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Baixa autoestima: como ajudar alguém nesse condição?

Baixa autoestima: como ajudar alguém nesse condição?

Conviver com um amigo, cônjuge, parente ou colega com baixa autoestima pode nos fazer pensar em como podemos ajudá-los a se sentir melhor. Não é segredo que uma grande parte das pessoas possui uma opinião negativa de si mesmas, principalmente as mulheres.

Nos dias de hoje, parece que quanto mais jovem a pessoa é, mais conflitos com a aparência ela possui.

Um estudo desenvolvido pela Dove identificou que 84% das adolescentes brasileiras (a partir dos 13 anos) já usaram algum filtro ou aplicativo para modificar a sua aparência em fotos. Já outras 78% já tentaram mudar ou esconder alguma parte do corpo indesejada antes de publicar a foto.

Pode não parecer, mas essa insegurança com a aparência tem grandes impactos em outras áreas da vida. Ela impede que as pessoas frequentem certos lugares, alimenta pensamentos de que não merecem o que desejam e estimula a busca constante por validação.

Todos esses fatores podem resultar em uma autoestima distorcida. Essa, por sua vez, pode causar problemas para relacionar-se com outros, encontrar um cônjuge e ter um bom desempenho profissional. A probabilidade de ela evoluir para uma depressão também é grande, segundo psicólogos.

Cuidar da autoestima é, então, indispensável para ter uma vida satisfatória e feliz! Entretanto, se já é complicado gostar de você mesmo do jeito que você é, como ajudar alguém a fazer isso? 

Características da baixa autoestima

Todos nós temos visões negativas de nós mesmos em algum momento. Quando passamos por uma situação difícil, nos sentimos culpados por algo que fizemos ou alguém nos coloca para baixo, podemos trazer a negatividade para nós mesmos até que a fase ruim passe. 

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No entanto, pessoas com autoestima saudável se sentem bem consigo mesmas na maior parte do tempo. Elas podem não se enxergarem como super-heroínas indestrutíveis, mas se sentem confortáveis com quem são e apreciam os seus talentos.

Pessoas com baixa autoestima, por outro lado, não conseguem encontrar essa tranquilidade em suas vidas diárias. Acreditam não ter valor algum nem habilidades particularmente úteis.

Quando um evento negativo ameaça modificar a autopercepção das pessoas com autoestima alta, elas conseguem administrar seus sentimentos e pensamentos negativos. Já as com baixa autoestima tendem a abraçá-los.

Assim, dificilmente conseguem lutar contra as suas próprias opiniões ruins.

Não importa quantas coisas boas digam sobre sua personalidade e trabalho, elas têm dificuldade para se enxergarem sob uma ótica positiva. Elogios, vitórias e reconhecimentos são apreciados momentaneamente, mas logo essas pessoas voltam a desvalorizar si mesmas.

Um indivíduo pode desenvolver uma autopercepção negativa por vários motivos, tais como experiências negativas na infância ou adolescência, perder alguém querido, desemprego, divórcio, relacionamento abusivo, entre outros. A autoestima baixa não é permanente, embora possa perdurar por anos.

Como ajudar alguém com baixa autoestima?

Pode ser desafiador ajudar alguém a modificar a forma como ele se vê. A falta de autoestima normalmente deixa as pessoas com medo de fazer mudanças, inseguras e com sentimento de culpa por se sentirem assim. É comum que elas não queiram ouvir os seus entes queridos.

Se alguém próximo a você tem problemas de autoestima, tenha em mente que, além de apoio e carinho, ser paciente é igualmente necessário para ajudá-lo.

Aprender a se amar não é uma tarefa simples.Trata-se de um processo contínuo que exige muito perdão de algozes do passado, superação de traumas, mudança de pensamentos, vulnerabilidade e disposição para viver experiências novas.

É preciso dar um passo de cada vez, respeitando os limites pessoais de cada um.

Em seguida, confira os nossos conselhos para ajudar alguém com baixa autoestima.

1.     Não encoraje conversas negativas

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Pessoas com baixa autoestima tendem a falar negativamente sobre si mesmas, suas vidas, outras pessoas, acontecimentos e o mundo de uma forma geral.

Às vezes, amigos e familiares não sabem como lidar com o excesso de negatividade, então ou deixam a pessoa falar sem parar, ou se afastam para não serem influenciados.

Simplesmente mude de assunto quando isso acontecer. Não precisa ser necessariamente algo positivo sobre a pessoa, como qualidades ou conquistas, mas qualquer outro tema! Essa é uma maneira de levar positividade para a vida dela e desafiar a sua mentalidade pessimista.

Você também pode dizer, com o devido cuidado, que a pessoa amada tende a falar sobre coisas negativas e usar isso como gancho para iniciar uma conversa sobre sentimentos. 

2.     Demonstre apoio e carinho, mas seja firme quando preciso

Falar sobre baixa autoestima com alguém que possui baixa autoestima tende a ser complicado, por isso, muitos amigos e familiares evitam essa conversa. Em vez disso, demonstram seu amor e carinho para que a pessoa não se sinta sozinha ou desvalorizada.

Apesar de demonstrações de apoio serem fundamentais, às vezes é preciso ser um pouco mais firme para ajudar a pessoa a compreender a importância de amar a si mesma. Elogios e conforto são ótimas ferramentas para levantar o seu humor, mas têm efeito passageiro.

A pessoa precisa aprender a colocar-se no centro de sua vida. As suas necessidades, sentimentos e desejos devem se tornar prioridades. Ao ganhar essa consciência, a pessoa gradualmente aprenderá a não dar tanta importância para o que os outros pensam.

3.     Escute

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Dependendo da situação, o melhor conselho é a escuta. Apesar de ser normal sentir que você precisa “consertar” a autopercepção negativa de alguém que você ama, ele pode não estar procurando por uma solução.

É mais provável que esteja querendo expressar como se sente a uma pessoa de confiança, ou seja, você!

Além de proporcionar um momento de desabafo para a pessoa amada, você também estará se ajudando a compreender as preocupações e limitações delas. Esse conhecimento pode servir como direcionamento em seus planos de ajudá-la a se amar.

Então, pergunte a pessoa amada como ela tem se sentido e apenas escute. A lógica dela pode não fazer sentido nenhum para você, mas escute sem julgamentos. Considere o que ela diz em vez de tentar formular uma resposta satisfatória ao longo da conversa.

Diga “isso deve ser difícil para você” ou “eu entendo como você deve se sentir” para fazer com que ela se sinta compreendida, mas não julgada ou pressionada a mudar um suposto aspecto negativo de si mesma.

4.     Peça a opinião/ajuda dele

Pessoas com baixa autoestima possuem dificuldade para ajudar os outros e compartilhar suas visões em projetos profissionais e conversas. Como acreditam estar sempre erradas, evitam se colocar em situações de mentoria.

Pedir a sua opinião ou ajuda para alguma coisa, principalmente relacionado ao seu campo de atuação, pode fazer com que se sinta validada.

Primeiro, ela pode ficar surpresa com o pedido e recusar, ou fazê-lo com insegurança. Mas, à medida que você retorna em busca de orientação, a tendência é que ela se sinta mais confiante.

Mostre aos demais que o resultado bacana do seu trabalho contou com a ajuda da pessoa amada. O reconhecimento dos demais (mas, sobretudo, o seu) certamente vai alegrá-la. 

5.     Promova o autocuidado

Tente ajudar a pessoa amada a cuidar de si mesma.

Você pode destacar a importância do autocuidado no cotidiano, como também convidá-la para fazer atividades com esse objetivo.

Por exemplo, chame-a para fazer uma sessão de yoga, ir à academia, fazer voluntariado, praticar meditação, caminhar por uma paisagem bonita ou sair para jantar.

Com a sua companhia, ela se sentirá mais animada e menos tentada a recusar o convite. Deste modo, você cuida de si mesmo e dela ao mesmo tempo! Essas saídas também são oportunidades para fortalecer o laço de amizade e carinho entre vocês.

6.     Sugira a terapia

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A terapia com um psicólogo experiente é a melhor maneira de desconstruir uma autoimagem negativa. A baixa autoestima está ligada a fatores psicólogos complexos cuja resolução pode levar vários anos.

Você, como amigo, parente ou cônjuge, desempenha um papel importante de apoio emocional, mas pode não possuir todas as competências para ajudar a pessoa a superar traumas e crenças negativas.

Você também pode ficar psicologicamente esgotado se não cuidar de si mesmo.

Dessa forma, a terapia é a opção mais recomendada para favorecer a cura emocional e a mudança de comportamento.

Quando a pessoa amada consegue lidar com as lembranças e questões emocionais que minam sua autoestima, ela se capacita para trilhar um novo caminho para si mesma.

Esse processo de mudança é incentivado com cuidado ao longo das consultas com o psicólogo. A pessoa com autoestima baixa gradativamente aprende a gostar de si mesma do jeito que é e faz as pazes com seu passado.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Thaiana Brotto

Thaiana Brotto é psicólogo e CEO do consultório Psicólogo e Terapia. Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC. Registrada no Conselho Regional de Psicologia pelo número CRP 106524/06.

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