Por Rosangela Silva Santos
Psicóloga · CRP 06/155562
Publicado em 28/07/2026
Você sabia que existem diferentes tipos de ansiedade?
Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT), Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), agorafobia, Transtorno de Ansiedade Social (TAS), Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e síndrome do pânico.
Conhecer essa variedade de condições é importante para conseguir identificar quando você ou uma pessoa próxima e querida está passando pelo problema.
Em nosso blog, contamos com uma série que aborda todos esses tipos para que você possa conhecê-los melhor, sendo que no post de hoje falaremos sobre a síndrome do pânico.
Por isso, continue acompanhando para saber mais a respeito do assunto, como causas, sintomas e tratamentos. Boa leitura!
O que é a síndrome do pânico?
A síndrome do pânico consiste em um transtorno de ansiedade em que ocorrem crises repentinas de pânico. Dentre os sintomas que surgem durante um ataque, estão o medo, o desespero e uma forte sensação de que algo ruim pode acontecer.
Quanto mais frequentes forem as crises, mais a qualidade de vida e a saúde mental do indivíduo são afetadas. Afinal, por ser uma experiência muito desagradável e assustadora, ele começa a evitar certas situações para não sofrer com os sintomas.
Quais são os sintomas da síndrome do pânico?
Como mencionamos, a síndrome do pânico é caracterizada pela ocorrência sucessiva de ataques de pânico, impedindo que a pessoa leve uma vida normal devido ao medo que esses trazem.
Nesse sentido, durante uma crise, que tem seu auge em 10 minutos, os principais sintomas são:
- Taquicardia
- Aperto no peito
- Sensação de sufocamento
- Sudorese excessiva
- Tremor
- Náusea
- Tontura
- Falta de ar
- Medo de perder o controle e/ou de morrer
Além desses sinais momentâneos, uma pessoa com síndrome do pânico também tem seus dias afetados pela:
- Ansiedade constante
- Dificuldade para dormir
- Presença de pensamentos intrusivos
- Taquicardia
- Medo de encontrar gatilhos que possam desencadear novas crises
Portanto, seus efeitos podem ser duradouros e persistentes.
Quais são as causas da síndrome de pânico?
A síndrome do pânico tem sua origem na ansiedade patológica. Isso significa que indivíduos ansiosos que não mantêm qualquer tipo de tratamento podem ter maior facilidade para desenvolver essa condição.
Ademais, acredita-se que essa síndrome possa surgir a partir de uma combinação de outros fatores, como:
- Genética
- Acúmulo de estresse
- Situações de tensão emocional (luto, término de relacionamento, acidentes, etc.)
- Abuso de substâncias ou abstinência
- Anormalidades neurológicas
Independentemente da causa, o que se sabe é que a síndrome do pânico é um transtorno de ansiedade – que pode aparecer na adolescência ou na fase adulta, gerando crises em qualquer lugar, uma vez que a pessoa não tem controle.
Daí a necessidade de diagnóstico e tratamento o quanto antes.
Como tratar a síndrome do pânico?
Se você sofre com sintomas e crises como as que listamos aqui, então é necessário procurar um psicólogo ou psiquiatra para fazer um diagnóstico. Quanto antes ele for realizado, mais rápido você consegue recobrar a sua qualidade de vida.
Vale dizer que, na consulta, será necessário compartilhar quais sintomas você tem experimentado, com que frequência eles aparecem e como isso tem afetado o seu comportamento.
Para além disso, durante a anamnese, o especialista também solicitará os históricos médico e familiar para maior precisão do diagnóstico.
Já com relação ao tratamento, esse é multidisciplinar, envolvendo desde a mudança de hábitos até o acompanhamento com profissionais qualificados. Veja melhor a seguir:
Acompanhamento psicológico
A terapia é indispensável no tratamento da síndrome do pânico. Afinal, ela:
- Ajuda na identificação de gatilhos que levam às crises;
- Contribui para a modificação de padrões de pensamento e comportamento prejudiciais e de crenças limitantes;
- Auxilia no desenvolvimento de técnicas para reduzir a apreensão e preocupação;
- Promove o autoconhecimento e a inteligência emocional.
Além disso, o psicólogo auxilia o paciente a ressignificar e reestruturar outras áreas da vida que acabam sendo prejudicadas por causa do seu comportamento ansioso, como relacionamento amoroso, desempenho profissional ou acadêmico e sua autoestima.
Uso de medicamentos
Remédios psiquiátricos, como os ansiolíticos, podem ajudar a minimizar a intensidade dos sintomas e a frequência das crises de pânico. Contudo, eles só podem ser consumidos mediante prescrição médica – especialmente de um psiquiatra.
Prática de técnicas de relaxamento
As técnicas de relaxamento devem ser realizadas frequentemente tanto no sentido de evitar o surgimento de novas crises quanto no momento em que essas aparecerem.
Entre algumas técnicas conhecidas para este fim estão:
- Meditação
- Yoga
- Caminhada
- Alongamento
- Controle da respiração
Além disso, vale dizer que tomar um banho quente, pedalar em meio à natureza, beber um chá calmante e fazer exercícios de visualização também podem ajudar no relaxamento.
Convém mencionar que, por meio delas, você consegue trabalhar a sua autorregulação emocional e, assim, se beneficiar de variadas formas.
Prática de mindfulness
As crises de pânico acontecem pelo que se imagina do futuro. Por causa disso, é preciso manter sempre a conexão com o momento presente, sendo um bom caminho para isso a prática de mindfulness, que traz esse foco para o “aqui e agora”.
Inclusive, essa é uma dica valiosa tanto para o dia a dia – como forma de reduzir a ansiedade e, consequentemente, as crises – como também para o momento dos ataques.
Isso significa que, quando as crises de pânico vierem, você deve ignorar os seus pensamentos e focar no seu corpo, nos objetos e nas pessoas ao seu redor. Essa é a melhor forma de se conectar com o presente.
Prática de hobbies de forma regular
Quando você dedica tempo para fazer algo que gosta sem ter a cobrança do aperfeiçoamento, consegue relaxar e, assim, acalmar a ansiedade.
Por isso, fazer algo criativo, como pintura, trabalhos manuais, música, jardinagem e culinária pode ser uma excelente ideia para tratar a síndrome do pânico.
É importante pontuar que esse hobby deve ser realizado com regularidade (semanalmente ou quinzenalmente, por exemplo) para realmente obter os resultados esperados.
Adoção de um estilo de vida saudável
Por fim, mas não menos importante, é indispensável a adoção de hábitos de vida saudáveis para manter o pleno funcionamento do corpo e da mente e, assim, afastar possíveis transtornos e desequilíbrios emocionais, como a síndrome do pânico.
Dito isso, invista em ações como:
- Higiene do sono
- Prática regular de atividade física
- Lazer com amigos e familiares
- Dieta saudável e equilibrada
- Consultas médicas em dia
Seguindo essas dicas e práticas, você consegue controlar a síndrome do pânico e até mesmo preveni-la.
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Autor: Psicóloga Rosangela Silva Santos - CRP 06/155562Formação: A Psicóloga Rosangela Silva Santos é graduada pela Faculdade Metropolitanas Unidas (FMU) e atua com a abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Sua prática é embasada em uma sólida formação, com especializações e cursos de aprimoramento contínuo, que contribuem para o seu...
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