Por Rosana Ferreira
Psicóloga · CRP 06/139956
Publicado em 11/11/2014 · Atualizado em 15/07/2026
Quando a sua felicidade começa a depender de qualquer outra pessoa, realização ou resultado – ou uma combinação destes – é possível que você seja emocionalmente dependente.
Não é algo simples de se enfrentar, mas deve ser encarado como um desafio necessário para levar uma vida mais leve e saudável, afirmam os psicólogos.
O que é dependência emocional?
Dependência emocional é quando um indivíduo permite que outros afetem seus sentimentos e emoções e passa a depender destes para sentir-se feliz. Isso impacta negativamente a autoestima, uma vez que a formação dela depende de terceiros.
A Associação de Saúde Mental da América define a dependência emocional como “uma condição emocional e comportamental que afeta a capacidade de um indivíduo de ter um relacionamento mutualmente saudável e satisfatório”.
Entendendo a dependência emocional

Alguns profissionais da psicologia acreditam que esse comportamento possui raiz na criação do indivíduo, desde sua infância, em casos em que os pais são narcisistas ou deprimidos, fazendo com que a criança desenvolva uma “necessidade” extra por eles, no intuito de oferecer-lhes um senso de propósito.
Dado certo momento, a pessoa afetada perde a capacidade de agir, tomar decisão sozinha e assumir responsabilidade por suas ações. Ao ser emocionalmente dependente, a autoestima depende somente da opinião ou reconhecimento de terceiros.
A dependência emocional não é considerada uma desordem mental, porém, alguns pacientes com outros tipos de distúrbios, como depressão e ansiedade, podem apresentar dependência emocional.
Você é emocionalmente dependente? Reflita:
- Eu não me sinto valorizado ou amado sem a aprovação de outra(s) pessoa(s);
- Eu não confio em meus próprios sentimentos e preciso de outras pessoas para validá-los;
- Eu tenho medo da rejeição: geralmente concordo com todo mundo, tento ser perfeito ou me anulo diante de outros para evitar a rejeição;
- Eu tenho medo de ficar sozinho, me sinto vazio e não sei o que fazer da vida quando estou só;
- As pessoas já me disseram que sou carente;
- Eu me sinto seguro com relação às minhas decisões somente com a aprovação dos outros.
É fato que esta é uma lista parcial de afirmações, para que o leitor tenha uma ideia dos sentimentos envolvidos na dependência emocional.
Em resumo, você está emocionalmente dependente quando não assume a responsabilidade por seus próprios sentimentos e pela sua própria autoestima, tornando-se assim uma vítima das escolhas dos outros.
Como superar a dependência emocional
- Reconheça seu valor ao trabalhar sua autoestima: concentrando pensamentos positivos sobre si mesmo, percebendo suas realizações bem como suas limitações, a terapia é uma forte aliada nesse processo;
- Aceite suas decisões e enfrente as consequências, perceba que você é capaz de fazer o que é melhor para sua vida;
- Lembre-se que somente você está no controle de seus sentimentos, emoções e ações;
- Não planeje sua vida em torno dos outros; perceba que suas necessidades são importantes e você precisa assumir o controle de sua vida e ser independente.
Ninguém é totalmente independente, e até mesmo pessoas que aparentam ser “fortes” não são totalmente livres da dependência emocional o quanto imaginam.
Porém, é possível aprender a superar essa sensação desagradável, pelo menos o suficiente para sentir-se melhor.
Em algum ponto, mesmo quando as coisas não estiverem indo muito bem, será possível dizer a si mesmo: “Eu sou feliz não por causa de X ou Y, mas apesar de X e Y”.
Desenvolver esse tipo de atitude positiva leva tempo e muita prática. Através da ajuda de um psicólogo será possível aprender a procurar por realizações próprias e a ampliar os horizontes, priorizando a sua felicidade apesar de tudo e de todos.
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Autor: Psicóloga Rosana Tamyres Ferreira - CRP 06/139956Formação: A psicóloga Rosana Tamyres Ferreira é pós-graduada pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa. Sua experiência em liderança, gestão de projetos e gestão de pessoas têm sido de grande importância em seus atendimentos na área clínica...
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