Por Thaís Lopes
Psicóloga · CRP 06/190956
Publicado em 28/11/2023 · Atualizado em 14/10/2026
Muitas pessoas acreditam que precisam de motivos para procurar um psicólogo.
Erroneamente acreditam que a busca por um psicólogo deve se dar apenas quando se tem alguma condição mental severa, como uma depressão ou algum tipo de transtorno.
Acontece que essa é uma visão completamente equivocada e, de certa forma, preconceituosa.
Isso porque o psicólogo e a terapia podem auxiliar em diversos outros conflitos comportamentais e emocionais, assim como também pode ser útil para quem se sente bem, mas deseja desenvolver o autoconhecimento e melhorar a saúde mental.
Não é preciso esperar um diagnóstico para marcar a primeira sessão; a maioria das pessoas chega com uma inquietação que ainda não tem nome. Conversar com uma psicóloga sobre saúde mental no Brooklin ou por vídeo serve tanto para quem está sofrendo quanto para quem só quer se entender melhor.

Portanto, existem diversos motivos para procurar um psicólogo, nos mais variados contextos, e é sobre eles que vamos falar neste conteúdo. Boa leitura!
Confira 10 motivos para procurar um psicólogo
1. Desequilíbrio emocional
O desequilíbrio emocional é um dos principais motivos que levam as pessoas a procurarem um psicólogo.
Aqui estão incluídas a ansiedade, depressão, estresse, entre outras condições que podem afetar qualquer indivíduo.
Porém, como nem sempre a pessoa que sofre com esse descontrole emocional percebe a situação em que se encontra, é muito comum ela acabar procurando um psicólogo por outras razões, que muitas vezes são aquelas que justamente desencadearam esse desequilíbrio, como veremos a seguir.
2. Luto
A dificuldade de superar uma perda também pode fazer com que um indivíduo procure a ajuda de um psicólogo.
Apesar de o processo do luto ser comum e natural na vida de todos, quando a pessoa não consegue avançar pelos seus estágios, é necessário buscar auxílio na terapia.
Afinal, do contrário, outras condições podem ser desencadeadas, como a depressão.
Convém mencionar que o luto não é entendido apenas como a perda de um ente querido.
Ele também pode estar relacionado ao término de relacionamentos, demissão em um emprego e qualquer outra situação que cause esse sentimento de perda.
Aqui, o psicólogo ajudará o paciente a visualizar a situação de perda sob uma outra ótica para que ele consiga avançar no processo e construir novos caminhos.
3. Sintomas físicos psicossomatizados

Muitas doenças físicas são originadas da mente e das emoções. A isso damos o nome de psicossomatização.
Para você entender melhor, pense como o estresse do seu trabalho desencadeia sintomas físicos no seu corpo, como dores musculares e dores de cabeça, não é mesmo? Isso também acontece com todos os outros desequilíbrios emocionais.
Nesses casos, é comum o indivíduo buscar uma ajuda médica, realizar todos os exames e constatar que está tudo bem com a sua saúde física.
Logo, ele é direcionado a iniciar um tratamento com um psicólogo, uma vez que fica claro que a causa desses sintomas físicos é de ordem psicoemocional.
Assim, durante as sessões de terapia, será possível trabalhar a origem emocional desses sintomas para trazer mais qualidade de vida ao paciente.
4. Conflitos familiares
Os conflitos familiares costumam ser uma das principais motivações que levam uma pessoa a procurar um psicólogo.
Isso acontece, em boa parte, porque em um seio familiar os indivíduos possuem pensamentos e personalidades diferentes, o que entra em choque durante a convivência, causando os problemas.
Entretanto, para além disso, também existem alguns conflitos mais específicos, como o abandono parental, o divórcio dos pais, a dependência química, entre outros.
Aqui, pode ser indicada tanto a terapia individual quanto a familiar.
Enquanto a primeira contribuirá para que o indivíduo olhe para si mesmo dentro das relações e descubra como pode mudar seus comportamentos e controlar as emoções, a segunda auxilia de forma direta no entendimento e na comunicação entre os membros.
5. Traumas mal resolvidos
Os traumas mal resolvidos costumam provocar sofrimento emocional e mental contínuo nas pessoas.
Além de os padrões de comportamento e pensamento do indivíduo serem significativamente alterados, há o fato de que, toda vez que um gatilho é acionado, ela pode desenvolver crises de ansiedade, estresse, entre outros.
Nesse sentido, a terapia funciona como uma ferramenta importante para a superação dos traumas e, consequentemente, da mudança de comportamento, pensamento e emoções.
O processo pode ser doloroso, porque o psicólogo deverá tocar nas lembranças desagradáveis para, assim, mudar a percepção do paciente. Entretanto, apesar da dor, ele é libertador.
6. Sensação de não pertencimento
Um indivíduo que não consegue se sentir pertencente a nenhum grupo, seja na família, no trabalho ou entre amigos, costuma desenvolver diversos sentimentos negativos acerca da situação, como a baixa autoestima e a insegurança, além de tender a se isolar socialmente.
Essa sensação realmente indica que algo não vai bem com o interior do indivíduo e que, portanto, é necessária uma ajuda profissional para auxiliá-lo a intervir em seus padrões de comportamento, amenizando as suas emoções negativas.
7. Problemas nos relacionamentos
Todo relacionamento possui suas dificuldades. Entretanto, quando elas se tornam muito frequentes e intensas, pode haver indícios de que algo não vai bem com o casal ou com algum dos pares.
Nesse sentido, existem diversos problemas conjugais que podem levar o casal para a terapia, como: ciúme excessivo, toxicidade, carência afetiva, traição, entre outros.
Dependendo do conflito em específico, o psicólogo pode recomendar uma terapia em casal e/ou individual.
O mais importante é saber que aqui as sessões ajudarão cada indivíduo a mudar o seu comportamento para conseguir não apenas um relacionamento com o outro mais saudável, mas, principalmente, consigo mesmo.
8. Falta de motivação
A falta de motivação também é outro forte motivo para procurar um psicólogo. Isso porque pessoas que não encontram razão para viver tendem a desenvolver (ou já desenvolveram) a depressão.
Em casos mais extremos, elas podem tentar contra a própria a vida.
Portanto, uma pessoa que está insatisfeita com a vida e não encontra motivações para nada, desde sair com os amigos a trabalhar, deve procurar um psicólogo para que esse profissional possa ajudá-la a entender o porquê dessa situação e buscar formas de se motivar diariamente.
9. Momento de transição
As mudanças na vida, seja na carreira, no relacionamento, nos estudos, de cidade, etc., podem trazer os sentimentos de medo e insegurança. E isso é normal.
No entanto, quando essas emoções passam do limite e impedem a tomada de decisão ou contribuem para o desenvolvimento de crises de ansiedade, por exemplo, então é necessário um acompanhamento psicológico.
Convém mencionar que o profissional não tomará as decisões pelo paciente, obviamente.
O que ele fará é trabalhar todas as emoções acerca da situação e, assim, contribuir para que o indivíduo consiga superar essa etapa.
10. Busca de autoconhecimento
Os motivos para procurar um psicólogo não precisam estar associados necessariamente a algum problema específico, como os que listamos anteriormente.
A vontade de querer evoluir e se conhecer melhor é um importante fator na busca por esse auxílio profissional.
Inclusive, esse é um motivo extremamente nobre, uma vez que o indivíduo mostra que se preocupa com a sua saúde mental e deseja cuidar do seu bem-estar, prevenindo, inclusive, o surgimento de emoções negativas.
Nesses casos, o psicólogo ajudará o paciente a desenvolver a inteligência emocional e a mudar padrões de pensamento e comportamento que possam ser prejudiciais à sua vida.
Portanto, como vimos, motivos não faltam para procurar um psicólogo e cuidar da saúde mental!
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Autor: Psicóloga Thaís do Lago Lopes - CRP 06/190956Formação: Psicóloga pós-graduanda em Sexualidade Humana pelo CBI of Miami e membro do CRESEX – Centro de Referência. Atua com adultos e casais em questões de relacionamentos, carreira e saúde mental, com abordagem baseada em evidências científicas e Análise do Comportamento.
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