Bullying na escola: conheça os tipos e saiba como lidar

Bullying na escola: conheça os tipos e saiba como lidar

Tema da vez para educadores e pais de alunos, o bullying constitui um problema muito sério dentro das instituições de ensino. Por ser extremamente danoso para a saúde psicológica e física das crianças e adolescentes, é importante conhecermos muito bem quais os tipos de bullying e o que podemos fazer para tentar neutralizar seus efeitos.

O que é bullying escolar?

Bullying é uma prática violenta que pode compreender uma série de atitudes agressivas praticadas de forma repetitiva por um aluno ou grupo de alunos contra um estudante específico ou mesmo um grupo. A palavra bullying vem do inglês bully, o valentão das escolas americanas famoso e eternizado na ficção como o fortão que roubava o dinheiro do lanche dos coleguinhas e obrigava-os a fazer a sua lição de casa.

Para se constituir bullying, a atitude agressiva deve acontecer de forma repetitiva e sempre entre os alunos, não caracterizando questões que envolvam aluno e professor e nem professor e gestor. Diferente da forma como muitas vezes é retratado na ficçação, o bullying não “faz parte” do ambiente escolar, ele é um problema social sério que pode trazer muitas dificuldades de desenvolvimento para as crianças.

Conheça os diferentes tipos de bullying

Bullying Verbal

O bullying verbal se caracteriza por agressões verbais que podem ser percebidas nos mais diferentes contextos. Ele pode observado como xingamento, insulto ou gozação, mas também como o popular ato de apelidar. Mesmo que, a primeira vista, um apelido possa não parecer agressivo, ele pode inferiorizar ou objetificar o apelidado, e por isso, pode sim se constituir como bullying.

Bullying Material

O bullying material consiste em atitudes agressivas voltadas para a propriedade material do aluno, podendo ser direcionada tanto para pequenos objetos, como material escolar, quanto para objetos mais caros, como celulares. Temos, como exemplo desse tipo de bullying, os atos de roubar, estragar, revistar e furtar.

Bullying Físico

O bullying físico não necessariamente inclui agressões que levam a machucados sérios, mas também pode icaracterizar empurrões e beliscões, além de chutes, socos e tapas.

Bullying Psicológico

O bullying psicológico pode ser o mais danoso dos bullyings, por ser invisível e, muitas vezes, passar despercebido para educadores e professores. As atitudes desse tipo de bullying incluem desde agressões como a intimidação por ameaça ou chantagem, até perseguições e manipulações. Além disso, esse tipo de bullying inclui uma das atitudes mais perigosas para crianças em idade escolar: o isolamento social. Ignorar e excluir uma criança do convívio social de seus pares pode trazer grandes danos emocionais e sociais e, por isso, devem ser levados a sério.

Ciberbullying

Parte importante da vida social das crianças e adolescentes de hoje migrou para o ambiente virtual: interações sociais, encontros amorosos e aprofundamento de laços de amizade acontecem por meio das redes sociais, dos aplicativos como Whatsapp e Snapchat, por mensagens de texto, voz e imagens. E não é uma surpresa que o bullying também tenha migrado para a internet.

O ciberbullying é potencialmente mais perigoso pois atinge a criança em locais onde ela costuma se sentir segura e protegida dos bullies: fora da escola, em casa, com os pais. Isso acontece porque por meio de um simples aparelho conectado à internet, como um smartphone, as mensagens violentas e agressivas chegam aonde a criança estiver.

Efeitos do bullying

O bullying persistente pode trazer uma série de distúrbios para a criança ou adolescente, como alterações de sono, mudanças de humor, quadros de ansiedade generalizada, irritabilidade, agressividade, depressão, tristeza, isolamento social e queda do rendimento escolar.

Para evitar que esses problemas tragam distúrbios ainda mais graves ou que seus efeitos se prolongem ainda mais na fase adulta, caso você desconfie que seu filho possa estar com problemas na escola, considere leva-lo para uma consulta com profissional. Um psicólogo poderá ajudá-lo a tomar as atitudes certas para punir os bullies e fazer com que as agressões parem.

Autora: Thaiana Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

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