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Será que você tem mania de controle?

Será que você tem mania de controle?

“Mania de controle” é o termo popularmente usado para descrever hábitos controladores de pessoas que têm necessidade de ordenar tudo.

O controle não está somente relacionado à organização de objetos pessoais ou de cômodos da casa. Segundo psicólogos, ele também exerce influência sobre os relacionamentos e o estado de humor.

O que é mania de controle?

A pessoa controladora sente a necessidade de ficar de olho em tudo. Ela tenta manejar a vida alheia, oferecendo palpites aqui e ali ou fazendo escolhas pelos outros, principalmente no caso de filhos, cônjuges e amigos íntimos. Para ela, a sua visão é a mais prática e eficaz, então, por que os outros não fazem como ela também?

No trabalho, o comportamento controlador é o mesmo. A pessoa acredita que o seu modo de executar uma tarefa e as suas visões são as corretas, monopolizando um projeto que deveria ser feito em equipe.

Ela deseja impor as suas vontades independentemente da situação, o que pode causar conflitos com os demais. A mania de controle muitas vezes afasta as pessoas e provoca inimizades no ambiente profissional.

Ninguém quer conviver com alguém que descarta as suas ideias, opiniões e modo de ser simplesmente porque não correspondem às suas convicções pessoais. Essa atitude, na verdade, vai à contramão do mundo, onde o elemento reinante é a imprevisibilidade.

A mania de controle também tem a ver com o controle do ambiente. A pessoa controladora deseja cessar a música alta do vizinho ou acabar com a sujeira na rua onde mora. Como não consegue fazê-lo, fica ansiosa e irritadiça à espera do desaparecimento do elemento estressor.

Sinais de que você tem mania de controle

Será que você é uma pessoa controladora? Algumas características desse comportamento são:

Valor Consulta Psicóloga Clarissa






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  • Você é muito ansioso. O controle está ligado à ansiedade já que o controlador fica apreensivo quando não pode gerir uma situação;
  • Você acredita que está sempre certo. O controle faz as pessoas não enxergarem as vivências e os pontos de vista alheios. Elas apenas atribuem importância ao seu jeito de pensar;
  • Você toma decisões por outras pessoas. Você já pensou que alguém gostaria que fizesse alguma coisa por ele, mas na verdade não tinha nada a ver? Essa postura de “querer ajudar” mesmo quando o pedido de ajuda não existe acaba incomodando as pessoas;
  • Você é inflexível. A viagem em família, o passeio com os amigos, a reunião de trabalho e quaisquer situações sociais devem acomodar as suas necessidades. Se não for assim, você não se sente bem;
  • Você não compartilha tarefas ou pede ajuda. Já que apenas o que você faz ou pensa é certo, não há necessidade de pedir ajuda ou delegar afazeres para outras pessoas; e
  • Você tem pouca compaixão. Pessoas controladoras não conseguem ver os esforços dos outros como valiosos porque o método utilizado é diferente do seu. Assim, atribuem erros e imprevistos à falta de habilidade ou incompetência, sendo pouco compassivas com as dificuldades alheias.

Como a mania de controle afeta a saúde mental?

A pessoa com que precisa controlar tudo vive estressada. Ela não consegue se desligar das suas obrigações e pendências para o dia seguinte. No tempo livre, fica matutando tudo o que precisa fazer e como executará cada um de seus planos. Mesmo trabalhando além do necessário, não sente que é eficiente.

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O controlador passa mais tempo buscando dominar o ambiente e as pessoas a sua volta do que cuidando de si mesmo. Ele corre de um lado para o outro, se descabela, rói as unhas e se cansa tentando evitar possíveis problemas.

Como nem sempre os resultados desejados se tornam realidade, ele se irrita ou fica apreensivo com mais facilidade que outras pessoas.

A energia aplicada em tentar convencer alguém a seguir um conselho, concordar com um ponto de vista ou acatar as suas instruções é excessiva. Não raro pessoas controladoras sentem cansaço mental, como se tivessem acabado de resolver uma equação matemática muito complexa.

O cérebro também precisa de um tempo para descansar! A pessoa com mania de controle raramente respeita isso e força seus limites até o ponto de esgotamento, afinal, acredita que somente por causa dela as coisas vão andar para a direção correta.

É normal pessoas controladoras desenvolverem depressão, ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo e síndrome de burnout. Nem o corpo nem a mente aguentam tamanha pressão autoimposta dia após dia.

Como combater a mania de controle?

Não é possível controlar os acontecimentos, muito menos as pessoas. Cada indivíduo tem a sua própria construção, sentimentos e propósitos. Essa distinção garante um ambiente diversificado (às vezes divertido, às vezes estressante) para crescermos como indivíduos. A pessoa incapaz de ceder o controle precisa entender essa questão.

Se você pudesse controlar cada detalhe do seu cotidiano, bem como construir amizades e parceiros perfeitos, com personalidades correspondentes à sua, a vida perderia o sentido. A graça de viver está na imprevisibilidade e nos desafios encontrados pelo caminho.

Momentos imprevisíveis nos ajudam a crescer e a nos abrir para as opiniões de outras pessoas. Dessa forma, aprendemos a ser resilientes, flexíveis, criativos, cordiais e compreensivos.

Mas como acabar com a mania de controle? Como driblar a ansiedade de não responder ao desejo de microadministrar a vida de todo mundo? Abaixo, você vai encontrar algumas dicas para ajudá-lo.

1.     Reflita porque você quer tudo do seu jeito

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Para acabar com a mania de controlar é preciso entendê-la primeiro. Pergunte-se porque apenas o seu jeito é o correto e merecedor de confiança. Se existem 200 pessoas em uma empresa, por que somente você deveria ser ouvido?

Questione-se também de onde vem o desejo de querer agradar a todos. Pessoas controladoras geralmente almejam estar no controle para não “fazerem feio” na frente dos demais. Detestam julgamentos e fazem o necessário, mesmo que não seja a opção mais sadia, para fugir da sensação de impotência.

Por fim, pergunte a si mesmo o porquê de você ter essa necessidade irresistível de controlar tarefas, pessoas e ambientes. O que não lhe agrade neles? Como você se sente quando não sucumbe a vontade de mudá-los? 

2.     Crie oportunidades para combater o controle

O controle está tomando conta de você? Agora você é o controlado por sua própria ânsia por ordem? Então, procure ou crie oportunidades para enfraquecer a vontade de controlar tudo ao seu redor!

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Fique cara a cara com uma situação desagradável a qual certamente vai despertar o seu desejo de gerir todos os aspectos dela. Depois, aceite-a da forma como ela é e resista aos impulsos para modificá-la.

Por exemplo, quem sonha em arrombar a porta do vizinho e desligar o rádio para ter mais sossego pode se permitir prestar atenção na música quando o som rolar solto sem atribuir importância a ela.

Quem não aguenta ver bagunça pela casa pode encarar a desordem de alguém ou a sua própria por alguns minutos. Já quem tem o hábito de monopolizar o trabalho na empresa pode pedir a opinião de outras pessoas e debater como as impressões delas complementam o projeto em pauta. 

3.     Converse consigo mesmo

A partir do momento que você decidir mudar e prestar atenção em seus comportamentos controladores, as suas atitudes ficarão um pouco em evidência. Isso acontece porque você passa a prestar mais atenção nelas.

Todavia, somente perceber não é o suficiente. É preciso se reeducar quando surgir uma ocasião propícia para o controle. Através de um diálogo interno positivo, você consegue explicar para si mesmo porque não ter o controle de uma situação não é tão ruim assim.

Além disso, conversar consigo mesmo é uma forma de fincar os pés no presente e deixar de pensar em catástrofes cuja probabilidade de acontecer é zero.

4.     Pratique a aceitação

Como dito na segunda dica, combater o controle tem a ver com aceitar a situação ou a pessoa do jeitinho que ela é. Pessoas com mania de controle não querem viver na realidade. Elas querem criar as suas próprias versões. Infelizmente, isso não é possível e o esforço para lutar contra o que já está concreto é desgastante.

Aceite os imprevistos, conflitos e imperfeições, especialmente se forem causadas por outros indivíduos. Se a ansiedade começar a incomodar, espere alguns minutos. Caso seja necessário, faça exercícios de respiração profunda para se acalmar. Gradualmente você vai compreender que nada de ruim aconteceu ou vai acontecer. Esse exercício pode exigir algumas repetições até que você consiga se desprender da aflição causada pela entrega do controle.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Psicóloga Thaiana F. Brotto

CRP 106524/06. CEO do consultório Psicologo e Terapia. Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC

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