Existe o ciúme saudável?

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Ciúme Saudável

Você sabe identificar qual?

O ciúme geralmente é visto como um aspecto negativo em qualquer tipo de relacionamento. Seja o ciúme em uma relação amorosa, seja no convívio entre amigos ou mesmo entre pais e filhos, esse sentimento costuma aparecer sempre em algum momento da vida, mas às vezes ele não é ruim. Existem determinadas situações em que o ciúme pode ser saudável e serve até para reforçar a relação. Porém, é preciso ter cuidado para que ele não se transforme em algo que cause perturbações ou até mesmo distúrbios. Se isso acontecer, será necessário frequentar um psicólogo capacitado e identificar meios de normalizar a situação. Veja no post muito mais sobre este assunto.

Mas existe ciúme saudável?

A resposta é direta: existe, mas também vale ressaltar que há uma linha tênue entre o ciúme considerado saudável e aquele ciúme sufocante que só traz prejuízos à relação.

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O ciúme saudável se confunde com uma certa dose de preocupação e talvez com um excesso de zelo, de carinho. É um sentimento que faz com que, em uma relação monogâmica, por exemplo, o outro se sinta valorizado e importante no relacionamento. Este sentimento aparece principalmente em momentos em que a relação, por algum motivo, se mostra ameaçada, e então o ciúme moderado pode ser interpretado como uma forma de mostrar que o relacionamento é importante e que existe o medo de comprometê-lo.

Além disso, o ciúme dito como saudável, em alguns casos, pode ser simplesmente um reflexo de problemas de autoestima, de autoconfiança e de insuficiência. Quando alguém não se sente seguro tanto consigo mesmo quanto com a relação, é normal se sentir ameaçado em alguma situação que propicie o ciúme.

Quando o ciúme gera problemas

No entanto, quando o ciúme passa do ponto aceitável e se torna uma obsessão constante que gera brigas, desconfiança e incômodos frequentes, ele pode se tornar (muito) problemático. Quando assume um caráter obsessivo, o ciúme pode acarretar em paranoia e sentimento de possessão, que só fazem mal para quem o sente e que podem colocar a relação em risco, além de prejudicar a saúde individual de quem desenvolve estes sentimentos.

Em alguns casos, a pessoa pode não ter motivos reais para sentir ciúme, mas ainda assim inventa evidências para apoiar sua ideia de que a relação está em jogo. Nestes casos, o ciúme pode se tornar tão irracional a ponto de tudo virar um motivo para brigas, desentendimentos e discussões.

A principal diferença entre os dois graus de ciúme se resume à forma como lidamos com a situação em que surgem.

Como lidar com o ciúme

O primeiro passo para aprender a lidar com o ciúme é entender de onde vem este sentimento. Ele pode ter origem nas nossas próprias inseguranças e, em alguns casos, não ter nenhuma relação com fatores externos. Nestes casos, é importante aprender a confiar – tanto em si mesmo quanto no outro. Trabalhar a autoestima também é essencial para nos tornarmos menos críticos de nós mesmos e para que sejamos capazes de aprender a “confiar no nosso taco”.

Porém, é importante saber identificar também quando o ciúme ultrapassa a barreira do tolerável e se torna obsessivo. Crises de ciúme frequentes e acusações infundadas atrapalham a dinâmica saudável de qualquer relação e tornam qualquer pessoa psicologicamente vulnerável a desenvolver algum tipo de distúrbio, que pode afetar a vida em suas mais diferentes áreas.

O ciúme causado pela falta de confiança em si mesmo e pela baixa autoestima pode até aparecer, de início, em um relacionamento amoroso. Mas é possível que o problema se agrave a ponto de afetar a vida no trabalho, na família e com os amigos. Nestes casos, é essencial procurar ajudar de um psicólogo que ajude a entender as raízes do ciúme, a identificar o que gera o problema e que saiba apresentar novas formas de ver a situação, tratando a questão da maneira mais adequada.

Se você precisar de ajuda de um psicólogo, entre em contato.

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Autora: Thaiana Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.