7 dicas para enfrentar o medo

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7 dicas para enfrentar o medo

O medo existe diante de perigo iminentes e que muitas vezes nos impede de avançar. Aqui vão algumas dicas de como enfrentar o medo.

Sentir medo é natural e humano e não há formas de eliminá-lo. Isso por que ele tem como função nos alertar e proteger do perigo. Ele também pode ser definido como a sensação mais instintiva do ser humano. No entanto, o medo, ao longo do tempo pode se transformar em fobias e até doença. Mesmo assim, ele pode servir como uma peça importante para o nosso próprio crescimento pessoal.

Mas, o que é o Medo?

Apesar dele estar presente em todos os animais, para nós humanos, ainda pode ser pensado como um tabu social. Ele já foi considerado, por muitos povos, como o mal a ser vencido. Nos dias de hoje o medo ainda é visto como algo relacionado a fobias, terror, pânicop, doença, covardia, fraqueza etc. Por que será que, mesmo sendo um acompanhante tão antigo do ser humano, ainda é difícil compreendê-lo ou controlá-lo? Vejamos como podemos enfrentar o medo.

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O medo está presente em muitas situações, que vão desde dizer a verdade perante uma pessoa até enfrentar situações desagradáveis e arriscadas. E ele também construído socialmente conforme a cultura da comunidade em que o indivíduo está inserido.

No nível pessoal e psicológico, o medo pode se tornar uma relevante ferramenta de autoconhecimento e da compreensão de nossos limites. Para a maioria dos psicólogos, ele é um referencial do nosso ponto de partida para movimentos em escala evolutiva de nossa personalidade. Por isso, também é importante saber enfrentá-lo.

Existem diversos tipos de medo, aqueles que são racionais (consciência do risco), irracionais (sensação de insegurança), e as consideradas fobias – quando a mente estabelece o que seria “pensamento automático”.

Como enfrentar o medo?

Como função do instinto de sobrevivência, o medo ajudou a manter o ser humano vivo durante milhares de anos e por razão disso, foi o responsável por adaptá-lo às mais terríveis condições na natureza. Desta forma, o ser humano, por meio de seu repertório de experiências, conseguiu agregar estágios de desenvolvimento.

É importante reconhecer quais são as verdadeiras circunstâncias e momentos em que o medo se instala, e também como proceder nessas situações. Prepare-se para desafiá-lo. O medo, em estágios não crônicos — como aqueles da fobia — pode ser suprimido por meio do conhecimento e da prudência.

Enfrentar o medo simplesmente seguindo um roteiro de recomendações não é nada fácil. Falas do tipo “tenha coragem”, na “cara e sem vergonha” são posturas que desconsideram padrões subjetivos de cada personalidade.

Portanto, o autoconhecimento e a ajuda terapêutica são grandes aliados no controle do medo. Além disso, confira algumas dicas que ajudarão você a controlar e enfrentar o medo de forma racional e cautelosa.

Dica 1. Faça autoanálise

A reflexão sobre nossos sentimentos que nos causam o medo é a primeira atitude que devemos ter. É necessário ter uma análise profunda e meditativa sobre os aspectos mais íntimos de nossa consciência. Também é importante realizar uma observação atenta de nossos obstáculos mentais e emocionais. Sem isso, será impossível chegar a esta exploração interior. Um psicólogo é um excelente condutor para esse autoconhecimento profundo ao enfrentar o medo.

>>>Leia também: Autoconhecimento

Dica 2. Escolha consciente

No momento em que o medo se aproxima, tente criar alternativas e escolhas para a situação. Observe como a sensação de medo traz consigo memórias do passado e tente desatá-las mentalmente. Uma boa dica é usar a abstração, ou seja, sair da posição de enfrentamento para a de observador. Enxergando a situação que causa ansiedade sob outra perspectiva reduz o medo.

Dica 3. Conhecendo o inimigo

O medo deve ser exposto aos poucos em relação ao objeto que causa temor, desde que atenda às fronteiras de si e do outro. Como forma de realizar isso, observe ativamente como outras pessoas lidam com esse objeto em especial e descreva o método. Estude o objeto com clareza e não antecipe percepções.

Dica 4. Silencie a mente

A prática meditativa é uma forma conhecida de autoconhecimento. O medo faz com que a pessoa entre num estado de ruído mental e confusão psicológica. Nesta condição os pensamentos são condicionados diretamente para o fortalecimento da sensação de ansiedade e pavor. E isso gera um diálogo interno intenso, obstruindo a clareza e a objetividade do indivíduo.

Inclusive esse é um dos principais motivos por que as pessoas podem se bloquear e demorar a agir em situações de pânico ao enfrentar o medo. Aprenda a silenciar a mente de forma consciente e cotidiana. A meditação fortalecerá a mente e o ajudará a enfrentar bem até as situações difíceis da rotina.

Dica 5. Tenha autocontrole

Medos e fobias também tem relação direta com a ansiedade. Ela é o que dificulta o controle sobre a razão e as emoções, abrindo espaço para um emaranhado de sentimentos e pensamentos caóticos negativos.

A opção por métodos que buscam a serenidade, como controle respiração, exercícios físicos e meditação são excelentes indicações para manter a saúde da mente. Procure exercitar esse controle em momentos em que não há crise de medo. Com isso, no momento em que ela se instaurar, terá maior facilidade em administrar a tensão.

Dica 6. Compartilhe seu medo

Compartilhar seu medo não é criar peso em outras pessoas com seus problemas. É trocar experiências construtivas sobre suas fobias e tensões. Isso facilitará, de certa forma, um desbloqueio emocional e os ruídos mentais. Preste atenção nas reações das pessoas quando comentar.

Externalizar emoções ajuda a aliviar grandes cargas emocionais. Procure familiares e amigos próximos, com quem possa falar abertamente de como enfrentar o medo. Grupos de apoio podem ser outra excelente maneira de compartilhar, já que além de aliviar a tensão, é possível aprender com a experiência de pessoas que passaram pela mesma situação.

Dica 7. Procure um especialista

Não hesite em procurar um profissional, seja o seu medo crônico ou simples. Isso por que seu medo geralmente é associado a algo mais profundo, e um profissional poderá ajudá-lo a explorar isso. E não importa o tamanho e a complexidade do medo: ele pode ser tratado com o acompanhamento do psicólogo.

Como vimos, enfrentar o medo é algo benéfico desde que não assuma o controle de nossas vidas. Ele é natural e instintivo. O problema está em como a pessoa lida com ele. Comece a prestar atenção e aprenda a preparar-se para enfrentá-lo. Descubra como o medo pode, ao contrário do que parece, ser uma ferramenta benéfica para o seu desenvolvimento pessoal.

Compartilhar essa ideia, falando de seus sentimentos de como enfrentar o medo e aprecie o auxílio de um profissional da área!

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Autora: Thaiana Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.