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Será que as notícias estão afetando a minha saúde mental?

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Você sabia que a quantidade de informação que consumimos pode afetar a nossa psique? Leia o artigo e entenda melhor como isso funciona.

A mídia que consumimos diariamente tem um impacto em nosso pensamento, comportamento e emoções. Se você seguiu um padrão de assistir ou ouvir regularmente as notícias, a maior parte do que você está consumindo provavelmente está relacionada à crise do novo coronavírus (COVID-19).

E, apesar de manter-se atualizado sobre as notícias locais e nacionais, especialmente no que se refere a orientações e atualizações de saúde, ser fundamental durante esse período, o consumo excessivo de notícias pode afetar sua saúde física, emocional e mental, alertam os psicólogos.

Valor Consulta Psicóloga Marcela






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Com isso em mente, precisamos encontrar o equilíbrio entre sentir-se informado e educado sobre a situação em questão, sem ficar totalmente sobrecarregado por ela. Afinal, quando boas notícias estiverem disponíveis, ou a situação melhorar, elas chegarão até você.

É papel do psicólogo ajudar, por isso, nesse artigo, vamos explicar como esse fluxo constante de notícias negativas está aumentando nossos níveis de estresse e aumentando os sintomas de ansiedade e depressão.

Além disso, também traremos dicas sobre como se manter informado, gerenciar as notícias alarmantes e proteger a sua saúde mental. Siga a leitura!

COVID-19 e saúde mental: por que as notícias podem te afetar

O surto de COVID-19 está provando ser estressante para a maioria das pessoas. Durante um surto de doença infecciosa, o estresse pode incluir alterações nos padrões de sono ou alimentação, agravamento das condições de saúde mental, medo e preocupação. Tanto com a sua saúde como a de entes queridos.

Para agravar esse estresse está o fluxo constante de notícias sobre o COVID-19 às quais estamos expostos diariamente, a cada hora e até minuto a minuto.

As manchetes sensacionalistas chamam mais atenção. E com isso, os meios de comunicação geralmente acabam se concentrando nos relatórios de desastres – e raramente em notícias positivas. Consumir muito desse tipo de notícia, ativa ou passivamente, pode ser muito tóxico, e o que você ouve tem impacto direto no seu humor.

Mesmo que seja apenas um ruído de fundo, uma transmissão alarmista de notícias, ainda terá um efeito negativo em sua psique.

Pode ser prejudicial estar sempre lendo as notícias, porque a exposição constante a informações negativas pode afetar nossa mente. Quando experimentamos uma ameaça, nosso cérebro ativa a resposta de luta ou fuga, e os sistemas em nosso corpo reagem de acordo.

Consumir as notícias pode ativar o sistema nervoso simpático, que faz com que seu corpo libere hormônios do estresse, como cortisol e adrenalina. Então, quando uma crise está acontecendo, e estamos enfrentando essa resposta ao estresse com mais frequência, podem surgir sintomas físicos. Alguns dos sintomas mais comuns são fadiga, ansiedade, depressão e problemas para dormir.

Dicas para gerenciar as notícias

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Como para muitas coisas na vida, a chave para se manter saudável é a moderação. Manter-se informado não é apenas responsável, mas fundamental para a nossa segurança no momento.

Para encontrar o equilíbrio da moderação enquanto se mantém informado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda buscar notícias sobre o COVID-19 principalmente para que você possa tomar medidas práticas para proteger a si e a seus entes queridos. Depois de obter essas informações, é hora de se desligar das notícias.

E, para ajudar a aliviar a carga mental e emocional que isso está gerando, o CDC recomenda fazer pausas ao assistir, ouvir ou ler notícias. Com isso em mente, aqui estão nove dicas dos psicólogos para gerenciar as notícias que consumimos.

1. Limite seu tempo todos os dias

Deixar a televisão ligada ou youtube enquanto trabalha ou cuida de suas tarefas pode causar danos emocionais a você. Em vez de ter as notícias como seu ruído de fundo, busque sons relaxantes e até mesmo vídeos divertidos.

2. Agende um “Momento de Preocupação”

Agendar um “horário de preocupação” todos os dias é uma estratégia comum para gerenciar os sintomas relacionados aos transtornos de ansiedade. Essa técnica também é útil para assistir e digerir o ciclo de notícias.

Percorra as notícias, reconheça qualquer coisa com a qual você esteja preocupado e faça planos para resolver qualquer problema.

Depois, escolha um horário longe da hora de dormir, para que seu cérebro tenha tempo para relaxar antes de ir para a cama. A ideia principal é minimizar a preocupação, de preferência para o início do seu dia.

Depois que seu “tempo de preocupação” termina, deixe as notícias de lado e lembre-se de que é hora de dar segmento a outras coisas. Seu cérebro acabará se acostumando com essa nova rotina e começará a deixar as preocupações passarem mais facilmente.

3. Avalie como você se sente antes de consumir notícias

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Depois de se comprometer a limitar a quantidade de notícias que assiste, o próximo passo é avaliar como você se sente antes e depois de assistir para entender como isso o está afetando.

Faça uma verificação rápida respondendo a seguinte pergunta: “Você se sente informado e calmo, ou em pânico, irritado e/ou pessimista?” se a sua resposta for a última, considere quantas notícias você está consumindo e as fontes das quais você as obtém. E programe-se para reduzir o consumo, pois elas a estão te afetando.

4. Assista a agências de notícias confiáveis

Uma maneira saudável de abordar o ciclo de notícias é confiar em meios que você conhece como credíveis, repórteres experientes que fazem suas pesquisas e fornecem perspectivas equilibradas.

Esteja atento ao quanto você consome. Você provavelmente define horários todos os dias quando come e pode fazer o mesmo com notícias. Verifique o que está acontecendo no mundo consumindo as fontes que o nutrem e depois passe para outra atividade.

5. Receba um resumo de notícias de amigos ou familiares próximos

Se assistir as notícias está provocando sintomas regulares de ansiedade ou depressão não se exponha às notícias. Em vez disso, peça a um amigo íntimo ou ente querido que filtre as notícias para você.

Em seguida, peça que façam check-in algumas vezes por semana sobre as atualizações mais importantes. Não há razão para que algum de nós precise ser exposto às notícias além disso.

6. Assine uma Newsletter ou Podcast

Em vez de mudar de canal e reunir parte de notícias de diferentes meios de comunicação, pode ser útil assinar uma newsletter ou um podcast de notícias, pois isso limita automaticamente o tempo e o conteúdo para você.

Além disso, você pode ouvir um podcast enquanto se exercita, o que pode ajudar a manter baixos os níveis de ansiedade e preocupação.

7. Recite um Mantra Útil

O consumo saudável de notícias não se trata de negar a realidade, mas de criar limites.

Uma recomendação para criar limites em torno de notícias negativas e desastrosas? Recitando um mantra útil como este: “Os relatórios de desastres tóxicos não têm poder sobre mim. Eu reconheço o que está acontecendo no mundo, mas não deixarei que isso defina minha vida. Eu vou perseverar e fazer minha parte.”

8. Limite sua exposição a outros estressores

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Outro ponto a considerar é permitir-se limitar sua exposição a certas pessoas no momento. Se você tem um membro da família que constantemente publica links para artigos questionáveis ​​de fontes desconhecidas, deixe de segui-lo, por enquanto.

Se um amigo ou colega de trabalho insistir em ter conversas relacionadas a eventos atuais que não pareçam produtivas e apenas sirvam para aumentar sua ansiedade, considere colocar alguns limites a eles.

Diga algo como “Ei, estou realmente começando a me sentir sobrecarregado com esse tópico, então prefiro que mudemos de assunto”. Acredite, isso pode ser muito eficaz.

Como vimos, precisamos tomar cuidado com as informações aos quais somos expostos. Principalmente quando temos predisposição à ansiedade, depressão e outros problemas psicológicos. E, criando estratégias saudáveis, conseguimos nos mantermos informados sem nos sobrecarregarmos com informações negativas.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Psicóloga Thaiana F. Brotto

CEO do consultório Psicologo e Terapia. Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC

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