Por Daniela Gilardi
Psicóloga · CRP 06/75614
Publicado em 14/04/2026 · Atualizado em 15/07/2026
Não é novidade alguma que estamos em uma era com números alarmantes de pessoas ansiosas em todo o mundo, não é mesmo? Por isso mesmo, torna-se essencial conhecer quais são os tipos de ansiedade mais comuns.
Neste artigo, separamos algumas informações úteis para que você consiga compreender melhor o tema e saber quando é o momento de procurar ajuda. Boa leitura!
O que é ansiedade?
A ansiedade é uma reação natural do ser humano que está relacionada à preocupação antecipada com alguma situação que está para ocorrer.
Seja com relação ao trabalho, a mudanças na rotina ou quaisquer outras circunstâncias do cotidiano.

No entanto, quando essa questão de saúde psicológica faz a pessoa sentir preocupação excessiva, angústia, irritabilidade e demais sintomas.
6 principais tipos de ansiedade
Conforme explicamos acima, diferentemente da ansiedade comum que as pessoas podem sentir uma vez ou outra, o transtorno de ansiedade geralmente é caracterizado por crises de ansiedade extrema e que podem variar de acordo com cada paciente.
Abaixo listamos alguns dos principais tipos de ansiedade para que você possa se atentar e identificar de forma mais precoce. Confira:
1. Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)
Este é um dos tipos mais comuns de transtornos de ansiedade, sendo que indivíduos com esta condição tendem a sentir a todo momento uma preocupação extrema, ainda que até então não exista qualquer justificativa para ficar assim.
Pode-se afirmar que o paciente com Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) sente uma tensão exagerada em relação às situações de sua vida e, no geral, ela é desenvolvida em pessoas que já têm alguma outra condição, a exemplo da depressão ou de alguma fobia.
2. Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)
Em situações de Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), existem padrões de ansiedade ao mesmo tempo em que há ideias obsessivas e/ou comportamentos repetitivos, os quais acontecem independentemente da vontade da pessoa.
Vale dizer que esses comportamentos acontecem de forma intrusiva, fazendo com que o paciente busque amenizar a ansiedade quando os pratica. Contudo, é preciso lembrar que esse alívio é temporário.
3. Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)
Nos casos de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), como o próprio nome sugere, o indivíduo tende a ter problemas com ansiedade intensa depois de passar por experiências traumáticas, a exemplo de acidentes, desastres ou violência.
Essa condição de saúde mental provoca picos de estresse que podem aumentar bastante a ansiedade, já que a pessoa inevitavelmente revive as memórias negativas do trauma, o que a leva a tentar evitá-las ao máximo.
4. Transtorno do Pânico
Nesta modalidade de transtorno, as crises de ansiedade acontecem repentinamente, deixando a pessoa em estado de verdadeiro terror, ou seja, com quadro de pânico e medo extremo acompanhados de alguns sintomas físicos, tais como falta de ar e palpitação.
Uma vez que surge de forma inesperada, o indivíduo com transtorno do pânico enfrenta um momento de mal-estar com reações que ficam fora de seu controle, deixando-o totalmente desconfortável e em pânico.
5. Transtorno de Ansiedade Social (TAS)
Aqui há um tipo de ansiedade intensa que a pessoa sente ao imaginar que terá um julgamento ou avaliação negativa de outras pessoas em situações sociais. É importante destacar que a ansiedade é tanta que elas podem até evitar qualquer contato social.
Este transtorno possui características incapacitantes e limitantes, pois os pacientes comumente passam a ficar cada vez mais retraídos devido a essa ansiedade irracional de interagir socialmente.
6. Agorafobia
Trata-se de um transtorno de ansiedade em que o paciente tem um medo intenso de estar em uma situação ou um lugar que seja difícil de escapar ou de pedir ajuda caso necessite, por exemplo, caso ele esteja passando por uma crise de pânico.
Comumente, essa ansiedade extrema acontece em situações normais do cotidiano, quando o indivíduo precisa realizar algumas atividades, tais como utilizar o transporte público, entrar em filas ou até mesmo em simplesmente sair de casa.
Quais são os sintomas mais comuns dos diferentes tipos de ansiedade?
Embora cada tipo de transtorno de ansiedade possua os seus sintomas específicos, existem sinais gerais que costumam aparecer na maioria dos casos e que servem como um alerta importante para identificar quando algo não vai bem.
Dentre os sintomas mais comuns, podemos citar os seguintes:
- Preocupação excessiva e constante;
- Medo ou apreensão além do normal;
- Inquietação;
- Irritabilidade ou impaciência frequente (mesmo sem motivo aparente);
- Sensação de “nó” na garganta e de aperto no peito;
- Dificuldade de concentração;
- Alterações no sono (insônia ou sono excessivo);
- Cansaço constante;
- Tensão ou dor muscular persistente;
- Batimentos cardíacos acelerados (taquicardia);
- Náuseas, vômitos ou diarreia;
- Falta de ar ou sensação de sufocamento;
- Sudorese (suor excessivo);
- Tontura ou sensação de desmaio.
É preciso lembrar, mais uma vez, que cada caso deve ser analisado individualmente, pois varia de pessoa para pessoa, tanto na intensidade dos sintomas quanto na frequência com que ocorrem. De todo modo, um especialista deve ser consultado.
Como tratar um transtorno de ansiedade?
O tratamento dos transtornos de ansiedade deve ser realizado assim que o paciente receber o diagnóstico, pois, se não for adequadamente tratada, a ansiedade pode prejudicar seriamente a vida da pessoa, trazendo inúmeras consequências.
Convém mencionar que, além do transtorno, podem ser desencadeados outros problemas de saúde, tais como cansaço crônico, exaustão ou estafa mental, doenças gastrointestinais e neurológicas, além de baixar a imunidade, sujeitando a pessoa ao desenvolvimento de infecções.
Para tanto, o tratamento de um transtorno de ansiedade geralmente envolve as seguintes técnicas:
Mudanças no estilo de vida
Adotar hábitos saudáveis é um passo fundamental para o controle da ansiedade, o que pode incluir uma rotina de sono regular, a adoção de uma alimentação equilibrada e a redução do consumo excessivo de estimulantes, a exemplo da cafeína.
Logo, pequenas mudanças no dia a dia podem impactar positivamente a maneira como o corpo e a mente reagem ao estresse.
Prática de atividades físicas
Não há dúvidas de que a prática regular de exercícios físicos contribui para que o corpo e a mente se tornem mais saudáveis, inclusive favorecendo a sensação de bem-estar e aumentando a qualidade de vida.
Além disso, ajuda a reduzir a tensão muscular e melhora o sono, fatores diretamente ligados à ansiedade.
Uso de medicação
Em alguns casos, o tratamento com o médico psiquiatra pode indicar o uso de medicamentos para ajudar no controle dos sintomas, principalmente quando a ansiedade é mais extrema ou persistente.
Portanto, a utilização deve ser sempre orientada por um profissional de saúde, evitando a automedicação e garantindo que o caso seja adequadamente tratado.
Psicoterapia
A psicoterapia por si só é uma prática essencial para qualquer pessoa, sendo uma das abordagens mais eficazes no tratamento dos transtornos de ansiedade.
Assim, mediante o acompanhamento de um profissional qualificado, é possível identificar padrões de pensamento, compreender gatilhos emocionais que provocam as crises de ansiedade e desenvolver estratégias para lidar com ela.
Portanto, conte com os nossos especialistas para realizar sessões de psicoterapia online no tratamento da ansiedade!
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Autor: Psicóloga Daniela Gilardi Torres Marques - CRP 06/75614Formação: Daniela Gilardi é psicóloga há 22 anos e possui ampla experiência no atendimento a adultos e casais. Atua com Terapia Cognitivo Comportamental e Gestalt trabalhando queixas como ansiedade, relacionamentos, carreira, depressão, autoestima, estresse, autodesenvolvimento, autoconhecimento...
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