensamentos negativos invasivos.
Ela é uma reação normal do organismo diante de determinadas situações, pois prepara a pessoa para enfrentar um desafio. O problema está quando ela se torna uma patologia.
Nesse caso, o indivíduo encontra dificuldades para controlar a sua rotina e realizar ações simples, uma vez que sofre com a instabilidade emocional provocada pela ansiedade.
Sintomas da ansiedade
Os sintomas da ansiedade variam de acordo com o seu tipo. Porém, os mais comuns são:
- Taquicardia
- Excesso de preocupação
- Pânico
- Palpitações
- Tremores
- Falta de ar
- Sudorese excessiva
- Problemas digestivos e abdominais
- Irritabilidade
- Sensação de que vai perder o controle ou algo ruim vai acontecer
- Alimentação compulsiva
- Pensamentos negativos recorrentes
O que é depressão?
Já a depressão é uma doença psiquiátrica caracterizada por uma tristeza profunda e duradoura. Além de se sentir triste, a pessoa depressiva costuma apresentar sentimentos de culpa, desesperança e baixa autoestima.
É importante salientar que uma tristeza transitória provocada por algum acontecimento pontual é diferente da depressão. Todos nós, em algum momento da vida, nos sentiremos tristes. A depressão, por outro lado, é uma patologia que tem a tristeza contínua e, às vezes, sem causa aparente como um de seus principais sintomas.
Sintomas da depressão
Assim como a ansiedade, a depressão também pode desencadear diferentes sintomas físicos, psicológicos, comportamentais e sociais. Sendo assim, podemos elencar como os principais:
- Tristeza profunda
- Desinteresse
- Baixa autoestima
- Distúrbios no sono (insônia ou sonolência excessiva)
- Ideações suicidas
- Fadiga constante
- Culpa excessiva
- Alterações de peso
- Falta de esperança
- Sentimento de solidão e desamparo
- Irritabilidade e mau humor
- Pensamentos negativos constantes
- Dificuldade para se concentrar
- Sentimento de incapacidade
- Falta de energia
- Dores musculares
- Alterações no apetite
Quais são as diferenças entre ansiedade e depressão?
Antes de entender como ansiedade e depressão se relacionam, é importante compreender as diferenças pontuais entre essas duas condições para que elas não sejam confundidas.
Nesse sentido, as principais diferenças estão exatamente nos sintomas:
- Os três principais sintomas da depressão são: tristeza profunda na maioria dos dias, desesperança e perda de prazer para realizar atividades que gostava antes.
- Os três principais sintomas da ansiedade são: preocupação excessiva, inquietação e antecipação do sofrimento de um evento hipotético.
Outro ponto que diferencia a depressão da ansiedade – e que vale a pena destacar – é que a primeira condição, quando em estágios mais graves, pode levar ao desenvolvimento de pensamentos suicidas.
Mas, afinal, como ansiedade e depressão se relacionam?

Agora que sabemos as diferenças, podemos falar sobre a relação entre ansiedade e depressão. Assim, é bom saber que elas podem estar relacionadas de diversas formas.
Diante disso, saiba que a ansiedade e a depressão são condições comórbidas. Isso significa que elas podem acometer um indivíduo ao mesmo tempo e que a presença de uma aumenta o risco de desenvolvimento da outra.
A pessoa muito ansiosa pode desenvolver um quadro depressivo em decorrência do seu desgaste físico e emocional e da frustração de não conseguir realizar as atividades diárias.
Por outro lado, o indivíduo depressivo que não trata os seus sintomas pode desenvolver alguma ansiedade patológica, como a síndrome do pânico ou o transtorno de ansiedade generalizada, por exemplo.
Outra explicação lógica para o desenvolvimento de uma condição a partir da outra é o fato de alguns de seus sintomas serem opostos (enquanto a depressão provoca apatia, na ansiedade, o indivíduo pode ficar mais agitado, por exemplo). Assim, a tentativa de se manter em equilíbrio pode levar aos extremos.
Convém destacar que os indivíduos que sofrem com a coexistência de ambas as condições – ansiedade e depressão – tendem a ter sintomas mais severos, o que, naturalmente, agrava o seu quadro de saúde.
Mas lembre-se: nem toda pessoa ansiosa se tornará depressiva ou vice-versa. O mais importante é estar amparado por um profissional da saúde para que o diagnóstico seja preciso e o melhor tratamento seja proposto.
Como tratar essas duas condições?
Como são condições diferentes, o tratamento de ansiedade e depressão também são individualizados e personalizados, sempre respeitando o contexto e as necessidades do paciente.
No entanto, de forma geral, existem diferentes estratégias que podem ser utilizadas para ambos os casos (e para outros tratamentos de condições mentais), como:
Psicoterapia
Essa é uma das principais frentes de tratamento para a depressão e ansiedade. Afinal, o acompanhamento psicológico ajuda o indivíduo a trabalhar suas emoções e seus pensamentos disfuncionais. Assim, por meio do autoconhecimento, é possível identificar traumas e gatilhos que possam estar contribuindo para a condição atual e, assim, tratá-los.
Uso de medicamentos
Prescritos por um psiquiatra, os medicamentos podem ser úteis, a depender de cada caso. Geralmente, a decisão do profissional em receitar ou não remédios é embasada em como os sintomas da condição estão impactando a qualidade de vida do paciente. Isso porque eles têm a função justamente de minimizar essas questões.
Acompanhamento médico
Além do psicólogo e do psiquiatra, também é importante realizar o tratamento junto a um clínico geral. Afinal, é indispensável destacar outras causas clínicas que possam estar contribuindo para a manifestação dos sinais. A falta de algumas vitaminas, por exemplo, pode levar ao surgimento de transtornos depressivos. Portanto, é essencial investigar tudo.
Mudanças no estilo de vida
Tratar qualquer condição mental, como a ansiedade e a depressão, também passa por mudar o estilo de vida a fim de trazer mais qualidade para o corpo e para a mente. Isso implica, dentre outras ações:
- Reduzir a carga horária de trabalho
- Criar uma rotina e higiene do sono
- Incluir a prática de atividade física na sua rotina
- Reduzir o consumo de álcool
- Manter uma alimentação saudável e balanceada
- Destinar momentos específicos da semana para o lazer
Logo, com um acompanhamento multidisciplinar e a mudança de hábitos, torna-se possível controlar ansiedade e depressão e, assim, ter qualidade de vida e bem-estar.
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Autor: psicologa Daniela Gilardi Torres Marques - CRP 06/75614Formação: Daniela Gilardi é psicóloga há 22 anos e possui ampla experiência no atendimento a adultos e casais. Atua com Terapia Cognitivo Comportamental e Gestalt trabalhando queixas como ansiedade, relacionamentos, carreira, depressão, autoestima, estresse, autodesenvolvimento, autoconhecimento...















