Medo da Morte

Categoria dos serviços do psicólogo: pânico, medo, fobia
Medo da Morte

Geralmente, a sensação de estar em perigo ocorre durante situações de estresse, desencadeando assim um pico de ansiedade. Assim que o perigo é descartado, o indivíduo volta ao normal. Porém, para algumas pessoas o alarme continua ligado, e estas continuam a se comportar e se sentir em perigo constante. Tal estresse prolongado pode destruir o cotidiano da pessoa, seus relacionamentos e vida social.

Origem do medo da morte

O ser humano é resultado de sua hereditariedade física e social, logo, em cada geração vivida, o homem recebeu características, hábitos e demais transformações genéticas. Todos nós sabemos que o processo de evolução física tem como base a morte e, pelo fato de muitas formas animais (inclusive o homem) vivem de devorar seres menores para sobrevivência, consideramos este um fato que também ocorreria conosco, ou seja, o medo da morte a nível celular se resume ao medo de ser comido vivo. A partir da herança social, o medo da morte vem principalmente das crenças religiosas, que pintam a passagem como uma forma assustadora e punitiva.

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Deve-se ressaltar que a morte é o medo mais comum de todos os seres que habitam o mundo, os animais desenvolveram uma série de técnicas para escapar dos predadores e se defender – evitando assim a morte.

Para a psicologia, o medo da morte pode ser:

  • um sentimento desencadeado pela ansiedade, ou seja, um sintoma;
  • ou uma fobia por si só – e não um sintoma de ansiedade, ou seja, a causa;

Medo da morte enquanto sintoma da ansiedade

Dentre as sensações reportadas estão: palpitação, dores no peito, tontura e confusão. O paciente perde a noção do que está ocorrendo ao seu redor, mas acredita que algo ruim irá acontecer. Então a sensação de morte chega e de repente, o medo começa a se dissipar, deixando-o sem saber o que aconteceu. Essa é a descrição de um ataque de pânico, e o medo da morte é um dos sintomas desse tipo de ataque. Neste caso, o medo da morte pode ser causado por diversos fatores:

Modo “lutar ou fugir”

É a resposta física, primitiva e automática do seu corpo para situações de perigo extremo, e o ataque de ansiedade é o pico desde medo. Ocorre uma intensa descarga de adrenalina que altera a química do cérebro, avisando seu corpo que é hora de tomar uma decisão imediata para sobreviver.

Medo da doença

Os ataques de ansiedade e pânico possuem sintomas similares a diversos problemas de saúde, principalmente aqueles relacionados ao coração. Milhares de pessoas todos os anos são hospitalizadas com ataques de pânico, apenas para descobrir que sua saúde está em ótima forma.

Porém, durante uma crise de ansiedade, não é fácil acreditar que é a sua mente que está causando o problema, afinal as dores e sensações são reais. Assim, muitas pessoas são levadas a crer que algo sério está acontecendo e caso não recebam ajuda, podem acabar morrendo.

Hipocondria

Da mesma forma que o medo da doença, independente do quanto você tenta se convencer de que suas experiências são causadas apenas por ansiedade ou pânico, você vive indo ao médico, pesquisando doenças na internet. Quem sofre de hipocondria acreditam que os ataques de pânico são provenientes de outras doenças, tais como: câncer, tumor no cérebro, esclerose múltipla ou aneurisma cerebral.

Apenas um médico pode descartar tais doenças, e mesmo assim, o paciente não se convence de que não há nada de errado com ele, acreditando que existe sim algo físico que desencadeia suas crises de pânico, criando assim um maior medo de doença e morte, no qual muitas vezes as ações levam à morte prematura – como a overdose acidental de remédios.

Medo da morte causado por outros tipos de ansiedade

Apesar de menos comum, outros tipos de ansiedade podem desencadear o medo da morte, inclusive:

  • Transtorno de ansiedade generalizada: Ou TAG, é uma desordem no qual a mente pensa constantemente em coisas negativas ou que causam estresse, dentre elas o medo de morrer.
  • Transtorno de estresse pós-traumático: Pessoas que sobreviveram a algum evento relacionado à morte, como um acidente de carro, podem desenvolver mais facilmente o medo da morte.
  • Transtorno obsessivo compulsivo: O medo da morte não afeta todos os pacientes com TOC, porém muitas pessoas podem desenvolver obsessões relacionadas ao perigo físico, como por exemplo medo de ser atropelado, ou ser atacado por germes.

Medo da morte enquanto causa primária

Quando não está relacionado aos distúrbios de ansiedade citados acima, o medo da morte enquanto causa é uma fobia chamada de Tanatofobia. Lembre-se que todas as pessoas em alguma situação irão temer a morte – e isso é saudável, caso contrário, poderá se colocar em situações de perigo extremo. Porém, se o medo da morte altera o seu cotidiano, e interfere na sua vida de modo geral impedindo atividades normais, é provável que seja necessário buscar por ajuda profissional.

Tratando o medo da morte

Um psicólogo irá ajudar o paciente a entender melhor o motivo do medo e ajudá-lo a encontrar maneiras para minimizar o problema até finalmente superá-lo por completo. É preciso ter em mente que lidar com medos tão profundos e naturais (lembre-se da hereditariedade) requer tempo e esforço. A duração do tratamento pode variar muito de acordo com cada caso, mas há evidências de que algumas pessoas melhoraram drasticamente após apenas 10 sessões. Confira algumas estratégias terapêuticas para superar o medo irracional da morte:

  • Terapia Cognitivo-Comportamental: o método desafia seus pensamentos e identifica emoções associadas ao medo da morte, para então trabalhar a raiz do medo na mente do paciente.
  • Terapia de Exposição: leva o paciente a enfrentar situações, atividades e lugares que intensificam o medo. Levando o confronto ao seu máximo, o paciente aos poucos percebe o quão irracional seu comportamento era.

O medo da morte é essencial para a sobrevivência humana, se não fosse isso, não estaríamos aqui hoje. Quando o medo da morte ultrapassa essa barreira de evitar perigos, é hora de procurar um psicólogo credenciado para lhe ajudar a superar o medo.

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Autora: Thaiana Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

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