Sinceridade ou ‘sincericídio’: é necessário o bom senso

Categoria dos serviços do psicólogo: ajuda emocional
Sinceridade ou Sincericídio

Ser sincero é uma excelente característica, mas é importante, também, que se tenha bom senso na hora de usar a sinceridade. Quando em excesso, a sinceridade pode ofender e magoar o outro.

Há pessoas que sentem muita dificuldade para estabelecer até onde é possível ser sincero e, por conta disso, acabam se prejudicando nas suas relações pessoais e de trabalho. O mundo corporativo não perdoa indivíduos assim. Então, se você faz parte deste grupo, procure um psicólogo para entender melhor porque isto ocorre e como controlar.

Alguns acreditam que uma das regras da boa educação dita que uma pessoa educada é aquela que se mantém de boca fechada. Mas isto não é 100% verdade. O ideal é saber controlar a língua, ser capaz de dizer coisas agradáveis, mas também saber ser crítica quando necessário.

Você até pode e deve, em algumas situações, falar uma coisa negativa sobre e/ou para o outro. Mas é preciso cuidar da forma e do tom de como fazer isto sem magoar seu interlocutor.

Como a psicologia entende a sinceridade em excesso

Se você estiver procurando psicólogo em São Paulo, para buscar ajuda emocional, então conheça os psicólogos que prestam serviços de psicologia no nosso consultório, veja o valor das sessões e agende sua consulta aqui mesmo pelo site.

A linha entre a sinceridade e a franqueza desmedida é muito tênue, segundo a psicologia. O excesso de franqueza significa falta de autocontrole. Por isso, nada como ter bom senso e cuidado para saber dosar com moderação os ímpetos de franqueza e sinceridade. Devemos ser sinceros, mas não a ponto de ferir o outro. Vamos ver alguns exemplos práticos.

Você é convidado para um jantar na casa de amigos. Na hora de comer, percebe que a comida está ruim. Você deve falar para os anfitriões que não gostou da comida? Não é necessário. Coma pouco e diga que está de dieta ou que comer muito à noite não lhe faz bem. Também não precisa dizer que está tudo uma delícia. Não expresse nenhum julgamento sobre a comida.

A sinceridade em excesso só é aceita quando falamos de crianças. Elas são francas porque ainda não sabem que uma palavra mal empregada, por exemplo, pode ferir alguém. Por isso, relevamos quando ouvimos uma criança sendo franca demais. Mas quando um adulto diz uma coisa negativa que pensa, sem filtro, causa antipatia e até corre o risco de perder um amigo.

No ambiente de trabalho, como já dissemos, o cuidado deve ser redobrado. Imagine um profissional dizendo para seu chefe que não gosta dele e que não vai fazer o mínimo esforço para aceitar seus pedidos e suas orientações. Não é possível, não é mesmo?

Cuidados para evitar a sinceridade em excesso

  • Elogie sempre que possível;
  • Quando for preciso reclamar, escolha bem as palavras e não seja grosseiro;
  • Na hora de criticar, escolha o momento certo e use termos adequados;
  • Evite perguntas indiscretas;
  • Ao ser perguntado sobre alguma coisa, seja verdadeiro, mas sem ofender;
  • Tome cuidado na hora de dar conselhos, não exalte os defeitos da pessoa, mas suas qualidades;
  • Evite fazer parte de círculos de fofocas;
  • Conforme-se que, às vezes, uma ‘mentirinha branca’ pode ajudar nas relações.

Psicólogos alertam

Claro que é importante sermos verdadeiros em nossas relações, expormos o que estamos sentindo e pensando. Porém, o que os estudos da área de psicologia alertam é quanto ao perigo de se confundir sinceridade com o excesso de franqueza, como já dissemos. É o exagero que pode causar consequências negativas.

O segredo está em saber se policiar para não falar tudo que vem à cabeça. Saiba expressar sua opinião, mas tenha sempre uma boa dose de cautela e sabedoria para não usar mal as palavras e causar danos para os outros e para você mesmo.

Quem leu esse texto também se interessou por:

Autora: Thaiana Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.