Por Daniela Gilardi
Psicóloga · CRP 06/75614
Publicado em 14/07/2021 · Atualizado em 15/07/2026
Meu relacionamento não vai bem: devo insistir ou terminar?
Muitos casais que estão juntos há anos já passaram por esse conflito. A relação vai se desgastando, as brigas se tornam diárias, o respeito e a confiança desaparecem.
No entanto, até esgotar o sentimento, há um longo caminho que pode renovar um relacionamento, ou mesmo terminá-lo antes que o respeito acabe.
É bastante complicado determinar qual é a melhor alternativa quando nos damos conta que o relacionamento não vai bem.
Insistir no relacionamento ou terminar?

Não existe uma receita pronta que dê o resultado com 100% de certeza, infelizmente. Mesmo assim, alguns exemplos recorrentes de casais que procuram ajuda de um psicólogo podem fazer você enxergar melhor sua situação.
Há casais, por exemplo, que simplesmente não entendem o que está errado e por que brigam tanto. Nesse momento, a busca por auxílio e acompanhamento psicológico pode ser a melhor opção.
A parcela de responsabilidade diante do comportamento de cada um deve ser dividida igualmente. Quando apenas uma pessoa está pensando nas consequências do que faz ou fala, os conflitos tendem a aumentar.
Mesmo assim, sempre há espaço para melhoras em qualquer relacionamento conjugal, desde que haja vontade de mudar.
Uma dica, que pode até parecer clichê, mas que pode ajudar muito na hora de decidir se mantém ou termina um relacionamento, é fazer uma lista de prós e contras da relação. Sabe aquela velha história de colocar as coisas boas e ruins em uma balança?
Todo relacionamento passa por fases melhores e piores e, por isso, não dá para abrir mão na primeira dificuldade ou briga.
Se os pontos positivos da relação pesarem mais que os negativos, pode ser a hora de procurar terapia de casal ou individual.
Antes de desistir de um relacionamento que tomou tempo para ser construído, por que não tentar uma solução boa para ambos?
Brigas constantes, ausência do parceiro, desconfiança — tudo é motivo para estragar o que poderia ser uma parceria mútua
Nesses casos, quanto mais cedo o casal ou um dos parceiros buscar auxílio profissional, melhor.
O que o casal pode considerar para melhorar a relação
Para que um relacionamento volte a ser bom para os dois, algumas palavras-chave precisam voltar ao cotidiano do casal. Veja abaixo:
- Respeito: saber respeitar diferenças sem brigar, o espaço do outro, o jeito que se veste, como se expressa, etc.;
- Confiança: desconfiar do parceiro não combina com relacionamento saudável e nem com um futuro promissor;
- Companheirismo: um casal é também amigo — ao menos deveria. É preciso apoio mútuo nos bons e maus momentos;
- Conversa: tudo começa com uma boa conversa. Não adianta ficar restringindo assuntos que incomodam. Um casal precisa conversar sobre tudo;
- Cooperação: um casal não pode competir. Relacionamento não é um jogo;
- Atração: a vida sexual importa bastante. Não adianta fingir; e
- União: a vontade de estarem juntos e compartilhar momentos é fundamental.
A decisão de continuar ou não um relacionamento cabe ao casal, mas buscar ajuda de profissionais que lidam com isso diariamente pode facilitar a resposta. Há relacionamentos que já acabaram há muito tempo, embora o casal continue junto.
A terapia de casal ou mesmo a individual pode esclarecer isso mais facilmente. Dessa forma, cada um pode seguir seu caminho e buscar a felicidade. Nem sempre insistir em um relacionamento é a resposta.
Principais fatores para o término de um relacionamento
O término de um relacionamento é um momento que envolve as mais diversas emoções.
É comum que as pessoas se sintam tristes, vulneráveis, sensíveis e frustradas, afinal, essa é uma situação que indica uma grande mudança para a vida e que, na maioria dos casos, não estávamos preparados para enfrentar.
Em momentos assim, a ajuda de um psicólogo pode ser fundamental para a superação!
Quando estamos em um relacionamento, seja um namoro ou casamento, costumamos fazer planos para futuro, idealizar situações e criar expectativas.
Então, com o término, todos esses sonhos vão por água abaixo, e são substituídos por outro pensamento: o que eu fiz de errado? A pergunta para essa resposta pode variar bastante.
Nem sempre um dos parceiros realmente cometeu um erro que causou o fim do relacionamento.
O que pode acontecer é uma incompatibilidade de vontades, objetivos e modos de viver.
Conheça quais são os principais motivos que geram o fim de um relacionamento:
1. Traição
Esse é um momento complicado e triste: quando um dos parceiros descobre uma traição.
Existem duas situações: um deslize ocasional (como um beijo ou relação sexual única, sem interesse de continuidade, com outra pessoa) ou um relacionamento longo (diversos encontros, relações sexuais e, em alguns casos, até filhos). Faz parte da individualidade de casal decidir o que fará diante disso.
Há casais que conseguem superar o problema e se reconciliar, mas, muitas vezes, a traição é motivo para o fim do relacionamento.
2. Vidas distintas
Quando o casal começou o relacionamento, provavelmente, sua vida e rotina se encaixavam.
Só que, com o passar do tempo, os trabalhos mudaram, os hobbies, lazeres e, quando eles se dão conta, seus modos de viver já não são mais compatíveis, e cada um segue uma vida completamente individual.
3. Interesses fora da relação
Nessa situação, a traição, de fato, não acontece. No entanto, há interesse de um dos membros do casal em uma outra pessoa de fora do relacionamento.
Um amigo, colega de trabalho ou conhecido rouba o amor e a atenção e não há mais vontade de continuar o relacionamento.
4. Fim da atração
A rotina começa a se repetir, a paixão do início não é mais a mesma, a correria do dia faz com que o casal deixe de lado seus momentos íntimos e, então, não há mais atração sexual.
Quando o casal enxerga um ao outro apenas como um amigo, é sinal de que não há mais interesse sexual e não é possível manter um relacionamento dessa maneira.
Em uma situação assim, pode ser até válido procurar a ajuda de um psicólogo e tentar uma terapia de casal para saber se é possível restabelecer a chama do relacionamento ou se a melhor saída para a felicidade dos dois é o término.
5. Intolerância
Tudo que o(a) parceiro(a) faz começa a irritar: a voz, o jeito de falar, as brincadeiras, as atitudes.
Vocês não têm mais vontade de conversar, paciência para lidar um com o outro e nem vontade de estar juntos.
Quando isso acontece, é sinal de que a insatisfação com o relacionamento chegou a um ponto em que não é mais possível seguir com o namoro ou casamento.

Como lidar com o término de um relacionamento?
Quem passa por qualquer uma das situações descritas acima, provavelmente, pensa se é a hora certa de terminar um relacionamento ou então já decidiu pelo término.
Cada casal possui sua própria história, características e individualidades e, por isso, não há regras e nem certo e errado quando o assunto é o fim de uma relação.
Se vocês vão continuar amigos, se nunca mais irão se ver, se vão manter o respeito ou se odiar, tudo isso depende muito da situação e da maneira que cada um foi impactado com o relacionamento.
O fim de um relacionamento também não significa o fim da felicidade, pois acontece de casais reatarem ou então encontrarem a alegria em uma nova pessoa.
Caso você esteja passando por essa situação e se sentindo desconfortável, procure a ajuda de um psicólogo. Ele é o profissional que pode ouvir o que aconteceu com o seu relacionamento, compreender o seu sentimento e te ajudar a recuperar a autoestima e felicidade.
Quem passa por qualquer uma das situações descritas acima, provavelmente, pensa se é a hora certa de terminar um relacionamento ou então já decidiu pelo término.
Cada casal possui sua própria história, características e individualidades e, por isso, não há regras e nem certo e errado quando o assunto é o fim de uma relação.
Se vocês vão continuar amigos, se nunca mais irão se ver, se vão manter o respeito ou se odiar, tudo isso depende muito da situação e da maneira que cada um foi impactado com o relacionamento.
O fim de um relacionamento também não significa o fim da felicidade, pois acontece de casais reatarem ou então encontrarem a alegria em uma nova pessoa.
Caso você esteja passando por essa situação e se sentindo desconfortável, procure a ajuda de um psicólogo. Ele é o profissional que pode ouvir o que aconteceu com o seu relacionamento, compreender o seu sentimento e te ajudar a recuperar a autoestima e felicidade.

Permita-se sentir tristeza
Logo que o relacionamento termina é quando sentimos o maior impacto. De repente, de uma hora para a outra, a pessoa que era companheira de todas as horas já não é mais. É importante dar-se tempo para sentir as mudanças e adaptar-se a elas.
Se for para ficar triste, fique, contanto que seja por um período curto, para que a tristeza não se prolongue e o impeça de realizar atividades importantes da sua rotina.
Sufocar os sentimentos ou tentar ignorá-los só vai fazer com que eles voltem mais fortes no futuro.
Não há problema em sofrer por um tempo. Busque apoio de seus amigos e familiares à medida que você aceita as mudanças em sua vida.
Assim como o luto, se você deseja superar o fim do relacionamento, é preciso respeitar o tempo de cada sentimento.
Não veja o relacionamento que chegou ao fim como um fracasso
Não olhe para relacionamentos passados como fracassos, mas como oportunidades para aprender sobre si mesmo e oportunidades de melhorar seus relacionamentos futuros. Não importa se você tem 20 ou 60 anos, sempre podemos aprender mais.
Tire algum tempo para reavaliar o que você precisa em um relacionamento. Você tem escolhido parceiros que são capazes de um relacionamento amoroso e maduro?
Você estava esperando que a pessoa amada mudasse? Talvez você precisasse de algo que não estava disponível em seu relacionamento anterior.
Preencha o seu tempo
O tempo livre, que vocês quase sempre passavam juntos, agora é só seu e você pode fazer o que bem entender com ele. Isso ao mesmo tempo chega a ser assustador e libertador.
Mas, o importante é preenchê-lo com atividades que te façam bem, que sejam do seu interesse e te ajudem a tirar a cabeça do término.
Comece a fazer parte de um grupo de corrida, faça aulas de artes, ioga, meditação, culinária, música…
Qualquer coisa que seja boa para sua mente e seu espírito.
Não se preocupe se você não está em um relacionamento. Seu valor vem de quem você é, não de com quem você está. Aproveite esse momento e redescubra as coisas boas que te fazem feliz sozinho.
Seja ver um seriado, sair para uma balada que você não ia há muito tempo…
Ficará surpreso em como é fácil se sentir muito bem sozinho.
Saia de casa
Você não precisa ficar recluso só porque não possui um parceiro amoroso. Na realidade, agora que está solteiro, aproveite!
Vá ao cinema, ou ainda uma balada com os amigos. Vá a um café sozinho, aprecie uma boa comida e um bom livro…
Há tantas atividades que agora você pode fazer! Então, aproveite esse momento!
Que tal mimar a pessoa mais importante da sua vida: você? Se dê presentes, vá para uma academia, faça coisas maravilhosas e divertidas.
Você é uma pessoa especial e merece isso.
Cuide da sua saúde
Tomar um porre depois de terminar um relacionamento pode até parecer uma boa ideia logo de cara, mas a ressaca do dia seguinte e a permanência da lembrança vão provar para você que há outras formas mais saudáveis de lidar com a situação.
Aproveite este momento para cuidar da sua saúde, se alimentar bem, dormir bastante e praticar exercícios físicos (a endorfina pode fazer maravilhas pelo nosso bem-estar!).
Ao melhorar sua saúde e aparência, sua autoestima irá aumentar.
Fique perto de boas companhias
Traga para perto de si pessoas que tem boas energias, em quem você pode confiar e que querem te ver bem.
A família costuma ser uma fonte de carinho e compreensão, que traz conforto, assim como os amigos.
Procure um parente ou amigo mais próximo com quem possa conversar sobre a situação abertamente.
Falar sobre o assunto vai ajudar você a perceber que não está sozinho e a lidar com essa transição de modo mais rápido e com menos dor.
Você sabia que o amor romântico é apenas um entre os milhares de tipos de amor? E agora que você está solteiro, que tal começar a dar mais atenção aos outros?
Cerque-se de família, amigos, pets etc. Distribua e receba muito amor e afeto para superar o fim do relacionamento.
Perdoe a si mesmo(a)
Perdoe a si mesmo. Você não pode mudar o passado, mas pode aprender com seus erros e a não os repetir.
Perdoe o(a) parceiro(a). Isso não significa que você esteja dizendo que está tudo bem e não há nenhum problema no que aconteceu.
O que isso significa é que está cortando totalmente o vínculo, tanto com suas perdas quanto com ele(a). E que não vai mais investir tempo ou energia em algo que te machuca.
Superando o término do relacionamento
O término de um relacionamento é quase sempre uma situação difícil. Ainda que as pessoas sintam coisas diferentes, especialmente dependendo do contexto do término, a sensação que fica é de perda e frustração.
Não é apenas o fato de não ver o ex-cônjuge, que um dia foi considerado “a pessoa certa”, com tanta frequência. São expectativas, planos e sonhos que são forçados a passar por transformações bruscas. Quando você imagina passar o resto da vida (ou grande parte dela) com uma pessoa e isso não acontece, como reagir?
Uma mistura de emoções e pensamentos que, embora pareçam não fazer sentido, é experienciada por quem passa por um término. Psicólogos afirmam que ela precisa ser processada para que os ex-cônjuges consigam seguir com as suas vidas.
As diversas faces do término
Quando um casamento termina em divórcio, é quase sempre uma situação triste. Mesmo que ambos os cônjuges tenham chegado a um consenso ou que uma pessoa tenha escapado de um relacionamento abusivo, as emoções negativas podem ser predominantes.
É preciso repensar muita coisa quando um casamento acaba. Questões acerca da criação dos filhos e do novo modo de vida dos pais separados são discutidas exaustivamente. Palpites dos avós, sogros e outros familiares podem ser invasivos e acabar estimulando conflitos.
A situação financeira, moradia, escola das crianças, novos parceiros, guarda compartilhada e outros fatores também costumam ser temas frequentes de discussões entre os pais.
O término de um namoro causa emoções similares. A perda de um cônjuge amado é a perda de um companheiro, confidente, porto seguro e, sobretudo, amigo. A saudade logo aparece e pode incentivar os ex-cônjuges a buscarem aquele familiar apoio e carinho uns nos outros.
Quando relacionamentos turbulentos chegam ao fim, as pessoas normalmente ficam felizes por se livrarem de alguém que lhes causava mal.
No entanto, podem ficar frustradas por terem perdido tanto tempo com um indivíduo assim, irritadas consigo mesmas por não terem tomado a decisão de terminar antes, aliviadas por estarem solteiras novamente e tristes por não terem tido uma experiência positiva.
Sendo assim, o término de um relacionamento não se trata apenas de “não ver o ex-parceiro”. Há muitos fatores emocionais que dificultam a superação dessa situação, como quebra de expectativas, modificação de planos e aquisição de novas ideais e crenças tanto sobre relacionamentos quanto sobre si mesmo.
Como ficar bem após o término de um relacionamento amoroso, seja namoro ou casamento ou até mesmo relações casuais? Por mais doloroso que possa ser, é possível superar um término. Muitos já fizeram isso e é provável que uma boa parcela faça de novo.
Há quem evite terminar um relacionamento por medo de sofrer. A sintonia com o parceiro já não é a mesma, mas a pessoa faz de tudo para não sentir a dor da perda daquele laço. Ela sabe que terá que levar a vida de outra forma após o término, então aguenta o mal-estar emocional.
Essa decisão é compreensível, pois ninguém gosta de sofrer, não é mesmo? Entretanto, ficar com alguém por medo de sofrer ou de ficar sozinho, por pena ou por comodismo causa mais sofrimento que um término.
Quando você decide fazer isso, está escolhendo se anular diante da vida. Essa anulação do “eu” leva à estagnação e insatisfação, além de provocar depressão e ansiedade.
Às vezes, o término é a melhor opção para ambos os cônjuges e, portanto, deve ser tomada. O amor, carinho e afeto ainda podem estar presentes, mas não serem o suficiente para fazer o relacionamento dar certo.
Se você recentemente terminou o seu relacionamento, confira abaixo as nossas dicas para superar essa fase difícil.
1. Foque em você
Em diversos momentos da vida, você precisará priorizar o autocuidado para conseguir viver bem e feliz. O término de um relacionamento costuma ser um desses momentos.
Comece a focar em suas necessidades emocionais. Saia com seus amigos. Faça uma viagem curta. Reflita sobre o que você pode aprender com essa experiência e o que mudou em seu jeito de ser e pensar sem que você tenha percebido.
A introspecção é benéfica para você digerir sensações desagradáveis e entender como a situação chegou a esse ponto.
Pensamentos de culpa e medo podem passar por sua cabeça nos primeiros dias ou semanas após o término, mas procure ignorá-los. Eles não vão lhe ajudar a se sentir melhor e seu conteúdo muito provavelmente não tem ligação com a realidade.
2. Não procure culpados
Procurar culpados é algo que muitos ex-cônjuges fazem. Na tentativa de encontrar respostas, podem jogar a culpa do fim do relacionamento no outro ou se responsabilizar inteiramente por ela.
Encontrar culpados nesse contexto não vai reduzir o seu sofrimento nem o ajudar a entender o porquê de a relação não ter dado certo.
Um relacionamento entre duas pessoas é muito complexo. Sentimentos, sonhos, medos, traumas, anseios e idealizações estão envolvidos, portanto, não vale a pena dissecá-lo para encontrar um ou mais razões exatas para justificar o seu fim.
Aceite que ambos podem ter feito coisas (ou deixado de fazer) que corroboraram para o término. Procure os aprendizados presentes nessa vivência para que seus próximos relacionamentos sejam melhores. Se você ficou insatisfeito com uma atitude que teve, procure não a repetir com outro cônjuge.
Essas atitudes são mais sadias do que tentar descobrir quem é mais culpado pelo término, além de ajudarem você a crescer como pessoa.
3. Mantenha-se na realidade
Algumas pessoas sentem que essa situação é o fim do mundo e, após perder um parceiro amado, nunca mais serão felizes ou encontrarão alguém capaz de amá-las como elas são.
Esses pensamentos precisam ser evitados, pois raramente tem embasamento na realidade. Às vezes, queremos ficar bem com o ocorrido rapidamente ou nos colocar na posição de vítima para massagear o ego.
Há, ainda, indivíduos que internalizam crenças negativas sobre os outros (“os homens/mulheres são horríveis”) ou si mesmos (“sou incapaz de ser amado”) e passam a sabotar relações futuras. Sem querer, eles mesmos colaboraram para que seus maiores medos se tornem realidade.
Assim, é importante procurar ver a situação como ela é e não se deixar levar por devaneios improdutivos ou alimentar ilusões.
4. Permita-se conhecer novas pessoas
Pode levar meses ou anos para que você supere o fim de um namoro ou casamento. Cada pessoa tem um tempo para digerir um acontecimento desagradável, por isso, não se culpe se você demorar para se sentir pronto para namorar novamente.
Quando esse momento chegar, permita-se conhecer novas pessoas, viver novas experiências e se apaixonar novamente. Aproveite cada uma dessas vivências sem medo.
Compreenda que o sofrimento é uma possibilidade em qualquer área da vida, não apenas nos relacionamentos. Por exemplo, você pode ser demitido do trabalho a qualquer instante, mas a possibilidade de sofrer com uma demissão não impede que você trabalhe, certo? A mesma mentalidade deve ser aplicada aos relacionamentos!
Cuide, no entanto, para não elevar expectativas sobre seu parceiro e o andamento da sua relação.
O seu maior sonho pode ser encontrar a sua alma gêmea, mas você não saberá se encontrou a pessoa certa até conhecê-la de verdade. Para isso, é preciso ter calma e viver um dia após o outro.
5. Não se apegue ao passado
Outra dica para voltar a namorar após um término é não se apegar a experiência passada. Não espere que o seu cônjuge atual tenha os mesmos comportamentos do anterior. O passado não está relacionado ao presente!
Muitos indivíduos prejudicam os seus relacionamentos ao compararem seus parceiros ou permanecerem à espera do mesmo sofrimento vivenciado no passado. É preciso ter inteligência emocional para separar o que aconteceu do que ainda está sendo vivenciado.
Conclusão
Dar fim a um relacionamento gera um grande abalo psicológico em qualquer um. É importante conversar sobre a nova configuração da sua vida para que possa passar pelas mudanças de uma forma menos traumática.
Não é raro que términos de relacionamentos longos resultem em depressão, ansiedade e outros problemas psicológicos, que podem trazer grandes tristezas para a vida.
Se sentir que precisa de ajuda para percorrer esse momento, procure um psicólogo com quem você pode conversar confortavelmente sobre qualquer assunto e trabalhar essa questão da melhor forma.
Uma necessidade obsessiva de estar com alguém que não quer mais um relacionamento pode ser um sinal de vício em amor. Aproveite esse momento para resolver questões internas a fim de que você possa ter uma vida plena.
Essas são algumas dicas poderosas para superar o fim do relacionamento. Um psicólogo pode ajudar através da terapia, que pode ser um ótimo recurso caso o sofrimento seja muito grande ou o término implique em situações traumáticas.
Seja como for, aproveite esse momento para exercer o seu autoconhecimento e o seu bem-estar.
Se você precisar de ajuda terapêutica para superar o término do seu relacionamento, não hesite em conversar com um psicólogo.
A terapia é a ferramenta ideal para você aprender a gerir emoções negativas, compreender os fatores que corroboraram para o término e fazer as pazes com a situação. Além disso, o psicólogo pode auxiliá-lo a seguir adiante sem que crenças nocivas sejam formadas e prejudiquem sua vida amorosa.
Essa ajuda emocional se torna ainda mais importante para quem saiu de um relacionamento abusivo ou teve um divórcio ou término de namoro turbulento. Essas experiências podem abalar a autoestima das pessoas, colocando-as em um estado de fragilidade emocional.
Na terapia, elas podem reconstruir a autoconfiança e processar situações ruins antes que se transformem em traumas emocionais.
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Autor: Psicóloga Daniela Gilardi Torres Marques - CRP 06/75614Formação: Daniela Gilardi é psicóloga há 22 anos e possui ampla experiência no atendimento a adultos e casais. Atua com Terapia Cognitivo Comportamental e Gestalt trabalhando queixas como ansiedade, relacionamentos, carreira, depressão, autoestima, estresse, autodesenvolvimento, autoconhecimento...
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