Por Katia Brito
Psicóloga · CRP 06/112126
Publicado em 19/05/2015 · Atualizado em 30/06/2026
A esquizofrenia é uma doença crônica, ou seja, não tem cura e é progressiva. Envolve situações reais com situações imaginárias, gerando confusão na forma de pensar e agir do individuo portador da esquizofrenia.
Geralmente o gatilho para a descoberta da doença, que é sempre diagnosticada por um médico psiquiatra, começa pela chamada “crise de psicose”.
Essas crises podem ser manifestadas através de ações inesperadas, pois o esquizofrênico não entende bem o que está sentindo por isso ele não fala e quando acontece a crise é por meio de ações violentas ou mesmo crises de choro, resultado dos sintomas diversos como delírios ou alucinações.
As pessoas entendem que o esquizofrênico sofre devido aos frutos de sua imaginação ou crenças dele, mas de diferente modo pensa o próprio esquizofrênico, na cabeça dele tudo o que ele ouve ou vê é muito real.

A teoria que a esquizofrenia é uma doença cerebral há algum tempo atrás não podia ser provada, mas com o avanço da medicina, conseguiu-se provar que ao ter alucinações partes do cérebro são acionadas, sendo assim os surtos de perseguição ou ouvir vozes não é apenas fruto da imaginação e sim alguma alteração genética.
O psicólogo e o tratamento
É muito provável que o paciente com esquizofrenia tenha que fazer tratamento durante toda a vida, mas isso vai depender da avaliação do médico do paciente.
Contudo, tem-se observado que através do tratamento constante o paciente pode ter uma vida de boa qualidade. O papel do psicólogo no tratamento da esquizofrenia é indispensável.
O psicólogo entra com a função de agregar valores sociais ao portador da esquizofrenia, porque devido ao medo e preconceito que surge na sociedade com relação ao portador ele fica inibido a estar em ambientes sociais.
A terapia ajuda também a ser independente e como lidar com o outro, normalmente é feita em grupos de pessoas que também tenham esquizofrenia para que aprendam interagir entre si e se preparem para agir com pessoas na sociedade e aprender a lidar com as situações da vida.
Outra parte do tratamento psicológico é a orientação familiar. A família precisa entender sobre a doença para que consigam conviver com o paciente e controlar o estresse causado pela doença.
Além do tratamento psicológico, é indispensável acompanhamento médico de um psiquiatra para avaliar o uso da medicação para inibir os efeitos mais graves da doença que o impedem de conviver com outras pessoas.

Autor: Psicóloga Katia Cristina Brito - CRP 06/112126Formação: Psicóloga com mais de 15 anos de experiência, com atuação clínica voltada ao atendimento de adultos e adolescentes. Possui formação com enfoque psicanalítico e especialização em Neuropsicologia, com atualização constante em neurociências e saúde mental.
Outros artigos com Tags semelhantes:
- Transtorno de Personalidade Borderline: Sintomas e Tratamento
Entre os problemas psicológicos conhecidos e de certa forma comuns, existe um de difícil diagnóstico: O transtorno de personalidade borderline. O diagnóstico e tratamento requer bastante cautela e experiência por [...]
- Transtorno Bipolar: Sintomas, Causas e Tratamento
Como o próprio nome já sugere o Transtorno de Afetividade Bipolar - TAB é caracterizado por uma transformação brusca de humor de uma hora pra outra, afirmam os psicólogos. Posso [...]
- TOC: Estratégias para lidar com o transtorno
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é uma condição relativamente comum. Cerca de oito milhões de brasileiros precisam conviver com os seus sintomas todos os dias. De acordo com este estudo, a [...]













