Como lidar com uma pessoa narcisista

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Como lidar com uma pessoa narcisista

Uma pessoa narcisista expressa seu desdém e menosprezam as demais a fim de preservar sua própria imagem, dificultando qualquer tipo de relacionamento.

Arrogância, orgulho, pedantismo, vaidade, esnobismo. Parecem virtudes contrárias ao que moralmente consideramos como “valores de bem”. Mas estes adjetivos presumem uma personalidade maldosa ou afetada por algum tipo de problema e transtorno comportamental? Segundo psicólogos, esses e mais algumas outros sintomas pode caracterizar uma pessoa com transtorno de personalidade narcisista.

As pessoas com esse transtorno podem ser difíceis de lidar. Leia o artigo e veja o que são pessoas com transtorno de personalidade narcisista e como lidar com elas.

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O que é uma pessoa narcisista?

Narcisistas parecem simples e e descomplicadas de avaliar e identificar. No entanto, não é bem assim. Psicólogos geralmente classificam os narcisistas em diferentes níveis.

O Transtorno de Personalidade Narcisista (TPN) é o nome dado às pessoas que sofrem deste comportamento. Diferentemente do que afirma-se em textos de internet, ele não está associado exclusivamente a pessoas famosas, já que o narcisismo não possui ligação direta com posições socioeconômicas, e sim como a própria pessoa se percebe. E mais, como essa pessoa atribui valor e importância a si mesma.

Pessoas com TPN estão absolutamente convencidas de que são melhores, distintas e mais especiais do que as demais. Por quê? Essa relação hierárquica de impressão é caracterizada por determinados padrões de grandeza que assumem formas variadas, desde comportamentos auto-veneração até prepotência, que pode ser do aspecto físico-estético até o lado intelectual.

A incessante busca pela auto-admiração leva a pessoa com TPN a elevar a sua autoestima, porém desencadeando formas de não empatia entre suas relações pessoais. Esse distanciamento, muitas vezes, termina por isolar a pessoa de seu meio tornando-a mais potencialmente “especial” em relação às demais.

A “escolha” por pessoas que lhe admiram tende a criar satélites que orbitam ao seu redor. A tendência narcisista terminam, muitas vezes, por ser reconhecida por estas pessoas aduladoras. O papel destas pessoas desestimulam o diagnóstico e o entendimento pelo qual a pessoa narcisista possa se reconhecer com este transtorno.

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Como lidar com uma pessoa narcisista?

Na verdade, uma pessoa narcisista não é tão apreciada em meios sociais, justamente por ser facilmente reconhecida. Em geral, os psicólogos que estudam este transtorno afirmam que existem tipos de narcisistas que possuem traços diferenciados entre si. Veja!

Lideranças: normalmente a pessoa narcisista estima ou procura cargos de responsabilidade e/ou posições de liderança, dado que, neste sentido, pode com facilidade comandar, chefiar e influenciar seus subordinados. Tais comportamentos de liderança podem tornarem-se autoritários e sádicos, pela natureza do poder.

O que fazer?

A pessoa colaboradora e subordinada pode perder a sua motivação e o comprometimento na hora de realizar um bom trabalho, o que pode resultar em aumento stress e queda na produtividade. Para lidar com um superior com tendências narcisistas, reconheça seu perfil, tratando de ser mais flexível e procurando se adaptar ao seu perfil. Manter o controle é essencial para restabelecer o equilíbrio emocional.

Vício da autoadmiração: uma relação com uma pessoa narcisista a longo prazo, torna-se quase impossível manter vínculo. Por esta razão, seus relacionamentos muitas vezes são efêmeros e curtos.

O que fazer?

A pessoa narcisista alimenta o seu ego constantemente. Portanto, o relacionamento para ela faz parte de seu jogo de poder. Os compromissos tendem a se adaptar de forma que possam se sentir dominantes da situação, especiais e importantes. Situe-o em sua trajetória de relações partidas, e expectativas abandonadas. Estipule limites e não se ponha em circunstâncias de dependência dele.

Privilégio em todos os momentos: a pessoa com TPN normalmente permanece desconfortável em todos os ambientes, pois a sua necessidade de criar privilégios para si é constante. Tanto na hora de enfrentar algum contexto de multidão, como filas, trânsito, chamadas, discussões abertas, gastos financeiros, entre outras. Para ele, a imagem estética e o status vem em primeiro lugar.

O que fazer?

O discurso sempre se situa na auto-referência, girando em torno de si. Sempre aguarda a confirmação de suas atitudes perante os outros. Ao se confrontar com situações assim, a neutralidade em determinados momentos é importante. Não compre guerras desnecessariamente. Quem vê a concorrência para si só é ele. Às vezes, a rejeição e neutralidade possa agir positivamente. Compreenda o seu transtorno, observe, mas não dê vida à sua superficialidade. Mantenha suas opiniões e franqueza para si.

Oriente um tratamento psicológico

Ele falará sempre sobre si mesmo, em relação a tudo na sua vida e dará opiniões decretando o fim das conversas. Algumas vezes, as pessoas narcisistas podem parecer divertidas e até excêntricas, no entanto, pouca gente sabe que este é um transtorno que acomete 1% da população. O Transtorno da Personalidade Narcisista (TPN) realmente é complexo pelo fato da pessoa dificilmente se reconhecer como narcisista.

Diante desses sintomas estão ocultos emoções reprimidas, temperamento e qualidades de inferioridade. A constante necessidade de bajulação narcisista evidencia a sua dependência em relação aos outros, apesar de parecer o contrário.

Para isso, uma pessoa com TPN, precisará criar mecanismos de autoestima sem se prender a jogos de poder, para que consiga acreditar em si mesma. Deve-se buscar desenvolver o seu amor próprio, mas não seu ego, estimulando e trabalhando com sua humildade.

Para os psicólogos, o narcisismo possui formas e graus de transtorno. Por esta razão, na maioria das vezes, terá tratamentos diferenciados. Embora, o transtorno possa ser tratado, o processo terapêutico pode ser complexo e não tão breve. A conversa com um profissional ajudará à pessoa a compreender a sua natureza interna de sentimentos, bem como ela relaciona com essa sua exposição.

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Autora: Thaiana Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

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