Sinceridade demais pode atrapalhar?

Categoria dos serviços do psicólogo: crescimento pessoal, crescimento profissional
Sinceridade demais pode atrapalhar

Quando pequenos, aprendemos que a sinceridade é uma virtude e que sempre devemos falar a verdade. Sem dúvida, ser sincero é ser verdadeiro e honesto. Porém, há situações em que a sinceridade acaba atrapalhando e tendo consequências sérias. Isto porque, às vezes, em uma relação com um amigo, colega de trabalho ou familiar, a sinceridade pode pôr tudo a perder, dependendo da interpretação que o outro dá ao que ouve. O papel do psicólogo, neste contexto, é orientar o paciente a administrar como agir e identificar, da melhor forma possível, a dose de sinceridade adequada para cada caso.

Para fazer a melhor escolha quanto a ser sincero ou não, o melhor é observar com quem você está lidando. Reflita se em determinada situação a chamada “boa mentira” pode funcionar com aquela pessoa. Há casos, também, em que simplesmente a omissão pode causar um efeito bem menos nefasto do que a sinceridade absoluta.

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E, há ainda, aqueles momentos em que, mesmo sendo difícil, você vai ter que ser sincero, falando a verdade, mesmo que a pessoa na hora se revolte. Mas, depois, ela vai se sentir melhor e entender que foi para o bem que você agiu assim. Uma crítica sincera e honesta ajuda a melhorar não só o outro, mas a comunidade onde se vive.

Procure ser sincero consigo mesmo

Já quando estamos falando em ser sincero consigo mesmo, ai não há espaço para inverdades. Porque aquele que mente pra si mesmo tende a viver um conflito interno atormentador. O ser humano precisa ser verdadeiro consigo próprio, reconhecendo suas próprias faltas e administrando internamente seus fracassos e falhas. É assim que estas fraquezas são superadas.

No trabalho do psicólogo, voltado à terapia de casais, é muito comum surgir conversas sobre situações em que a sinceridade deve ser aplicada como se fosse um remédio, ou seja, nas doses certas, já que em excesso, pode até matar, não é mesmo? Às vezes, o parceiro ou parceira já está deprimido e triste com um episódio que acabou de acontecer no trabalho, por exemplo. Ele chega em casa e conta como agiu e você percebe na hora que ele errou. O que falar? Apontar o dedo na ferida?

É ai que se deve contar com as pequenas falsidades, que são mecanismos fundamentais para não atrapalhar ainda mais o estado de desânimo do outro. Amenize seu comentário, com frases do tipo: “entendo como você está se sentindo” ou “você precisa relaxar porque amanhã as coisas vão estar mais claras”. Elas funcionam muito mais como calmantes do que comentários do tipo: “você errou, não deveria ter falado isso” ou “com esse seu comportamento, você mereceu o que aconteceu depois”.

O silêncio é de ouro

As palavras ferem, causam mágoas e se você perceber que não é indicado dar sua opinião num determinado momento, o silêncio é a melhor solução. Já dizia o velho ditado: a palavra é de prata, o silêncio é de ouro. Durante uma discussão, quando os ânimos estão exaltados e quase não há tempo para se falar o que se está pensando, melhor que um comentário desmedido é calar-se.

Isso evita deixar o interlocutor magoado e, raramente, causa arrependimento. Quando estamos ansiosos, sob pressão e inseguros, temos dificuldade em nos expressar corretamente e ter uma fala bem articulada. O mais recomendado é organizar as ideias e deixar para falar depois, quando a conversa estiver mais calma.

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Autora: Thaiana Brotto(Psicóloga CRP 06/106524)

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