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Autoaceitação: como se aceitar e viver em paz consigo mesmo

Autoaceitação: como se aceitar e viver em paz consigo mesmo

O que significa autoaceitação? Esse termo pode ser confundido com amor-próprio e autoestima devido às suas semelhanças.

Apesar de estar conectado a ambos, aceitar a si mesmo é abraçar tudo o que você é. Pensamentos, emoções, falas, ações, traços de personalidades, qualidades e defeitos… Quem se aceita por completo, está em paz com esses elementos.

Consequentemente, possui autoestima elevada e amor por si mesmo. A autoconfiança e a autoimagem também estão diretamente ligadas ao nível de autoaceitação.

Psicólogos afirmam que aceitar-se não é o mesmo que conformar-se. Na verdade, quando você aceita a sua condição de ser imperfeito, deixa de temer os seus defeitos e as falhas cometidas no passado. Assim, é mais fácil repará-las.

Por que a autoaceitação é importante?

É impossível fugir de si mesmo.

O máximo que as pessoas conseguem fazer é ignorar os traços de personalidades que desgostam e os aspectos de suas vidas que não querem encarar. Dessa forma, criam uma ilusão sobre quem realmente são.

No entanto, a negação da realidade não lhes traz felicidade. Os conflitos internos e os incômodos emocionais permanecem presentes. Eles acabam se tornando mais difíceis de resolver devido às suas posturas negativistas.

Se você é incapaz de se aceitar como é, tem uma opinião negativa sobre si mesmo. Logo, cultivar uma autoestima saudável e se amar se transformam em desafios.

Você pode fingir que está tudo bem para manter as aparências para amigos e familiares. Enquanto isso, a sua saúde mental se deteriora com a mentira. Por consequência, surge a crise existencial, a depressão, o desinteresse pela vida, a ansiedade e a sensação de vazio.

A autoaceitação, por outro lado, acarreta cenários opostos: felicidade, autocuidado, amor-próprio, bem-estar emocional, bom humor e saúde mental.

Quando você aceita inteiramente quem é, sem inibições, encontra conforto e satisfação onde quer que vá. A autocrítica cega é substituída por um olhar brando sobre si mesmo. Assim, você consegue celebrar a sua realidade interior como um todo, incluindo tanto os pontos fortes quanto os fracos.

A autoaceitação automaticamente leva à execução de projetos pessoais, ao sucesso profissional, a relacionamentos sadios e um modo de vida tranquilo, livre de conflitos.

Todavia, aceitar-se por completo não quer dizer que você precise amar os aspectos de sua personalidade que considera falhos. A autoaceitação o ajuda a olhar para eles sem raiva e discriminação, facilitando a sua modificação

Razões para a falta de autoaceitação

Valor Consulta Psicóloga Clarissa






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A ausência de autoaceitação possui diversas origens. Muitas vezes tem a sua raíz na infância, período crucial para o desenvolvimento dos seres humanos.

A criança cuja autoestima é constantemente atacada por seus cuidadores acredita haver algo errado com ela. Esse sentimento pode acompanhá-la por toda a vida, limitando as suas experiências e oportunidades.

A adolescência é outra fase propícia para conflitos com a aceitação da personalidade. Adolescentes que sofrem bullying, que não recebem amparo suficiente dos pais ou que tem dificuldade para encontrar a sua “tribo” podem desenvolver problemas de autoimagem no futuro.

Pressões sociais para agir de uma determinada maneira também pesam na adolescência e, consequentemente, na vida adulta.

Na tentativa de se encaixarem em um papel o qual não fora designado para elas, as pessoas se anulam. Deste modo, passam a vida sentindo falta de um elemento vital para as suas existências, mas não têm ideia do que seja.

Outras razões para a dificuldade em se aceitar são:

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  • Ambiente familiar opressivo;
  • Conflitos constantes com os pais;
  • Medo do julgamento;
  • Complexo de inferioridade;
  • Depressão e ansiedade;
  • Sentimento de inadequação;
  • Medo de descobrir-se incompetente;
  • Abuso psicológico ou emocional;
  • Insegurança;
  • Rejeição por familiares e amigos; e
  • Traumas emocionais ou físicos.

Há pessoas cuja perspectiva de vida pende naturalmente para o pessimismo. A existência de distúrbios psíquicos na família colabora para a sua baixa autoestima “natural”. Por conta disso, esses indivíduos acreditam que o problema são eles e “aceitam” que nunca vão gostar de si mesmos.

Embora a origem dessa crença esteja de fato enraizada dentro deles, não quer dizer que exista algo de errado com eles (muitas pessoas têm a mesma experiência) ou que precisem conviver com ela para sempre. É possível se livrar das inseguranças e passar a se aceitar.

Como desenvolver a autoaceitação?

Os Psicólogos

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A EQUIPE DE PSICÓLOGOS

O processo para se autoaceitar não costuma ser simples tampouco fácil. É uma jornada vagarosa, composta por muitos altos e baixos. Especialmente para quem está acostumado somente a se criticar e dramatizar os seus defeitos, desenvolver a autoaceitação pode levar muito tempo.

Entretanto, não é um feito impossível. À medida que você se conhece e pontua as suas crenças e inseguranças, consegue combatê-las com uma atitude positiva dia após dia.

É provável que a razão pela qual você não se aceite esteja associada a uma lembrança ou uma expressão ouvida há muito tempo. Alguém o rejeitou ou o rotulou negativamente e, por não saber como lidar com isso, você simplesmente assumiu a culpa pelo ocorrido.

Em outras palavras, a falta de autoaceitação geralmente está associada a outros indivíduos e aos acontecimentos da vida. As pessoas se apegam a esses fatores externos por falta de autoconhecimento. Logo, o processo para se aceitar é também um processo de construção da autoconfiança e da autoestima.

Abaixo, confira alguns exercícios para tornar a sua jornada de autoaceitação menos penosa.

1.     Refletir sobre a sua dificuldade para se aceitar

O que o impede de aceitar a si mesmo sem restrições? É a sua autopercepção negativa? É o que alguém disse muito tempo atrás? Reflita sobre os empecilhos em sua jornada pela autoaceitação e faça uma lista com os fatores que o impedem de aceitar a si mesmo.

Pode ser necessário repetir esses questionamentos várias vezes até que você encontre respostas concretas. Essas, por sua vez, o ajudarão a saber por onde começar a se aceitar.

2.     Identificar os seus traços de personalidade

Um dos caminhos para aceitar quem você é de verdade é o autoconhecimento. Você pode saber quais são seus traços negativos, mas desconhecer os positivos. Pessoas com baixa autoestima tem dificuldade para enxergar o seu valor.

Portanto, retome o exercício de reflexão anterior, mas, dessa vez, foque em identificar os seus traços de personalidade. Se não conseguir pensar em muitos, peça ajuda para pessoas de confiança.

3.     Elevar a sua autoestima

Com esse novo conhecimento sobre você mesmo em mãos, faça uma terceira lista somente com traços de personalidade positivos e conquistas. Visite-a diariamente para se lembrar de todas as coisas boas que já existem em você.

Do mesmo modo, se parabenize sempre que superar um desafio. Reconheça o seu valor, as suas boas ações e os seus trabalhos bem feitos. Não deixe que passem despercebidos, atribuindo a eles somente um senso de obrigação. As suas ações representam quem você é.

Por fim, aposente as comparações. Todo mundo tem a sua própria história. Você também pode obter (a sua visão de) sucesso ao fazer uso de suas competências e ser persistente.   

4.     Não ligar para o que os outros pensam

Deixe as opiniões dos outros com eles mesmos. Não carregue as impressões errôneas e as críticas proferidas por terceiros consigo. O julgamento alheio serve somente para colocá-lo para baixo. Você não pode tirar nenhuma lição produtiva de comentários maldosos, certo? Então, ignore-os. Aprenda a dar importância somente para o que lhe faz bem!

5.     Desenvolva a inteligência emocional

A inteligência emocional é a capacidade de administrar as suas emoções conforme cada ocasião. Isso implica em não se irritar com pequenos imprevistos ou não se magoar com as atitudes mal-intencionadas das pessoas. Em outras palavras, o indivíduo emocionalmente inteligente reage às situações na medida certa.

Ele também nutre bons sentimentos sobre si mesmo, pois compreende a importância de aceitar a sua individualidade e personalidade para o seu bem-estar.

6.     Fazer terapia

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A dificuldade em se aceitar pode estar ligada a dores emocionais difíceis de digerir. Revisitar memórias ruins nunca é simples. Não é à toa que as pessoas desenvolvem mecanismos de defesa para ficarem longe delas.

O problema desse afastamento, embora seja emocionalmente confortável até certo ponto, é que os problemas nunca vão embora. Confrontá-los pode ser doloroso, mas, após esse processo, você viverá em paz consigo mesmo.

Fazer um acompanhamento psicológico pode ajudá-lo a se livrar desses impasses e, ainda, a superar dificuldades para se aceitar. A terapia proporciona um ambiente acolhedor para que os pacientes toquem em assuntos delicados. Por isso, você não precisa ter medo de reviver dores antigas.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Psicóloga Thaiana F. Brotto

CRP 106524/06. CEO do consultório Psicologo e Terapia. Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC

2 comentários em “Autoaceitação: como se aceitar e viver em paz consigo mesmo

  1. Estou amando os textos me ajudam muito sou palestrante de auto ajuda Então todos os artigos me dão um um ponto a mais nas minhas explicações e teorias muito obg

    • Olá!
      Obrigada pelo feedback! Fico contente que você esteja gostando do conteúdo.
      Abraços,
      Psicóloga Thaiana

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