7 fatos sobre a dependência química

7 fatos sobre a dependência química

A dependência química é uma doença crônica e possui muitos fatores, significando que sua causa deve ser estudada por um terapeuta qualificado

A dependência química é muito mais comum do que as pessoas imaginam. Ela é numerosas vezes citadas na TV, embora noticiada como caso de segurança pública. E a dependência química não é defeito de caráter e sim uma doença como alertam os médicos e psicólogos.

Leia o artigo e entenda o que é a dependência química e como ajudar que sofre dessa doença.

O que é a dependência química?

A dependência química foi demarcada e catalogada na Classificação Internacional de Doenças (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS) da seguinte forma:

“Conjunto de fenômenos comportamentais, cognitivos e fisiológicos que se manifestam após o uso recorrente de certa substância. De acordo com o CID, o código para a dependência química é o F19 sob o registro “Transtornos Mentais e Comportamentais Devido ao Uso de Múltiplas Drogas e ao Abuso de Substâncias Psicoativas”.

De acordo com os dados da ONU, cerca de 240 milhões de pessoas são usuárias de algum tipo de droga que causa dependência. A dependência química ocorre quando a pessoa torna-se incapaz de resistir à vontade do uso de substâncias.

É importante assinalar que existem muitos níveis de dependência química. A famosa e inocente cervejinha no final do dia pode ser um tipo de dependência. Ou seja, ela não é exclusividade dos indivíduos que são capazes de cometer determinadas transgressões para obtenção da droga.

7 fatos sobre a dependência química para você saber

Assim, existem diferenças evidentes entre os vários tipos de drogas e as suas consequências no organismo humano. Vamos listar 7 informações importantes para compreender melhor as características da dependência química.

1º Fato: como a dependência química afeta a pessoa?

A dependência química é uma doença que possui diversas origens que vão desde fatores que implicam na quantidade e constância da droga, fatores genéticos, saúde da pessoa e condições psicossociais.

Como vimos a pessoa pode perder o controle do consumo da substância. E isso afeta todos os aspectos da vida do usuário, no âmbito mental, emocional e físico. A dependência química deve ser encarada como ela é: uma doença. E precisa do tratamento adequado.

2º Fato: existe fatores de risco?

Hoje as drogas estão sendo consumidas cada vez mais. A primeira instância, usar substâncias químicas é sinônimo de felicidade e prazer. Buscar o prazer sempre foi a meta da humanidade na história.

Mas não é apenas o prazer que compele o indivíduo ao uso e abuso de substâncias. Problemas emocionais, sociais e mentais são os maiores fatores de risco. Por isso, o tratamento completo muitas vezes envolve a terapia, para tratar os transtornos que levam ao uso de drogas e são agravados por ela. Também é preciso tratar toda a questão social destas pessoas.

É muito importante agir sem preconceito. Qualquer pessoa pode acabar desenvolvendo dependência e isso não deve ser tratado como motivo de vergonha ou falha moral. Um dependente químico possui uma doença crônica e necessitará de apoio dos familiares e amigos para conseguir superar seu problema e poder ter uma vida normal.

3º Fato: não há exclusividade entre drogas lícitas e ilícitas

O álcool e o fumo, por exemplo, são drogas lícitas, de acesso fácil e do comércio comum. Ambas são consideradas de alto risco de dependência, tendo em seus ingredientes elementos tóxicos.

Seguido destes, temos as anfetaminas e alguns tipos de esteroides que são adquiridos por prescrição ou vendidos livremente em farmácias. Em menor grau, mas não menos importante, temos o consumo produtos populares como café, refrigerante, doces etc. Eles podem não ter o mesmo grau de dependência, mas seu abuso pode causar problemas de saúde.

4ª Fato: influências internas e externas

Há fatores biológicos, de origem genética que aumentam o risco de dependência.

Além disso, o uso durante a gestação, ambientes familiares onde há dependentes químicos, riscos de saúde mental e psicológicos, falta de conhecimento sobre como lidar com influências externas à família, aumentam a chance da pessoa vir a desenvolver uma dependência, entre outras.

Pessoas que possuem distúrbios emocionais e psicológicos, como por exemplo, depressão e ansiedade, também tem mais predisposição ao abuso de substâncias psicoativas.

5º Fato: sintomas da dependência

Cada substância apresenta sintomas de dependência bem específicos. No entanto, alguns podem ser bem comuns a todas elas, o que ajuda a identificar o problema. Confira.

  • Forte desejo para consumir a substância.
  • Dificuldades em controlar o comportamento de consumo.
  • Estado de abstinência fisiológica ao cessar o uso.
  • Abandono progressivo de interesses em favor do uso da substância.
  • Persistência no uso da substância, mesmo sabendo que a mesma é nociva.

Quando o individuo inicia um tratamento, os sintomas de abstinência podem causar perturbações e alterações comportamentais sérias. Porém, a abstinência é passageira. O apoio de um psicologo para este período é fundamental.

6º Fato: reconhecer que é uma doença

Reconhecer o problema é um grande passo dado. Entender como funciona o controle dos desejos involuntários, dos pensamentos e emoções mediante a dependência é restabelecer um primeiro tratamento de consciência.

Mas para isso, a pessoa necessitará buscar pessoas próximas em que possa construir relações de confiança. Assim, quanto mais informações e conhecimento sobre seu problema, maior será a chance de tratamento. Dependência química é uma doença e não indolência.

7º Fato: necessidade de buscar ajuda

Em geral, muito se discute sobre a possibilidade da pessoa dependente conseguir livrar-se sozinha do vício. Segundo os psicólogos que trabalham e estudam sobre os mais diversos tipos de transtornos causados pelas substâncias químicas, este pode ser também um é um grande e terrível mito.

O vício é muito difícil de ser tratado. O papel do psicólogo neste tipo de tratamento é muito importante, já que poderá aprofundar questões mais complexas na sua vida. Ao achar que pode sair sozinho, muitas pessoas acabam aprofundando o problema.

Como a psicologia trabalha com a dependência química

Em primeiro lugar, a dependência química é considerada uma doença, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A dependência está envolvida por tabus sociais, o que prejudica a realização do seu diagnóstico e consequentemente, seu tratamento. A maioria dos usuários são apontados e estigmatizados como sujeitos criminosos, agravando ainda mais o seu problema.

As pessoas usam drogas por diversas razões que vão desde transformar algo em seu interior, adaptações culturais de uma sociedade, buscar fugir de algum problema, resistir a determinadas formas de relação, experimentação etc.

Os dependentes precisam reconhecer seu problema e buscar ajuda psicológica. Neste sentido, existem muitos tipos de tratamento e uma das mais populares são as internações em comunidades terapêuticas.

A internação voluntária é aquela em que o dependente está consciente e busca ajuda para sua recuperação. Por outro lado, temos a internação involuntária, ou seja, tratamento indicado para dependentes que não reconhecem a necessidade de internação e apresentam risco para si e para seus familiares.

A terapia psicológica é fundamental para o tratamento de recuperação de indivíduos dependentes. É ela que ajuda o indivíduo a alcançar a sua harmonia e restaurar sua autoestima.

Autora: Thaiana Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

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