Psicologia Clínica

Psicologia Clinica

Embora seja grande o número de cursos de Psicologia pelo país e a atuação desses profissionais seja vasta, muitas pessoas ainda desconhecem as práticas da profissão.

A Psicologia Clínica, em especial, pode ser mal compreendida ou vítima de preconceitos e tabus, principalmente por ser necessária em casos de distúrbios emocionais graves. No entanto, nas clínicas particulares, o perfil dos pacientes/clientes é o mais comum possível. Isso porque muitas pessoas buscam atendimento para encontrar soluções e auxílio na resolução de problemas bem cotidianos: dificuldades de relacionamento, orientação profissional, fobias, depressão, recuperação psicológica pós-trauma, sentimento de dependência emocional, dificuldades de se relacionar com os filhos, senso de desorientação na vida, terapia de casal, etc.

As razões podem ser inúmeras, tanto quanto a diversidade da mente e das emoções humanas. A Psicologia Clínica se propõe, portanto, a oferecer tratamento especial para permitir que essas pessoas entrem em contato com as questões que mais as afligem, reconheçam suas origens e elaborem um entendimento e/ou uma saída para eles. A condição final ideal é de encontrar mais plenitude, bem-estar e sentido na vida.

Quando procurar auxílio?

Buscar atendimento psicológico é sempre saudável, esteja o indivíduo passando por uma crise ou um momento de demanda por mais autoconhecimento. Todos nós navegamos pela vida utilizando nossas habilidades psicológicas, cognitivas e emocionais para enfrentar os principais desafios e tomar as melhores decisões. Contudo, pode ser que haja um momento de dificuldade maior, em que as respostas e o entendimento não surjam com tanta clareza. Qualquer pessoa que esteja nessa situação pode se beneficiar muito do trabalho de um psicólogo, trazendo mudanças em diversas áreas da vida.

E há, por fim, situações em que o trabalho de um psicólogo é indispensável: na manifestação de casos de psicose (quando a pessoa deixa de compartilhar as mesmas percepções de realidade, tendo visões, sonorização de pensamentos etc.), pessoas com ideação suicida, depressão, em casos de transtornos de personalidade e outros. Nelas, é bem provável que o desajuste psíquico seja tamanho que não haja dúvidas sobre a necessidade de procurar profissionais de saúde, muitas vezes com a necessidade de uso de remédios receitados por um psiquiatra.

Entendendo como o serviço funciona

Muitas pessoas não sabem, mas os profissionais de psicologia não são ‘todos iguais’. Com isso, queremos dizer que há formas diferentes de trabalhar, com abordagens e técnicas diversas, utilizando-se de muitas teorias. Essa diversidade não foi feita para ser assustadora, mas conhecer um pouquinho de como trabalha cada uma dessas abordagens pode ajudar na escolha do profissional ideal para cada caso. Há muitas teorias e abordagens, mas consideramos fundamental distinguir principalmente duas, bastante utilizadas no Brasil.

Há alguns psicólogos que trabalham com uma abordagem chamada cognitivo-comportamental: nela, procura-se compreender crenças que fazem parte da cognição dos indivíduos, principalmente aquelas que são disfuncionais para sua vida. Além de uma reformulação dessas crenças, há a proposta de mudanças de atitude frente a situações difíceis, em que normalmente os indivíduos reagem das mesmas maneiras, esperando soluções diferentes. A terapia cognitivo-comportamental é excelente para problemas com manifestação aguda e normalmente apresenta resultados em um curto período de tempo.

Existem outros profissionais que trabalham com a abordagem psicanalítica. A atuação com psicanálise não requer formação em Psicologia; seu principal criador e expoente, Sigmund Freud, era médico. Nessa abordagem o processo é um pouco mais longo: não há assuntos definidos por sessão (o paciente fala sobre o que desejar em cada encontro) e há um esforço para compreender quais são as lembranças ou forças inconscientes que trabalham na configuração daquele comportamento/sentimento/pensamento/sintoma, colocando a prática em termos simples de serem compreendidos. Embora o processo seja mais demorado, o autoconhecimento proporcionado pode ser maior.

Procure pelo profissional mais adequado

Também é possível, além de conhecer a abordagem teórica, saber um pouco da experiência de atuação do psicólogo. Alguns são especialistas ou possuem mais prática em terapia de casal, por exemplo. Outros realizam ótimas orientações profissionais ou de escolha de carreira; alguns se especializam em temas relevantes da atualidade, como distúrbios alimentares e depressão. Há, também, os que trabalham especialmente com algumas faixas etárias.

Saber inicialmente o que motiva sua procura ajuda muito na escolha correta. Mas se o que você sente é um mal-estar não especificado, o ideal é marcar uma hora com um profissional psicólogo de Psicologia Clínica para conversar, ser acolhido e receber as orientações mais adequadas. O importante é ter a liberdade e a tranquilidade de procurar ajuda quando necessário. Sua saúde psíquica agradece!

Autora: Thaiana Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.