Psicólogo e Educação dos Filhos

Psicólogo e Educação dos Filhos

Psicoeducação para pais e filhos.

A educação de um filho não se limita a colocá-lo em uma escola ou garantir que tenha o dia inteiro ocupado com atividades esportivas ou de estudo. A relação saudável ente um pai e seu filho é um trabalho construído desde os primeiros dias de nascimento, momento em que o bebê é extremamente dependente e confia em quem o cuida. Com o tempo, a independência chega, alguns cuidados diários não são mais necessários (escovar os dentes, tomar banho, vestir o calçado…), mas a confiança permanece.

Em qualquer idade, escutar o que o filho tem a dizer exige disponibilidade, entendimento e sensibilidade – sentimento chamado empatia, quando é possível se colocar no lugar do outro e o compreender sem fazer críticas destrutivas, mesmo que o propósito seja educacional.

Distanciamento emocional

Em todas as etapas da vida, o ser humano precisa de alguém em quem possa confiar e essa condição não é diferente com crianças mais velhas e adolescentes – faixas etárias que mais buscam ajuda psicológica especializada.

Segredos, angústias, decepções, traumas, sofrimentos e ações inadequadas à sociedade fazem parte da vida de todo o mundo, mas adultos normalmente possuem mais bagagem para lidar com essas situações. Crianças e adolescentes ainda estão em processo de aprendizado, por isso críticas negativas e interjeições como “você não tem idade”, “você ainda não tem essa capacidade”, “vai ficar de castigo para aprender” são as maiores causas do distanciamento entre pais e filhos.

Qual é a atitude mais esperada do ser em desenvolvimento? Não comentar, não conversar, não pedir opinião, não desabafar, e assim por diante. Nesse momento, pais não conhecem mais as ideias e vontades dos filhos, muitas vezes alcançando um ponto tão crítico que mudanças comportamentais ficam evidentes quando o caminho é de difícil retorno.

Diálogo genuíno

A relação presencial, o toque, as palavras de carinho e ensinar o que é realmente preciso saber são atitudes preventivas de um caminho sem volta e que não estão muito presentes na atualidade. A realidade é que as relações entre os seres humanos estão imediatistas, sempre facilitada pelo uso de computadores, tablets, smartphones, etc. Exercitar o “escutar com atenção”, de modo a fazer perguntas demonstrando real interesse sobre o que acontece com o filho é muito diferente do que fazer longos e entediantes questionamentos que invadam a privacidade da criança/adolescente.

Quando precisar comunicar seu sentimento em relação a alguma coisa feito pelo filho, é possível tentar dessa maneira:

  • Diga o que está sentindo (a emoção), por exemplo, se está triste, nervoso, com raiva, indignado, decepcionado, etc.
  • Explique o que acha, a partir do seu ponto de vista. Exemplo: conte que ele foi a uma festa e o combinado era chegar até meia noite, porém passou do horário.
  • Dê sugestões para mudanças e aponte os benefícios. Sugira que, se for passar do horário, avise, mas que sempre espera que o combinado seja cumprido, assim, a confiança permanecerá entre os dois.

O que é a psicoterapia familiar?

É uma terapia realizada para melhorar a comunicação entre pais e filhos. Em muitas situações, ambos não têm habilidades e ferramentas para manter um diálogo aberto e tranquilo, ou seja, alguma das partes tem que aprender a ceder, expressar seus sentimentos de forma clara, a fim de dar a oportunidade para que o outro comece a fazer o mesmo.

O objetivo principal da terapia é auxiliar a família na conquista ou reconquista de relações harmoniosas, saudáveis e respeitosas entre eles. Trabalhar a integração entre as partes ajuda com o reconhecimento da importância do outro em sua vida.

Autora: Thaiana Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

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