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Agorafobia: o que é, sintomas e tratamento

Agorafobia: o que é, sintomas e tratamento

A agorafobia é uma das condições relacionadas à ansiedade. É comum ficar nervoso em lugares pouco familiares, como uma nova escola, empresa ou cidade. Pessoas tímidas, sobretudo, tendem a ficar mais apreensivas quando precisam se expor às demais. Falar em público ou simplesmente iniciar uma conversa casual pode ser desafiador para elas.

A hesitação e o medo tendem a passar à medida que a pessoa, tímida ou não, se familiariza com a situação ou o local inédito, de acordo com psicólogos. Ela começa a se sentir mais confortável e consegue conversar normalmente ou, pelo menos, com mais leveza.

Há ocasiões, no entanto, em que a apreensão não desaparece. Pelo contrário, ela cresce no interior da pessoa e toma conta dela, podendo causar um ataque de pânico.

O que é agorafobia?

Agorafobia é uma condição caracterizada pelo medo de lugares públicos. Esse temor é causado por uma ansiedade extrema relacionada a sofrer possíveis situações desagradáveis ou embaraçosas em público e ser julgado por isso.

Ela costuma aparecer após um ou dois ataques de pânico. A pessoa agorafóbica associa sair de casa ou estar em determinados ambientes (shoppings, estacionamentos, calçadões, lojas) com a lembrança negativa.

Inconscientemente, teme sentir as mesmas sensações ruins de quando teve o ataque de pânico, por isso, evita se colocar em situações que despertem os sintomas da ansiedade.

Essa condição, então, pode se tornar debilitante e prevenir a pessoa de circular normalmente fora de ambientes familiares para ela. Além disso, pode afetar o seu desempenho profissional, relacionamentos interpessoais e autoestima.

Sintomas de agorafobia

Os indivíduos com agorafobia são apreensivos e ansiosos acerca de duas ou mais das seguintes situações:

  • Usar transporte público;
  • Estar em espaços abertos e movimentados, como supermercados, instituições de ensino, parques públicos e eventos abertos ao público;
  • Estar em espaços fechados e apertados, como elevadores;
  • Permanecer na fila de um estabelecimento, como banco, padaria ou loja de departamentos;
  • Estar no meio de uma multidão, mesmo estando acompanhado de pessoas conhecidas; e
  • Estar fora de casa sozinho.

A apreensão surge do medo de não conseguir escapar de uma situação difícil sem auxílio de terceiros, sofrer julgamentos por seu suposto comportamento inadequado ou ter um ataque de pânico em público.

Deste modo, lugares públicos são evitados e, caso não haja ajuda de um profissional ou entes queridos, a pessoa pode permanecer em isolamento absoluto. Os sintomas sentidos quando se está em público são:

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  • Ansiedade;
  • Batimentos cardíacos acelerados;
  • Suor excessivo;
  • Tremores pelo corpo;
  • Dores no peito;
  • Pensamentos desconexos;
  • Medo irracional de algo ruim acontecer;
  • Incapacidade de se expressar com clareza;
  • Desconforto estomacal;
  • Paranoia; e
  • Náusea.

Os primeiros sintomas costumam aparecer na terceira década de vida, segundo o DSM-V. Após os 40 anos, o surgimento dessa condição é considerado raro. Ainda assim, pessoas mais jovens ou mais velhas também podem desenvolver a agorafobia dependendo de suas experiências de vida e de seu domínio da ansiedade.

Embora a pessoa agorafóbica às vezes também sinta pânico, a condição em si pode ser diagnosticada independentemente da presença da síndrome do pânico.

Causa da agorafobia

Apesar da ciência ainda não ter conseguido identificar uma causa única para essa condição, existem fatores que contribuem para o seu aparecimento. Pessoas ansiosas e com disposição neurótica são mais suscetíveis a desenvolver patologias associadas à ansiedade.

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Eventos negativos na infância, como separação, perda de um ente querido, mudança busca de cidade ou de escola, negligência e bullying, também podem colaborar para o aumento da ansiedade ao longo da vida. Além disso, essas situações podem ter impactos negativos na autoestima e autoconfiança.

Do mesmo modo, eventos estressantes em outras fases da vida, como acidentes, demissão e término de relacionamento, podem contribuir para o aumento significativo da ansiedade, angústia, tristeza e outras emoções negativas.

Outro fator que corrobora para o surgimento da agorafobia é a hereditariedade. Dentre as fobias, essa condição possui associação mais forte com o fator genético que representa a predisposição às fobias.

É preciso se consultar com um psicólogo ou um médico para investigar a causa ou os fatores que contribuíram para o medo irracional de frequentar ambientes públicos.

Possibilidades de tratamento

Em alguns casos, a agorafobia pode desaparecer à medida que a própria pessoa conduz enfrentamentos do seu medo de frequentar locais públicos, com ou sem ajuda de familiares e amigos.

A necessidade de sair de casa no cotidiano e por razões profissionais também pode fazer com que os indivíduos agorafóbicos aprendam a lidar com sua ansiedade por conta própria.

Por outro lado, essa condição pode se agravar até que a pessoa seja incapaz de ter uma vida normal. Quando ela passa a interferir no funcionamento diário, o tratamento formal se faz necessário.

Pode ser necessário tomar medicamentos para controlar os sintomas ansiosos e reduzir o pânico dependendo do grau de gravidade. Todavia, essa necessidade é sempre expressa pelo psicólogo ou psiquiatra, e não deve ser uma decisão do paciente.

Terapia para agorafobia

Os Psicólogos

Conheça a equipe de psicólogos do nosso consultório. Confira o perfil e área de atuação de cada profissional.

A EQUIPE DE PSICÓLOGOS

A terapia é necessária para que o indivíduo agorafóbico compreenda que não existe uma ameaça real nos lugares públicos que precisa frequentar. O psicólogo atua no controle emocional do paciente, auxiliando-o a gerir sua ansiedade e pensamentos negativos.

Ele também é encorajado a confrontar seus medos em um ambiente seguro e com orientação profissional, possibilitando um enfrentamento menos estressante. O psicólogo o auxilia, ainda, a descobrir seus gatilhos para a ansiedade ou ataques de pânico e como lidar com eles.

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma abordagem psicológica eficaz para tratar essa condição uma vez que desconstrói padrões negativos de pensamento e, consequentemente, de comportamento.

Dessa forma, o paciente gradualmente modifica o modo como pensa, age e sente, recuperando o controle sobre suas reações às circunstâncias desagradáveis tanto em público quanto no privado. Assim, consegue retomar as atividades que abandonou por conta da ansiedade e voltar a frequentar locais públicos.

Os psicólogos estão cientes que o medo de sair de casa pode ser demasiadamente intenso para alguns pacientes. Nesses casos, é possível marcar uma consulta online para dar início ao tratamento. Outra solução é levar uma pessoa de confiança nas consultas para oferecer apoio. Ela pode participar ou esperar no lado de fora do consultório.

Como lidar com a agorafobia?

Viver com o medo de frequentar locais públicos ou de sair de casa pode tornar a vida difícil. Muitas das nossas obrigações devem ser cumpridas fora do ambiente familiar e confortável de nossas residências. Então, como superar a ansiedade que cresce somente ao imaginar esses cenários?

Além do tratamento psicoterapêutico, algumas atitudes simples podem tornar a convivência com a agorafobia menos desafiadora até que os sintomas sejam controlados.

1.     Técnicas de relaxamento

Técnicas de relaxamento como respirar profundamente repetidas vezes, praticar meditação ou yoga e fazer visualizações positivas são úteis para manter o estado emocional sempre sereno. O ideal é praticá-las com consistência para reduzir a ansiedade não apenas em situações estressantes, como também no dia a dia.

Pessoas naturalmente ansiosas devem desenvolver técnicas que lhe ajudem a promover o bem-estar emocional todos os dias. Caso contrário, a ansiedade pode se intensificar a ponto de dominá-las.

2.     Cuide de si mesmo

Durma o suficiente, faça exercícios físicos, evite o consumo excessivo de cafeína e álcool e coma alimentos saudáveis com regularidade. Esses pequenos hábitos de autocuidado fazem uma grande diferença na qualidade de nossos dias. Quanto mais você focar em seu próprio bem-estar, mais fácil será encarar circunstâncias consideradas assustadoras.

3.     Faça exercícios de imaginação

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Há dois exercícios de imaginação que podem ajudar pessoas agorafóbicas. Quando a ansiedade chegar, se imagine em um local agradável cercado por uma paisagem tranquilizadora.

Se você gosta de praia, por exemplo, se imagine caminhando próximo ao mar. Já se gosta de florestas, se imagine fazendo uma trilha agradável entre às sombras das copas das árvores. Se colocar em outra situação mesmo que mentalmente o ajudará a controlar os sintomas ansiosos.

O outro exercício é voltado para ajudá-lo a enfrentar aos poucos as ocasiões que lhe causam medo. Se imagine em uma longa fila em um estabelecimento ou entre à multidão em um shopping center.

Em vez de permitir que sua mente surja com cenários angustiantes, se imagine dominando completamente a situação. Você fortalecerá a sua autoconfiança ao fazer isso e, ainda, perceberá que não existem ameaças reais nesses cenários.

Você pode ficar apreensivo ao praticar esse exercício, portanto, vá com calma. Se precisar parar por alguns instantes e respirar fundo, tudo bem. Retorne a prática se conseguir se acalmar e, se estiver desconfortável, deixe-a para depois.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Thaiana Brotto

Thaiana Brotto é psicólogo e CEO do consultório Psicólogo e Terapia. Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC. Registrada no Conselho Regional de Psicologia pelo número CRP 106524/06.

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