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Comportamento neurótico

Comportamento neurótico

Muitas pessoas ficam preocupadas e ansiosas de vez em quando. É normal ficar mais apreensivo, por exemplo, antes de fazer uma entrevista de emprego ou durante a realização de uma prova de um concurso.

Essa reação é muito comum e até mesmo esperada uma vez que, nessas circunstâncias, não nos deparamos somente com momentos importantes para nós. Também precisamos gerir as nossas expectativas e idealizações acerca delas. Esperamos pelo melhor, mas é impossível prever se ele acontecerá de fato.

Mas e quando a preocupação e a ansiedade não vão embora quando deveriam? E quando você precisa engajar em determinados comportamentos para fazê-las desaparecerem momentaneamente? Ou não consegue de jeito nenhum controlar as suas reações intensas a esses acontecimentos?

Nesses casos, os psicólogos explicam que o comportamento neurótico pode estar por trás da preocupação excessiva e da desordem emocional.

O que é comportamento neurótico?

Valor consulta atendimento online e presencial psicóloga Rosana






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Na psicologia, o comportamento neurótico em demasia é chamado de neurose, caracterizada por uma resposta física e emocional ao estresse e aos fatores considerados ameaçadores pela pessoa neurótica.

A intensidade dos sentimentos de ansiedade e de angústia normalmente causam perturbações psicológicas nas pessoas neuróticas. Outras emoções negativas também estão associadas à neurose, como irritabilidade, nervosismo, culpa e frustração.

O neurótico possui reações intensas e incontroláveis tanto às situações corriqueiras, como a necessidade de ir ao mercado ou esperar a vez na fila do banco, quanto a acontecimentos estressantes. Grande parte dessas reações acaba atrapalhando o aproveitamento das suas vivências diárias e os seus relacionamentos.

Características do comportamento neurótico

O comportamento neurótico é marcado, sobretudo, por reações intensas e instabilidade emocional. A pessoa neurótica interpreta a realidade como todo mundo, mas tem reações incomuns aos acontecimentos. Quem não compreende como a neurose funciona interpreta as suas atitudes como “exageradas” ou um desejo de “fazer cena”.

Por exemplo, uma pessoa que não é neurótica se preocupa em terminar um projeto extenso até a data final do deadline, mas não deixa essa apreensão interferir na execução do mesmo.

Já a pessoa neurótica, além de compartilhar a mesma preocupação, fica ansiosa e acredita que nunca conseguirá terminar o projeto a tempo mesmo que o prazo de entrega esteja a semanas ou a meses de distância. A sua inquietação é tamanha que atrapalha a sua produção e, por conseguinte, o resultado final.

Como essas reações são incontroláveis, a pessoa neurótica pode ter dificuldade para aproveitar as suas vivências diárias e formar relacionamentos duradouros. Ela tem consciência de seus comportamentos inadequados, mas não consegue minimizá-los ou modificá-los.

Consequentemente, vem o sentimento de impotência e de falta de controle sobre o próprio corpo e mente. A pessoa neurótica vive, então, um ciclo angustiante de reações incondizentes com o tamanho dos problemas do dia a dia e subsequente culpa e frustração por conta de seu comportamento inapropriado.

Embora os indivíduos neuróticos tenham algumas condutas semelhantes, é difícil pontuar um padrão de “comportamento neurótico”. Isso porque não há somente um tipo de neurose.

Tipos diferentes de neurose

Existem várias desordens neuróticas diferentes. Alguns dos tipos são: 

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  • Neurose de angústia: como o próprio nome diz, o principal sintoma dessa forma de neurose é a angústia. Caracteriza-se pelo excesso de preocupação e o sofrimento antecipado;
  • Neurose ansiosa: consiste em ansiedade e preocupação excessiva, podendo acarretar ataques de pânico. Também se manifesta através de sintomas físicos, como tremores, suor excessivo e náusea;
  • Neurose fóbica: a pessoa neurótica tem medos incontroláveis, como temer frequentar determinados lugares ou viver certa experiência. Ela também costuma ter uma fobia específica, como fobia social;
  • Neurose histérica: esse tipo envolve quantias excessivas de estresse e inabilidade de funcionar no dia a dia após experienciar uma situação traumática. Do mesmo modo, a pessoa neurótica pode ter episódios de dissociação da realidade. É também conhecida como Transtorno de Estresse Pós-Traumático; e
  • Neurose obsessiva: caracterizada pela alternância de compulsões e obsessões. A pessoa neurótica apresenta pensamentos intrusivos repetitivos, os quais refletem em condutas compulsivas. Atualmente é compreendida como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).

Com o estudo aprofundado de cada tipo de neurose, as pessoas deixaram de ser diagnosticadas como “neuróticas” e passaram a receber diagnósticos de transtornos mentais ansiosos, depressivos e de humor.

Origens do comportamento neurótico

O comportamento neurótico não tem origem em um único fator. Pesquisadores entraram no consenso de há duas causas possíveis: as psicogênicas e as biológicas.

As causas psicogênicas tratam-se da incapacidade do indivíduo de lidar adequadamente com o estresse de certos eventos de vida.

Essa falta de aptidão pode ter se consolidado ao longo do desenvolvimento da personalidade, processo iniciado na infância. Por exemplo, a criança exposta a circunstâncias estressantes, como eventos traumáticos ou a morte de um parente, pode desenvolver esse tipo de comportamento.

Estímulos fortes do ambiente, como estresse no trabalho, problemas de saúde, crises financeiras e/ou conflitos domésticos, também são causas possíveis da neurose.

Já as causas biológicas estão associadas a uma alteração no funcionamento e/ou na produção de neurotransmissores, hormônios, vitaminas e outras substâncias responsáveis pelo funcionamento do sistema nervoso central. Não raro ambos os fatores – psicogênicos e biológicos – são responsáveis pela neurose em um único indivíduo.

Para identificar as causas do comportamento neurótico, o indivíduo pode buscar a terapia. O psicólogo é o profissional capacitado para identificar traços neuróticos e, mediante os relatos do paciente, pontuar as possíveis causas.

Diferença entre neurose x psicose

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Diferente da neurose, a psicose causa um indivíduo a perceber a realidade de modo diferente do restante das pessoas. As suas interpretações incoerentes consequentemente afetam o seu julgamento e desencadeiam reações pouco compreensíveis a situações consideradas comuns.

A psicose não é permanente, por isso, muitos profissionais utilizam o termo “episódios psicóticos” para descrever quando alguém está sob o efeito da psicose. Eles podem afetar pessoas com ou sem condições psicológicas. O uso de determinados medicamentos ou um acontecimento traumático, por exemplo, pode desencadear um episódio em alguém sem histórico de distúrbios mentais.

Os sintomas mais comuns dos episódios psicóticos são as alucinações, os delírios, o nervosismo e a paranoia. Em alguns casos, a pessoa pode até demonstrar uma mudança repentina de personalidade. Ao contrário do pensamento popular, esses episódios raramente envolvem violência. 

Outra distinção é que o comportamento neurótico está presente em qualquer pessoa e tem ligação com a personalidade. Ele é permanente, não desaparecendo diante de influências externas. A distinção entre neurose e psicose é feita por um médico psiquiatra ou um psicólogo.

É possível tratar o comportamento neurótico?

O comportamento neurótico, como visto, pode acarretar muito sofrimento para as pessoas neuróticas. Embora elas tenham o desejo de ter vivências enriquecedoras, a intensidade inerente às suas reações diminui a qualidade de suas experiências de vida. 

A ansiedade e a preocupação são comuns somente até certo ponto. Quando passam a dominar os pensamentos e perturbar o bem-estar psicólogo, é preciso buscar ajuda profissional. Quanto mais cedo o atendimento psicológico for iniciado, mais rápido o neurótico aprende a administrar o seu próprio comportamento.

O tratamento das neuroses pode ser realizado tanto por meio da psicoterapia quanto pelo conjunto da psicoterapia e dos medicamentos psiquiátricos, utilizados para amenizar os sintomas mais latentes. O psicólogo fará a avaliação da necessidade da ingestão de remédios.

Terapia para comportamento neurótico

A terapia normalmente é focada na diminuição da ansiedade, da desesperança, da angústia e outras emoções que alimentam a neurose. À medida que elas vão diminuindo, o paciente começa a se sentir melhor. Dessa maneira, é possível trabalhar em seus comportamentos neuróticos.

A gestão do estresse é igualmente necessária para aumentar a resistência dos pacientes neuróticos a situações que desencadeiam reações desagradáveis.

A Terapia Cognitiva-Comportamental (TCC) é a abordagem mais recomendada para tratar as neuroses. Ela incita o paciente a refletir e a modificar a maneira como ele se enxerga, bem como o modo como ele sente e interpreta o sofrimento emocional.

Uma vez que o paciente compreende como seus pensamentos e sentimentos afetam o seu comportamento, ele consegue, com a orientação do psicólogo, substituir devaneios nocivos por um modo de pensar mais saudável.

Além disso, no decorrer das consultas são feitas intervenções para que o neurótico modifique os seus padrões comportamentais disfuncionais por padrões saudáveis e produtivos. Para isso, pode ser necessário utilizar técnicas de relaxamento para combater a ansiedade e o medo dependendo do quadro do paciente.

Os conceitos teóricos e as ferramentas empregadas na TCC a tornam uma modalidade terapêutica eficiente para o tratamento de neuroses, da ansiedade, de fobias e de depressão. Ela oferece resultados rápidos, mas não menos eficientes, para pacientes com essas condições. 

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Thaiana Brotto

Thaiana Brotto é psicólogo e CEO do consultório Psicólogo e Terapia. Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC. Registrada no Conselho Regional de Psicologia pelo número CRP 106524/06.

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