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O ciúme é um sentimento intrínseco ao ser humano. É uma resposta emocional diante de uma sensação de ameaça em um relacionamento. Os sentimentos que prevalecem diante disso são vários, como insegurança, medo, ansiedade e raiva.
Esse comportamento pode acontecer tanto em relações românticas como em relações de amizade. Mas, apesar de ser comum à experiência humana, quando não controlado, o ciúme pode ser prejudicial, impactando as relações intra e interpessoais.
Entender suas causas e aprender a lidar com esse sentimento é importante para preservar relações saudáveis e equilibradas. Por isso, continue a leitura e entenda maneiras de encarar e controlar o seu ciúme.
O que é o ciúme?
De forma geral, o ciúme é um sentimento que vem do medo de perder uma pessoa. Assim, o seu maior desejo é justamente preservar a relação para evitar essa perda.
Nesse sentido, esse sentimento provavelmente tem origem nas inseguranças do indivíduo, no medo de não ser amado ou, ainda, em não estar no controle da situação.
Vale dizer que o ciúme cumpre um papel no amadurecimento emocional de uma relação, porém, em excesso, pode ser considerado uma doença, o chamado ciúme patológico.
Quando o ciúme passa a ser preocupante?
O ciúme passa a ser um ponto de preocupação quando seus efeitos começam a impactar de forma negativa no bem-estar de quem o sente, assim como na vida de outras pessoas envolvidas.
Alguns comportamentos podem indicar que esse sentimento passou do ponto e precisa de atenção, como:
- Comportamento controlador: quando há toda uma movimentação para controlar ações, relações e deslocamento do parceiro, como acessar o telefone, redes sociais, exigir detalhes sobre seu dia a dia, lugares que ele frequentou, pessoas que ele encontrou, além de tentar restringir suas interações sociais;
- Insegurança constante: sentimentos de insegurança de forma exagerada e permanente em relação ao relacionamento;
- Acusações infundadas: fazer acusações sem evidências tangíveis de infidelidade, baseadas em desconfiança pessoal ou suposições;
- Isolamento social: tentativas de isolar o parceiro de seu ciclo de amigos, familiares ou colegas, para diminuir oportunidades de uma possível traição ou infidelidade;
- Comportamento agressivo: expressões de ciúme que se manifestam em comportamentos agressivos, seja verbal ou físicos, como insultos, gritos, ameaças ou até mesmo violência física contra o parceiro ou pessoas ao redor.
Se comportamentos como os descritos acima se tornam frequentes, gerando sofrimento emocional significativo para o indivíduo que os sente e para as pessoas envolvidas, é necessário buscar ajuda o quanto antes.
10 dicas para lidar com o ciúmes
A seguir, separamos algumas dicas que podem oferecer um novo jeito para lidar com o ciúme:
1. Investigue a origem do ciúme
Para começar, vale olhar com cuidado para o que provoca o seu ciúme. Existe algum gatilho ou uma situação que se repete? Alguma decepção ou quebra de confiança que possa ter deixado feridas abertas?
Entender essa causa ajuda você a atuar no cerne da questão. Se houver um trauma, por exemplo, será necessário acolhê-lo e tratá-lo.
2. Deixe o passado para trás
Muitas vezes, o ciúme exagerado nasce de experiências ruins em relacionamentos anteriores. Mas é fundamental não carregar essas vivências para o presente. Afinal, além de limitar a profundidade da nova relação, isso não é justo com quem está ao seu lado no presente.
Portanto, encerre o que ficou para trás e evite comparações. Cada pessoa e cada vínculo é único e merece ser tratado como tal.
3. Faça do diálogo um hábito constante
A comunicação aberta é a chave de qualquer relação duradoura, pois ela mantém uma relação saudável, especialmente quando uma das partes convive com inseguranças. Por isso, abra seus medos e vulnerabilidades com quem está ao seu lado.
Essa sinceridade ajuda o parceiro a compreender seu momento emocional e a oferecer apoio em situações mais delicadas. Por outro lado, quando você se fecha, a tendência é que desentendimentos se acumulem e desgastem a convivência, e isso, a longo prazo, pode se tornar insustentável.
4. Cultive a confiança
Confiança é a base de qualquer relação e precisa existir desde o início. É claro que construir a confiança em alguém é um processo. Contudo, entre na relação acreditando no seu parceiro e nos sentimentos dele por você, até que exista um motivo real para a desconfiança.
Essa atitude previne que o ciúme cresça sem fundamento e evita interpretações infundadas.
5. Reforce sua autoestima e seu amor-próprio
Fortalecer a autoconfiança é essencial para que você se sinta seguro consigo mesmo e reduza a necessidade de validação do outro. Quando você sabe reconhecer o seu valor, torna-se menos vulnerável às comparações e a sentimentos de inferioridade.
Uma dica importante: evite comparar-se com ex-parceiros do seu companheiro. Esse hábito alimenta inseguranças e pode incentivar o desenvolvimento do ciúme patológico.
6. Desenvolva sua inteligência emocional
A inteligência emocional permite compreender e organizar suas emoções, o que não elimina o ciúme, mas te ajuda a lidar melhor com ele.
Com esse equilíbrio, situações simples – como seu parceiro sair com amigos – deixam de ser vistas como ameaça. Você entende que existem as suas individualidades para além da relação de vocês e que é importante que ela seja preservada.
7. Preserve uma vida social ativa
Quem sofre com ciúme em excesso, muitas vezes, acaba se isolando, e colocando toda a energia no relacionamento, deixando de lado, inclusive, seus amigos e familiares. Mas romper esses vínculos traz consequências negativas à saúde emocional.
Por isso, mantenha seus laços sociais: combine encontros com amigos, participe de atividades que você gosta e permita-se viver experiências que não envolvam seu parceiro. Isso fortalece sua autonomia e traz mais equilíbrio ao relacionamento.
8. Use a escrita como ferramenta emocional
Registrar sentimentos e pensamentos pode ser uma ótima forma de enxergar com clareza e evitar atitudes impulsivas. Manter um diário não é algo infantil, pelo contrário, é um recurso poderoso para organizar emoções, refletir sobre comportamentos e acompanhar seu próprio processo de evolução.
Ao praticar a chamada escrita terapêutica, você cria um espaço seguro para desabafar e compreender melhor suas reações.
9. Repense a forma de expressar amor

É comum ouvir que o ciúme seria uma demonstração de cuidado, mas essa ideia não corresponde à realidade. O amor genuíno é leve e acolhedor, diferente do ciúme exagerado, que tende a ferir e desgastar a relação.
Se você associa amor a controle ou posse, vale desconstruir essa lógica. Experimente expressar afeto de maneiras mais saudáveis: com atenção, carinho, escuta e pequenos gestos que mostram, de forma respeitosa, o quanto a outra pessoa é importante.
10. Considere buscar acompanhamento terapêutico
A terapia individual é uma grande aliada no enfrentamento do ciúme patológico, já que ajuda a tratar feridas emocionais, trabalhar a autoconfiança e fortalecer a autoestima.
Quando o problema já impacta intensamente o casal, a terapia conjugal também pode ser valiosa: com a mediação profissional, vocês podem resgatar pontos positivos da relação, reconstruir a confiança e encontrar novas formas de convivência.
Se identificou com algumas das questões citadas acima ou conhece alguém que age assim? Procure os profissionais da Psicólogos e Terapia para trabalhar o autoconhecimento e aprender a controlar o ciúme exagerado.
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Autor: Psicólogo e Terapia
















